quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Brasil lança Foguete VS-30/ORION V10 com sucesso

VS-30

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou com sucesso no último sábado (08/12) o foguete de sondagem VS-30/ORION como etapa final da Operação Iguaiba, iniciada no último dia 19 em Alcântara, Maranhão. O lançamento, inicialmente previsto para ocorrer no dia 07 de dezembro, teve de ser adiado em função dos fortes ventos que atingiam a região. No sábado, com a melhora das condições climáticas, o lançamento do foguete, portando uma carga útil com experimentos científicos, ocorreu pontualmente às 19 horas (horário local), envolvendo uma equipe de cerca de 210 profissionais.

O veículo foi rastreado por radares de localização situados em Alcântara e no município de Raposa, vizinho a São Luís. O Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI) atuou como estação remota de rastreio.

O foguete atingiu 428 quilômetros de apogeu (altitude máxima) em pouco mais de 5 minutos de voo. O VS-30/ORION percorreu uma distância total de 382,69 quilômetros em relação ao local de lançamento até sua queda no Oceano Atlântico. Ao todo, o foguete voou por aproximadamente 11 minutos.

O Coordenador Geral da Operação Iguaiba, Coronel Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, destacou o sucesso da operação e contribuição para o país. “Todos os planejamentos foram feitos, todos os requisitos que levariam ao sucesso da operação foram seguidos. E tudo isso vai envolver um ganho de desenvolvimento tecnológico, não só para o Comando da Aeronáutica, mas também para o INPE a Agência Espacial Brasileira e as nossas universidades, no caso a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que estava participando com um experimento de um GPS espacial”, afirmou ele.

Cooperação - A operação é produto da cooperação Brasil-Alemanha na área espacial. O VS-30, chamado de primeiro estágio, foi produzido pelo IAE, organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), enquanto o segundo estágio, o propulsor Orion, foi fornecido pelo Centro Espacial Alemão (DLR) como resultado da colaboração ao Programa Espacial Brasileiro. Aos dois estágios foi acoplada uma carga útil com experimentos do INPE, do IAE e da UFRN.

Este lançamento apoia o projeto de pesquisa “Estudos da ionosfera e alta atmosfera com experimentos embarcados a bordo de foguetes e satélites” do INPE e integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB). Além disso, o veículo seguiu com um experimento embarcado visando o desenvolvimento de sistema GPS para uso espacial, realizado em cooperação entre a UFRN e o IAE, com suporte financeiro da AEB. Dois experimentos científicos acoplados à carga útil, um eletrônico e outro mecânico, desenvolvidos pelo IAE, auxiliarão no desenvolvimento de sistemas de segurança utilizados em veículos aeroespaciais.

Retrospectiva - A operação encerra as atividades de lançamento no CLA para este ano. Ao todo, nove operações foram realizadas em 2012, sendo 8 de lançamentos de foguetes de sondagem e treinamento. Além da Iguaiba, foram realizadas as operaçõe: Falcão I (01 Foguete de Treinamento Básico - FTB); Águia I (02 FTBs); Salina (teste com um protótipo do Veículo Lançador de Satélite - VLS); Falcão IV (01 FTB); Falcão V (01 FTB); e Falcão VI (01 FTB). Durante a Operação Iguaiba, foi lançado também um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI).

VEÍCULO DE SONDAGEM VS-30/ ORION V10
Comprimento total: 8.870 mm
Apogeu alcançado: 428 km
Tempo do apogeu: 342,27 seg
Tempo total de voo: 651,72 seg
Distância percorrida relativa ao local de lançamento: 382,69 k



Fonte: http://www.aeb.gov.br/2012/12/lancado-com-sucesso-o-foguete-de-sondagem-vs-30orion-v10/

2 comentários:

  1. Lamentavelmente o ex-presidente FHC, não sei com que intenções, assinou um tratado limitando a meros 300 km o alcance de nossos mísseis. Acho que ele acordou pensando que estava governando Andorra. Pensem comigo: Ir para cima, totalmente contra a força da gravidade terrestre e ainda assim percorrer mais de 400 km de altura já é bem difícil, não ? Agora, imagine que esse foguete fosse modificado e se transformasse em míssil guiado, não para lutar contra a gravidade, mas para planar na própria atmosfera com uma boa carga útil de explosivos. Pensem que, se ele foi capaz de chegar a tanto de apogeu na Estratosfera, quantos km de alcance ele não atingiria como um míssil ? eu acredito que bem mais do que 500 km, se transformando em um excelente arma dissuasora.

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    1. Concordo com você Lucio, eu não consigo imaginar o motivo do FHC ter assinado este tratado foi o pior erro do Governo FHC.

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