quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vitória o Povo venceu: Haddad e Alckmin anunciam redução no preço da passagem em São Paulo

Protesto



O Prefeito da Cidade de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram que a tarifa de ônibus, Metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltará a ser de R$ 3,00 em São Paulo. O anúncio da redução do valor, que havia sido reajustado para R$ 3,20 em 2 de junho , foi realizado nesta quarta-feira pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, no Palácio Bandeirantes. Eles atendem à reivindicação do Movimento Passe Livre, que organizou seis protestos na capital paulista pela revogação do aumento.

No anúncio, Alckmin afirmou que para poder revogar o reajuste terá que cortar outros investimentos. "As empresas não tem como arcar”, disse o governador.

Haddad afirmou que a partir de agora é preciso abrir um diálogo sobre as consequências da decisão tomada. "É um gesto de abertura e aproximação", disse o prefeito.

Apesar de a revogação já estar valendo, há a necessidade de um período de cinco dias para que os leitores de passagem sejam ajustados.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Júlio Semeghini, disse que a "prioridade" é retirar o dinheiro dos "restos a pagar" das obras do governo. O alvo são obras de infraestrutura ainda em andamento ou paralisadas, mas ainda não há uma lista de quais serão afetadas. "Uma obra que deveria começar em julho, mas que teve algum atraso e vai começar em agosto, por exemplo, é mais fácil (de tirar dinheiro) porque não atrasa os investimentos", disse. "Zero chance de mexer em Saúde e Educação."

"O governador tem alternativas e autononia de trabalhar em cima de R$ 9 bilhões de investimentos, então ele está tomando a decisão de onde ele tira sem impactar os exercícios (orçamentários)", disse Semeghini. Ele garantiu que todo o dinheiro que será usado no subsídio sairá de fluxo de caixa e não interferirão no endividamento do Estado.

Comemoração 


Os membros do MPL comemoram a revogação da passagem em uma lanchonete simples, na rua da abolição, no centro da capital. Ainda hoje, os integrantes do grupo devem se reunir com outros coletivos que participaram das manifestações para fazer um balanço e discutir os próximos passos do movimento. A manifestação que já estava marcada para esta quinta-feira, dia 20, será mantida, para comemorar a decisão.

Seis manifestações


A primeira manifestação pela redução da tarifa aconteceu no dia 6 de junho e reuniu 2 mil estudantes, do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, até a avenida Paulista. Na segunda manifestação, no dia 7, o grupo caminhou do Largo da Batata até a avenida Faria Lima , passou pela Eusébio Matoso, em frente ao shopping Eldorado, e entrou na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária. Em ambos, a Tropa de Choque atuou para dispersar manifestantes.

O terceiro protesto, no dia 11, na região central e avenida Paulista , foi o primeiro que terminou com detenções e feridos, e o quarto ato foi marcado pela maior tensão entre manifestantes e policiais militares, que reeprenderam a manifestação na mesma região com bombas e balas de borracha , deixando feridos e um saldo de mais de 230 detidos.

Nesta semana, segunda-feira (3), mais de 65 mil pessoas tomaram as ruas da cidade em um protesto pacífico sem repressão policial e atos reuniram mais de 200 mil pessoas em várias capitais do País . Ontem, no sexto protesto, 50 mil pessoas participaram , mas o clima de paz não se repetiu e um grupo pequeno cometeu atos de vandalismo.

Mudança de postura 


Após as primeiras manifestações, o prefeito e o governador negaram a possibilidade de reduzir o aumento na passagem. Em Paris, o governador afirmou que as depredações foram realizadas por "vândalos e baderneiros" , enquanto o prefeito criticou "aqueles que perderam" as eleições municipais, sem no entanto especificar a quem se referia.

Após o 5º protesto o Tom amistoso de Haddad surpreende Movimento Passe Livre


Com o aumento da mobilização, a postura começou a mudar após o quarto protesto, quando Haddad criticou a ação da polícia, mas ainda negou que o valor da passagem pudesse ser reduzido. Oprefeito só admitiu essa possibilidade nesta segunda-feira , ainda chamando a atenção para o impacto dessa medida, que impõe diminuição de recursos em outras áreas.

Rio de Janeiro 


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também anunciou em coletiva na tarde desta quarta-feira que reduzirá o preço das passagens de ônibus no Rio de R$ 2,95 para R$ 2,75. Na última segunda-feira, uma manifestação contra o aumento da tarifa reuniu mais de 100 mil pessoas no Centro do Rio.

Região Oeste da Grande São Paulo.


Esta agendado para a data de amanhã uma grande manifestação na Cidade de Carapicuíba as 17:30hr na Entrada do Parque da Lagoa (Gabriel Chucre)


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