quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Taurus é 4º maior distribuidora de armas nos EUA

SMT-40
Sub-Metralhadora SMT-40 fabricada pela Taurus

O Brasil tem um papel cada vez mais importante no mercado armamentista dos EUA: a marca gaúcha Forjas Taurus tornou-se a quarta maior distribuidora de armas no país da National Rifle Association, ao lado de gigantes como Smith&Wes son. Um em cada cinco revólveres comprados por americanos em 2012 veio da fabricante brasileira, que hoje vende mais nos EUA do que no próprio Brasil.

Essa rápida expansão no território americano é parte de uma estratégia maior da holding Taurus, que nos últimos anos vem adotando uma estratégia mais agressiva para ampliar exportações. Segundo a diretora de relações com investidores, Doris Wilhelm, no topo da lista de destinos cobiçados pela empresa está África e América Central segundo a ONU, as duas regiões do mundo com maior número de mortes por arma de fogo .

A lei militar brasileira impede que a indústria bélica nacional revele o número de armas exportadas, tampouco os destinos exatos das vendas. Divulgam-se apenas blocos geográficos" para onde vâo esses produtos. Em 2012, 55% das armas da Taurus foram vendidas ao "bloco norte-americano" (EUA, Canadá e México). A empresa tinha uma receita líquida de US$ 409 milhões em 2009. Este ano, impulsionada pelas exportações, ela deve fechar nos US$ 700 milhões.

Doris afirma que os EUA são o maior mercado da Taurus e o único em que a esmagadora maioria das vendas é para pessoas, e não forças estatais de segurança pública e militar. "Estamos falando de um mercado de consumo: civis americanos comprando ar: mas como hobby, esporte, caça e defesa pessoal. A cultura americana é "outro bicho". A Segunda Emenda (da Constituição) garante o direito de portar armas e defender sua propriedade.

A empresa brasileira tem uma fábrica no norte de Miami desde 1983. No ano passado, comprou por US$ 10 milhões a Heritage Manufacturing, especializada em réplicas de armas do velho oeste, usadas em uma modalidade conhecida como "plinking" tiro ao alvo com latinhas em locais abertos, ao clássico estilo cowboy do deserto.

O New York Times afirmou na terça-feira que a Taurus seria uma possível compradora da fabricante do fuzil AR-15 Bushmaster, usado no massacre de New-town. A companhia brasileira diz que a informação é "meramente especulativa".

Nos dois dias úteis após a tragédia, as ações da Taurus caíram cerca de 10%. Segundo analistas, o mercado "teme" a aprovação de restrições a esse comércio.

Mas, como as demais empresas do setor de armamento nos EUA, a Taurus acabou beneficiada pela débâcle econômica de 2008 e pela polarização política no governo Barack Obama. O motivo é psicológico: em meio à sensação de insegurança, americanos tradicionalmente compram mais armas. O pânico após o furacão Katrina fez com que 2005 fosse o ano mais lucrativo às empresas do setor.

Segundo Matthias No-wak, pesquisador do centro Small Ar ms Survey (SAS), com sede na Suíça, o Brasil é desde 2001 o quarto maior exportador das chamadas "armas pequenas", categoria que abrange revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis de assalto, entre outros. O País é colocado atrás apenas de EUA, Itália e Alemanha e à frente da Rússia, maior herdeira da indústria bélica soviética.

Para analistas, são essas as "Verdadeiras armas de destruição em massa" - as que mais provocaram mortes no mundo. Segundo o centro suíço, os últimos dados disponíveis são de -2009 e indicam que o Brasil exportou US$ 382 milhões dessas armas. Mas Nowak acredita que a cifra real seja muito maior e critica a falta de informações públicas.

Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, também reclama da falta de transparência e afirma que "não há mais sentido" em vetar a divulgação dessas exportações, pois vários compradores revelam os números.

"Ao investir no fortalecimento da indústria bélica nacional, o governo Dilma Rousseff torna ainda maior a necessidade de transparência", defende.

No ranking do SAS que avalia o acesso à informação sobre essas exportações em cada país, o Brasil tem hoje nota 7,5 em uma escala crescente de o a 25. Em 2009, era de 8,5; em 2006, era 9.


Empresa busca expansão na África e América Central

Com uma nova estratégia para diversificar exportações, a Taurus está de olho em mercados de regimes africanos em transição política e países da América Centrai em luta contra o narcotráfico. Essas regiões têm o maior índice de homicídios por armas de fogo do mundo, segundo o escritório da ONU para controle de drogas e crime (UNODC). ONGs como a brasileira Sou da Paz temem que parte das armas acabe nas "mãos erradas".

A Taurus diz fornecer armas para governos, de acordo com as normas do Exército e submetida ao direcionamento político do Itamaraty. "Se a arma vai parar em outro destino, nós não temos o menor controle sobre isso, Cabe ao Itamaraty julgar que o governo não é confiável", diz Doris Wilhelm, da Taurus.

Fonte: Site do Exercito

Brasil prepara produção de novo míssil para caças A-1 e o futuro F-X2

A-Darter

A partir de 2015, a Força Aérea Brasileira receberá o A-Darter, um míssil capaz de manobrar até 10 vezes mais rápido que um avião de combate. A nova tecnologia, fruto de um desenvolvimento conjunto do Brasil com a África do Sul, já está no final da fase de testes e próxima do início da produção em larga escala. Na última quinta-feira (6/12), o Comando da Aeronáutica assinou com a empresa Denel do Brasil o contrato de R$ 1,4 milhão para preparar o parque industrial de São José dos Campos (SP) para a construção do míssil, que deve equipar a versão modernizada do caça A-1 e o futuro F-X2. 

A produção do novo míssil deve contar com as empresas Mectron, Avibras e Opto Eletrônica, que são beneficiárias dos projetos de transferência de tecnologia em áreas como sistemas óticos, navegação, sensores e processamento de imagens. O Brasil ingressou no desenvolvimento do A-Darter em 2006, e é co-proprietário dos direitos de propriedade intelectual e industrial do míssil.

De acordo com o Gerente Técnico da Denel do Brasil, Everton de Paula, além de fabricar todos os mísseis que a FAB adquirir futuramente, o parque industrial brasileiro também irá fabricar componentes de unidades que venham a ser exportadas pelo Brasil e pela África do sul para outros países. "Este contrato representa mais uma passo no sentido da concretização da transferência de tecnologia. A tecnologia que nós tínhamos ainda era uma tecnologia de terceira geração. Esse é um salto: vamos para mísseis de quinta geração", afirmou.

Características

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter é um míssil ar-ar, ou seja, criado para ser lançado de aeronaves contra alvos aéreos. Para isso, conta com um sensor que detecta o calor de aviões e helicópteros para guiagem. A diferença tecnológica é que, ao contrário dos modelos mais antigos, um caça equipado com o A-Darter pode atingir alvos que não estejam só na frente, mas também dos lados e até atrás da aeronave.

Outra tecnologia inédita no Brasil é o empuxo vetorado, que é o direcionamento do jato do motor foguete. Somado ao movimento das quatro pequenas “asas”, o empuxo vetorado confere ao míssil a possibilidade de fazer manobras que alcançam até 100 vezes a força da gravidade (100G), enquanto os aviões de combate não passam de 9 vezes (9G). O míssil também produz menos fumaça que modelos mais antigos, o que dificulta a sua visualização.

O Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, elogiou as características do míssil durante a solenidade de assinatura de contrato com a Denel do Brasil. "Ver o início da produção no Brasil de um míssil de quinta geração é a certeza de que nós estamos dando aos nossos pilotos aquilo de mais moderno", afirmou.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Corpo de Fuzileiros Navais recebe Míssil Anticarro 1.2 AC

Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC


A Marinha do Brasil recebeu as primeiras unidades do lote piloto dos Sistemas de Armas do Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC, de médio alcance, fornecidos pela MECTRON, empresa nacional da Organização Odebrecht. Para oficializar a entrega, foi realizada, no dia 14 de novembro, uma cerimônia na Fortaleza de São José, localizada na Ilha das Cobras (RJ), em que o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante-de-Esquadra (FN) Marco Antonio Correa Guimarães, na presença do Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, Vice-Almirante Walter Carrara Loureiro, e do Comandante do Material de Fuzileiros Navais, Contra-Almirante (FN) Cesar Lopes Loureiro, recebeu o Diretor-Presidente da MECTRON, Gustavo Ramos, e o Diretor da Unidade de Defesa da MECTRON, Rogério Salvador, para a assinatura do termo de entrega do 1º lote, composto de 16 munições com cabeça de guerra; um simulador de tiro; um equipamento de teste; e quatro jogos de manuais.

O MSS 1.2 AC é um sistema de armas superfície-superfície, anticarro, guiado a laser, com alcance de cerca de 3 km. O sistema de guiagem a laser permite direcionar o míssil mesmo após o seu lançamento, acompanhando a trajetória do alvo. A parte operacional compreende uma unidade de tiro e a munição. Amplamente versátil, o MSS 1.2 AC também pode ser lançado por meio de paraquedas. Para operações noturnas, a unidade de tiro possui uma câmera de visão noturna sensível à radiação infravermelha.

O Simulador de Tiro do MSS 1.2 AC consiste de um conjunto de equipamentos eletromecânicos computadorizados que possibilitam o treinamento de atiradores tanto em sala de aula como em campo. Sua principal característica é proporcionar ao atirador as mesmas condições reais de rastreamento de alvo e lançamento do míssil. Efeitos como ruído de lançamento, fumaça do primeiro estágio do motor e choque mecânico são simulados, proporcionando ao instruído a sensação de estar em reais condições operacionais.

O Diretor-Presidente da MECTRON expressou a satisfação da empresa em realizar esta entrega: "Nossa satisfação deve-se ao fato da MECTRON e a organização Odebrecht estarem entregando um produto brasileiro, desenvolvido e fabricado por uma empresa 100% brasileira, com tecnologia nacional para a Marinha do Brasil que terá completa autonomia para o seu emprego e assistência pronta e permanente".

Em suas palavras, o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais externou sua satisfação com a aquisição: “Os Sistemas de Armas do Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro, da MECTRON, vêm contribuir significativamente com o aumento de poder de combate dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais. O seu poder de penetração em blindagens e a capacidade dos seus simuladores proporcionam um elevado grau de adestramento com custos reduzidos. Estes sistemas elevarão a capacidade de defesa anticarro a um novo e elevado patamar. Por meio desta parceria, a Marinha do Brasil e o Corpo de Fuzileiros Navais, contribuem para valorizar a indústria de defesa nacional”.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Navio-Patrulha Oceânico “APA” é incorporado a Marinha do Brasil

Navio Patrulha Oceânico Apa

No dia 30 de novembro, às 11h, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer, nas dependências da Base Naval de Portsmouth, no Reino Unido, ocorrerá a Incorporação à Armada da Marinha do Brasil do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”.

O navio, construído pela empresa BAE Systems Maritime – Naval Ships, recebe o nome “Apa”, em alusão a um importante rio brasileiro, assim como os demais navios da Classe – o “Amazonas”, incorporado à Armada em 29 de junho deste ano, e o “Araguari”, previsto para ser entregue à Marinha do Brasil no primeiro semestre de 2013. O NPaOc “Apa” teve sua construção iniciada em 10 de setembro de 2008, com o batimento de quilha em 16 de fevereiro de 2009. Foi lançado ao mar em 19 de novembro de 2009 e sua construção foi finalizada em julho de 2010.

As principais características do Navio são:
Comprimento Total: 90,5 metros
Comprimento entre Perpendiculares: 83 metros
Boca Máxima: 13,5 metros
Calado de Navegação: 4,5 metros
Deslocamento Carregado: 2.170 toneladas
Velocidade Máxima com 2 MCP: 25 nós
Raio de Ação a 12 Nós: 5.500 milhas náuticas
Autonomia: 35 dias
Capacidade de Tropa Embarcada: 51 militares
Capacidade de Transporte de Carga: 06 Conteineres de 15 toneladas
Armamento: 01 canhão de 30mm e 02 metralhadoras de 25mm
Sistema de Propulsão: 2 Motores MAN 16V28/33D 7.350 HP
Geração de Energia: 3 Geradores CATERPILLAR de 550 kW
1 Gerador CATERPILLAR de 200kW
Tripulação: 12 Oficiais, 21 SO/SG e 48 CB/MN

O Navio-Patrulha Oceânico “Apa” foi projetado e construído para atender às necessidades de fiscalização de extensas áreas marítimas. Devido à sua grande autonomia e capacidade de operar com aeronave orgânica helicóptero) e duas lanchas, contribuirá com os demais navios da Marinha do Brasil na proteção e fiscalização de nossa Amazônia Azul. Após a incorporação à Marinha, o “Apa” será preparado para navegar em direção ao
Brasil, o que está previsto para ocorrer a partir da segunda quinzena de fevereiro de 2013. Em uma viagem de dois meses, o navio partirá de Portsmouth, no Reino Unido e passará por Portugal, Espanha (Gran Canárias), Mauritânia, Senegal, Angola, Namíbia, Rio Grande (RS-Brasil), Itajaí (SC-Brasil) e tem como porto final, na primeira quinzena de maio, o Rio de Janeiro (RJ-Brasil).

FONTE: Centro de Comunicação Social da Marinha

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Força Aérea terá sistema nacional de datalink para comunicação entre aeronaves



A Força Aérea Brasileira assinou nesta quinta-feira (6/12) o contrato para o desenvolvimento do "Link BR2", tecnologia que vai permitir os aviões trocarem dados entre si em pleno voo. O acordo com a empresa Mectron, de São José dos Campos (SP), prevê que até 2016 o sistema deverá estar instalado em quatro caças F-5M, quatro A-29 e dois E-99, além de estações em solo, inclusive para uso do Exército e da Marinha. O planejamento prevê instalar o Link BR2 futuramente em um maior número de aeronaves, além de outros modelos, como helicópteros, aviões de patrulha e de reabastecimento em voo.

"O sistema de datalink é um multiplicador de força para qualquer Força Aérea", afirmou o Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), organização da FAB responsável por projetos de aquisição. O Link BR2 vai integrar mais aeronaves da Força Aérea em uma só rede, diferente dos modelos atualmente em uso, que são restritos a aeronaves específicas. Com o novo datalink será possível, por exemplo, um piloto conseguir visualizar todos os dados captados pelo radar de outro avião.

O Brigadeiro Baptista Júnior lembrou ainda que o contrato assinado envolve não apenas a aquisição do sistema, mas o seu desenvolvimento no Brasil. "É uma oportunidade para a indústria nacional, para que a gente traga não somente a fabricação do hardware, do rádio, daquilo que é fabricado, mas principalmente que a gente traga a inteligência que está dentro deste processo do datalink", explicou.

Já o presidente da Mectron, Gustavo Ramos, ressaltou que este contrato é importante para assegurar o desenvolvimento do Brasil na área de tecnologia. "É uma condição sine qua non fazer o desenvolvimento no Brasil para que a indústria nacional de defesa possa ter essa competência, atender a essas necessidades, absorver tecnologia com garantia de segurança nacional e depois exportar para outros países e crescer ainda mais", disse.

SAIBA MAIS - Leia a seguir entrevista com o Coronel-Aviador Francisco Guirado Bernabeu, um dos gerentes do projeto Link BR2, e o Coronel-Aviador Flávio Luis de Oliveira Pinto:

Agência Força Aérea - Qual a vantagem de uma aeronave utilizar datalink?
O datalink hoje representa um grande diferencial para uma Força Aérea, especificamente para aeronaves de combate, porque permite que elas troquem informações, por dados, sem a necessidade de comunicação por voz. Isso agiliza a comunicação entre os pilotos e aumenta muito a consciência situacional.

Agência Força Aérea - Como, na prática, ele pode ser utilizado?
Por exemplo, a síntese radar do E-99, uma aeronave que tem um radar bastante poderoso, pode ser repassada para um piloto de A-29, de maneira que este tenha condições de visualizar outras aeronaves, mesmo sem ter um radar à bordo Isso evita que o operador do E-99 e o piloto do A-29 tenham que estabelecer comunicação por voz.

Agência Força Aérea - E o Link BR2 serve para transmitir imagens também?
Serve. É possível a transmissão de imagens óticas ou de outros tipos de sensores, além de também mandar texto, o que também traz um grande ganho operacional. Uma aeronave pode enviar a imagem de um alvo para outra aeronave ou para um centro de comando e controle, a fim de verificar sua correta identificação e engajamento.Um comandante pode acompanhar visualmente o desenrolar de uma operação.

Agência Força Aérea - A adoção dessa tecnologia muda a forma de combater?
Muda. Por exemplo, utilizando o recurso do datalink, você pode enviar uma aeronave na frente, com o radar desligado, mas conhecendo todos os alvos à frente, repassados por uma aeronave que esteja mais atrás, esta sim com o radar ligado. Então, quer dizer, a aeronave da frente ao não utilizar o radar, vai estar mais escondida eletronicamente do que uma aeronave que esteja com o radar ligado. Essa aeronave da frente, portanto, pode se aproximar mais de seu alvo e fazer uso mais eficiente de seu armamento, por meio das informações passadas por outras aeronaves.

Agência Força Aérea - E é possível atirar utilizando os dados do Link BR2?
Sim, será possível. Não faz parte do escopo deste projeto, mas já previmos a possibilidade de fazer a escravização e o guiamento de mísseis a partir de alvos captados por sensores de outras aeronaves e transmitidos via data link.

Agência Força Aérea - Como será a implantação do Link BR2 na FAB?
Inicialmente nós vamos instalar o datalink em quatro aeronaves F-5M, quatro aeronaves A-29 e duas aeronaves E-99M. Com o datalink instalado nessas aeronaves, vamos fazer uma prova de conceito e testar todas as funcionalidades que foram planejadas. Depois que validarmos a solução, vamos implementar nas demais aeronaves da Força Aérea.

Agência Força Aérea - E o A-1 modernizado, terá o Link BR2?
O Link BR2 já está sendo instalado no A-1, só que o A-1 está recebendo a primeira versão do link BR2. Neste contrato que estamos assinando, vamos ter o link BR2 com capacidades adicionais, mas essa nova versão será capaz de trocar dados com a versão instalada no A-1 .

Agência Força Aérea - Qualquer aeronave pode receber uma tecnologia como essa?
Sim, mas seu uso depende de como a aeronave vai ser utilizada em um cenário operacional. O equipamento datalink é mais ou menos do tamanho de uma caixa de sapatos. Nessa caixa haverá um rádio e o terminal datalink, com protocolos de comunicação e aplicativos para interagir com os pilotos e os sistemas das aeronaves

Agência Força Aérea - E que tipos de aeronaves devem receber datalink?
Depende da missão dessa aeronave. Aeronaves de caça, aeronaves de reconhecimento, aeronaves de patrulha, de reabastecimento, de controle e alerta em voo, helicópteros.... qualquer aeronave que tenha uma função relevante no teatro de operações.

Agência Força Aérea - A FAB já utiliza algum tipo de datalink? Qual a diferença para o Link BR2?
Nós já utilizamos alguns datalinks. Nós temos um datalink que permite que apenas aeronaves F-5 conversem entre si; temos outro datalink para as aeronaves A-29, e temos o Link BR1, que permite a comunicação entre as aeronaves E-99 e R-99 com estações em solo. Foi a partir da experiência adquirida com esses datalinks, que conseguimos desenvolver os requisitos para o Link BR2, que vai permitir que todas as aeronaves possam conversar entre si com grande capacidade de transferência de dados. Será possível, com esse novo sistema, incluir mais de 1.000 aeronaves, em diversas redes, trocando dados, simultaneamente, entre si.

Fonte: http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=13703

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Brasil lança Foguete VS-30/ORION V10 com sucesso

VS-30

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou com sucesso no último sábado (08/12) o foguete de sondagem VS-30/ORION como etapa final da Operação Iguaiba, iniciada no último dia 19 em Alcântara, Maranhão. O lançamento, inicialmente previsto para ocorrer no dia 07 de dezembro, teve de ser adiado em função dos fortes ventos que atingiam a região. No sábado, com a melhora das condições climáticas, o lançamento do foguete, portando uma carga útil com experimentos científicos, ocorreu pontualmente às 19 horas (horário local), envolvendo uma equipe de cerca de 210 profissionais.

O veículo foi rastreado por radares de localização situados em Alcântara e no município de Raposa, vizinho a São Luís. O Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI) atuou como estação remota de rastreio.

O foguete atingiu 428 quilômetros de apogeu (altitude máxima) em pouco mais de 5 minutos de voo. O VS-30/ORION percorreu uma distância total de 382,69 quilômetros em relação ao local de lançamento até sua queda no Oceano Atlântico. Ao todo, o foguete voou por aproximadamente 11 minutos.

O Coordenador Geral da Operação Iguaiba, Coronel Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, destacou o sucesso da operação e contribuição para o país. “Todos os planejamentos foram feitos, todos os requisitos que levariam ao sucesso da operação foram seguidos. E tudo isso vai envolver um ganho de desenvolvimento tecnológico, não só para o Comando da Aeronáutica, mas também para o INPE a Agência Espacial Brasileira e as nossas universidades, no caso a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que estava participando com um experimento de um GPS espacial”, afirmou ele.

Cooperação - A operação é produto da cooperação Brasil-Alemanha na área espacial. O VS-30, chamado de primeiro estágio, foi produzido pelo IAE, organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), enquanto o segundo estágio, o propulsor Orion, foi fornecido pelo Centro Espacial Alemão (DLR) como resultado da colaboração ao Programa Espacial Brasileiro. Aos dois estágios foi acoplada uma carga útil com experimentos do INPE, do IAE e da UFRN.

Este lançamento apoia o projeto de pesquisa “Estudos da ionosfera e alta atmosfera com experimentos embarcados a bordo de foguetes e satélites” do INPE e integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB). Além disso, o veículo seguiu com um experimento embarcado visando o desenvolvimento de sistema GPS para uso espacial, realizado em cooperação entre a UFRN e o IAE, com suporte financeiro da AEB. Dois experimentos científicos acoplados à carga útil, um eletrônico e outro mecânico, desenvolvidos pelo IAE, auxiliarão no desenvolvimento de sistemas de segurança utilizados em veículos aeroespaciais.

Retrospectiva - A operação encerra as atividades de lançamento no CLA para este ano. Ao todo, nove operações foram realizadas em 2012, sendo 8 de lançamentos de foguetes de sondagem e treinamento. Além da Iguaiba, foram realizadas as operaçõe: Falcão I (01 Foguete de Treinamento Básico - FTB); Águia I (02 FTBs); Salina (teste com um protótipo do Veículo Lançador de Satélite - VLS); Falcão IV (01 FTB); Falcão V (01 FTB); e Falcão VI (01 FTB). Durante a Operação Iguaiba, foi lançado também um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI).

VEÍCULO DE SONDAGEM VS-30/ ORION V10
Comprimento total: 8.870 mm
Apogeu alcançado: 428 km
Tempo do apogeu: 342,27 seg
Tempo total de voo: 651,72 seg
Distância percorrida relativa ao local de lançamento: 382,69 k



Fonte: http://www.aeb.gov.br/2012/12/lancado-com-sucesso-o-foguete-de-sondagem-vs-30orion-v10/

sábado, 8 de dezembro de 2012

Exército Brasileiro adquire míssil de cruzeiro com 300 km de alcance

AV-TM 300


Nesta quinta-feira, dia 29 de novembro, o Presidente da Avibrás, Sami Hassuani, assina com o Exército Brasileiro contrato para a fabricação de um lote inicial do míssil de cruzeiro terra-terra designado AV-TM 300 (trezentos quilômetros de alcance). Este moderno armamento será operado pelos lançadores MK-6/2020 da linha ASTROS, fabricados pela empresa brasileira.

Segundo Hassuani “Este é um novo míssil movido por turbina inovadora, projetada no Brasil, já que existe um número muito pequeno de fabricantes de turbinas no mundo e nenhum país fornece motores a jato para outra nação que tenha planos de desenvolver seus próprios mísseis de cruzeiro”. O AV-MT 300 se encontra em desenvolvimento pela Avibras desde 1999.

A cerimônia de assinatura, a ser realizada hoje (29), terá lugar no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Estas informações foram confirmadas ontem (28) em Brasília (DF) pelo chefe do escritório de projetos do Exército Brasileiro, general de brigada Luiz Felipe Linhares Gomes, durante o Seminário “Estratégias de Defesa Nacional”, organizado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.