sábado, 31 de agosto de 2013

CTEX conclui o desenvolvimento do protótipo do novo Morteiro leve Antecarga 60 MM do Exército Brasileiro

Morteiro Leve Antecarga 60 mm


O Departamento de Ciência e Tecnologia homologou o Relatório de Avaliação do Morteiro Leve Antecarga 60 mm elaborado pelo Centro de Avaliações do Exército, em 12 de Julho, considerando o Protótipo do Morteiro como de acordo com os Requisitos Operacionais e Técnicos estabelecidos pelo Exército Brasileiro para esse material.

O novo Morteiro é todo desenvolvido com tecnologia nacional e deverá substituir gradativamente os morteiros produzidos ainda nos anos 50. A arma tem como principais características: a rusticidade, o baixo peso, o grande alcance, a alta precisão e a facilidade de manejo. É um equipamento adequado para proporcionar efetivo apoio de fogo aproximado aos pelotões de combate.

O projeto, desenvolvido integralmente pelo CTEx, contou com a participação do Arsenal de Guerra do Rio e das empresas SPEEDFORM e TORNOTEC, sediadas no Rio de Janeiro. A munição convencional alto-explosiva, desenvolvida em parceria com a Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), também teve seu projeto recentemente concluído, eliminando com isso a necessidade de importações para o pleno funcionamento do Sistema de Armas Morteiro Leve.

O resultado do projeto, com a conclusão desta importante etapa da P&D, é a materialização de um produto que poderá equipar as unidades operacionais das Forças Armadas e se constitui em êxito do Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, da Indústria de Defesa e, particularmente, do Centro Tecnológico do Exército.

Reserva de minério de Carajás esta prestes a acabar

Carajás


A Vale anuncia que a principal jazida do melhor minério de ferro do mundo será exaurida ao longo de 40 anos. Trinta anos antes, quando deu início à sua atividade em Carajás, no Pará, a previsão era de que a mineração se prolongaria por 400 anos, mas só considerando o volume de minério que podia ser lavrado a céu aberto e com volume ainda não completamente avaliado. Se as frentes de extração em Carajás seguirem o planejamento da empresa, essa história não irá além de um século.

Trinta anos antes a Vale não teria a tranquilidade que ostenta ao anunciar que o maior investimento da sua história e o maior que está sendo realizado no momento em todo mundo, no valor de quase 20 bilhões de dólares, terá duração de 40 anos.

Haveria reação, mesmo ainda sob um governo militar, o último, em seus estertores, do ciclo da ditadura. Sem dúvida, reação do pessoal técnico. Provavelmente, da opinião pública também. Jamais um vaticínio dessa gravidade seria recebido sob o silêncio sepulcral de hoje, o que explica a tranquilidade da Vale.

O açodamento da mineradora na consumação do destino de Serra Sul tem sua razão no receio de que haja reflexão um pouco mais atenta por parte da sociedade sobre o que significa submeter um patrimônio tão valioso a um processo de exploração tão intenso, visando exportar maciçamente um bem praticamente in natura.

Aos preços de hoje, apenas Serra Sul proporcionará uma receita média anual de quase 10 bilhões de dólares. No período de quatro décadas, o faturamento atingirá US$ 400 bilhões, 20 vezes o valor do investimento.

Parece muito, mas não é. Cálculos feitos a partir do beneficiamento do minério bruto chegarão a valores incomparavelmente superiores. A Vale não está se importando com o que pode ocorrer na escala de transformação do seu produto. Ela é apenas mineradora (ou, cada vez mais, uma empresa de logística que faz circular minério por seus trens, portos e navios) e ponto final. Para a nação, isso é um crime.

A Vale infelizmente foi Privatizada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e como empresa privada (que, efetivamente, não é: continua a ser, de direito, mesmo que não de fato, empresa privada, por mero oportunismo e má fé do governo federal), ela pode até justificar a estratégia de passar a tirar 250 milhões de toneladas anuais de Carajás, a partir de 2017 (10 vezes mais do que o máximo de produção previsto no projeto original), e remeter essa riqueza além-oceanos.

Tal volume de minério singrando entre os oceanos já reforçaria o peso mundial da mineradora. Mas trata-se do minério que mais contém hematita de toda a crosta terrestre. Não há nenhum outro semelhante ao de Carajás. Assim, se o preço do minério no mercado internacional cair até pela metade (de 100 para 50 dólares a tonelada, por exemplo), a Vale será das poucas que ainda terá margem de lucro para sobreviver. Graças à excepcional qualidade do produto que comercializa e à facilidade em extraí-lo do sobsolo, através de lavra a céu aberto.

Esse seguro contra qualquer crise de mercado e em favor da hegemonia da companhia é estabelecido à revelia do interesse nacional. Se o Brasil ainda tivesse uma política mineral, não permitiria o saque alucinado sobre Serra Sul.

Guardaria essa reserva para o futuro, desenvolvendo pesquisas e realizando experimentos com minérios menos nobres. Ao mesmo tempo, fomentaria a atividade industrial, para impedir essa prática colonial de exportar matéria prima.

Há no momento um caso exemplar a servir de patética advertência contra a atitude assumida pela Vale. As obras da ferrovia Norte-Sul, que foram retomadas na tentativa de concluir um trecho empacado há vários anos (entre Palmas, a capital do Tocantins e Anápolis, em Goiás), pode parar de novo. É que faltam trilhos.

Dois anos atrás, a Valec, responsável pela obra, teve que cancelar um contrato com a firma chinesa Dismaff, por causa da má qualidade do material (além de irregularidades administrativas). Uma nova licitação foi realizada. Quem a venceu foi outra empresa do dono da Dismaff.

O contrato foi novamente questionado pelo Tribunal de Contas da União. Para tentar encontrar outro interessado, a Valec fracionou a compra em lotes de 30 mil toneladas cada. Se, diretamente ou por via oblíqua, a Dismaff for de novo a vencedora, a construção da ferrovia terá que parar.

A pergunta óbvia que se faz é: por que o Brasil, tão rico em minério de ferro, não fabrica trilhos, estando em andamento um plano nacional de novas ferrovias? Nem sequer trilhos o Brasil pode fabricar. Recorre a produtos chineses, que, nesse caso, não parecem estar sendo fabricados com o minério de Carajás, do qual a China é a maior compradora.

Certamente a penetração chinesa nesse mercado deve-se ao baixo preço da mercadoria que oferece. Mas já não há dúvida de que ela não tem a qualidade exigida, como não tem o cimento que em escala crescente é importado de lá. O motivo dessa preferência é o preço: o cimento chinês atravessa os mares e chega a Belém do Pará, a terra do minério, por um preço que é praticamente a metade daquele praticado pela Cibrasa nas suas duas fábricas paraenses – aliás, implantadas com a colaboração do governo federal, através de renúncia fiscal.

Os brasileiros continuarão a assistir, desinteressados, a esses absurdos, que resultam de uma prática ofensiva aos interesses estaduais, regionais e nacionais? O silêncio em relação a essa situação não é daqueles que o filósofo considera de ouro, em comparação com a palavra, apenas prateada. É um silêncio de quem, considerando inevitável o estupro, relaca e aproveita.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cadetes do Exército Brasileiro participaram de treinamento em Terreno Nevado



De 3 a 15 de agosto, dois cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras participaram, pela primeira vez, de treinamento em terreno nevado, realizado para cadetes do 3º e do 4º anos da "Escuela Militar del Libertado Bernardo O'Higgins", do Exército do Chile. As atividades ocorreram na cidade de Lonquimay, na Região da Araucanía, distante cerca de 750 quilômetros ao sul da capital chilena. Dentre as atividades realizadas, destacam-se construção de abrigos, preparação de alimentos, marcha em terreno nevado e prática de esqui.

Sem novo avião, FAB 'canibaliza' 6 caças para manter voos em 2013

Mirage 2000-C


A falta de recursos e a indefinição do governo federal sobre o novo caça brasileiro obrigaram a Aeronáutica a parar de operar e a “canibalizar” (termo que os militares usam para a retirada de partes de uma aeronave) seis dos 12 Mirage 2000-C que possui, os mais potentes e velozes do Brasil, para manter em operação em 2013 a outra metade da frota.

Os Mirage, comprados em uma estratégia “tampão” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva já usados da França, em 2005, serão aposentados oficialmente em 31 de dezembro, dois anos após o previsto, anunciou o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, em audiência no Senado nesta terça-feira (13).

Os aviões estão sucateados e sem armamento, pois os mísseis "já estão vencidos ou vencerão até o fim do ano", disse Saito.

A decisão preliminar da FAB é de substituir provisoriamente os Mirage, que ficam na base aérea de Anápolis (GO), por outras 6 unidades F-5, que possuem velocidade e alcance inferior e menor potencial de reação em caso de interceptação de invasores.

"Os Mirage foram comprados em 2005 para voar, cada aeronave, mil horas de voo. Esta meta foi atingida em 2011 e fizemos um esforço muito grande para mantê-los voando até 2013. É uma plataforma até que não temos mais armas. Elas estão vencidas ou vão vencer agora no fim do ano", disse o brigadeiro Saito no Senado.

"Não precisamos de um avião para fazer sobrevoo em desfile. Precisamos de avião para defesa", acrescentou o oficial. Foi um Mirage que, em um rasante, destruiu os vidros da fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) em julho.

Especialistas ouvidos pelo G1 apontam que ao menos quatro fatores que ficam prejudicados pela indefinição: 1) a proteção dos recursos naturais, principalmente da Amazônia e do pré-sal; 2) a busca por projeção internacional e por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; 3) dissuasão de tentativas de invasão ao território brasileiro e de contrabando e tráfico e armas com aeronaves; e 4) desprestígio internacional e fragilidade de defesa para a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, de 2016.

“Com o término de operações do Mirage, haverá uma redução na capacidade de proteção do país. O Mirage é bissônico (voa duas vezes a velocidade do som, que é de 1.200 km/h), enxerga e intercepta um alvo a uma distância muito maior que os F-5”, afirma o brigadeiro da reserva Teomar Quírico, que tem mais de 2 mil horas de voo e comandou esquadrões de caça da FAB.

A estratégia de deslocamento dos F-5, considerada como um novo “tapa buraco”, preocupa os pilotos do 1º Grupo de Defesa Aérea, que pilotam os Mirage em Anápolis e que são responsáveis por proteger o Planalto. Eles temem até o fechando da unidade, colocando em risco o espaço aéreo brasileiro - a FAB tem a missão de defender 22 milhões de km² – área superior à da América Latina.


Oficiais afirmam ainda que os Mirage não poderão nem ser revendidos ou aproveitados. “Devem virar peça de museu ou serem expostos em uma praça”, brinca um piloto. Além disso, os próprios F-5 já passaram por um processo de modernização e deverão começar a deixar de operar a partir de 2017.

“Infelizmente, esta é mais decisão tampão e lenga lenga continua”, acrescenta o brigadeiro Quírico, que é instrutor de combate aéreo e participou da criação do primeiro projeto para substituir o caça brasileiro, em 1998, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso. “Estava tudo pronto para o FHC assinar o projeto FX em 2001, quando foi adiado, passado para o Lula, e a história se prolonga até hoje”, explica.

Projeto FX-2 está em R$ 11,3 bilhões


Apesar do ministro da Defesa, Celso Amorim, ter dito em várias ocasiões que seria divulgado ainda em 2013 o substituto do Mirage no projeto FX-2, um corte de R$ 4 bilhões em investimentos na área, anunciado pelo governo em julho, deve adiar novamente uma definição.

O polêmico projeto para aquisição de um caça supersônico para defender as fronteiras está estimado em mais US$ 5 bilhões (R$ 11,3 bilhões) e teve como finalistas os modelos Rafale, da francesa Dessault, o F-18, da norte-americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab.

Em épocas diferentes, as três concorrentes foram as preferidas Especialistas acreditam até que, até o final de 2014, possa ser feito um novo projeto: “o F-X3 da Dilma”.

“O que nos preocupa não é só a falta de um novo modelo, pois no cenário externo, nossos vizinhos, como Colômbia, Chile e Venezuela, estão muito melhor equipados. Mas principalmente porque são 12 caças a medos. Nossa supremacia aérea, que impede que ninguém queira invadir o país, fica questionável”, afirma um oficial da FAB.

Os F-5 foram comprados pelo Brasil em sucessivos lotes desde 1974. 46 deles já passaram por um processo de modernização na Embraer desde 2000, ao custo de R$ 650 milhões. Contudo, casos dda queda canopy (peça que cobre a cabine) em pleno ar, após decolagens realizadas na base aérea de Canoas deixaram os pilotos preocupados e expuseram a fragilidade das infraestruturas do modelo. Oficiais ouvidos pelo G1afirmaram, contudo, que se tratou de um caso pontual de erro na fixação, que já foi solucionado. Oficialmente, a FAB não se pronunciou.

Desde 2011, outros 11 F-5, comprados usados da Jordânia, passam por um processo de modernização, que os garantirá em funcionamento por mais 15 anos. Os modelos que serão levados para Anápolis serão retirados de Canoas (RS), Rio de Janeiro e Manaus (AM).

“Os caças Mirage, apesar de serem de alta tecnologia e terem sido usados nas guerras do Golfo e Afeganistão, já estão defasados e os modelos brasileiros são de projetos antigos. Isso demonstra a situação de obsolescência do Brasil em relação aos parceiros regionais, como a Venezuela, que comprou recentemente caças russos”, afirma Manuel Nabais da Furriela, mestre em direito internacional e coordenador do curso de relações internacionais das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Caças, pra que?


F-5
“A indefinição de um novo caça coloca o Brasil em desprestígio no cenário internacional. Ainda bem que não temos inimigos, somos uma potência ‘soft’. Mas o que preocupa é a possibilidade de, no futuro, outros países questionarem nossa soberania sobre o pré-sal ou a biodiversidade amazônica. Se não tivermos condições de proteger estes recursos, pode haver debate sobre o direito jurídico de exploração”, diz o professor Furriela.

“O Brasil não está preparado para se defender. Os F-5 não são operativos em termos de combate aéreo para fazer frente a países como Chile, Peru e Venezuela. Internacionalmente, estamos mostrando fracasso. "Quem não tem capacidade de defender a si próprio não pode participar do Conselho de Segurança da ONU”, acredita diretor do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, Marcelo Suano.

“A FAB faz interceptações diárias de socorro de aviões com suspeita de pane e também de aviões que podem estar trazendo drogas e armas. Um caça é o diferencial nestas situações”, afirma o brigadeiro Quírico.

Na década de 80, durante a Guerra das Malvinas e ainda no regime militar, aviões ingleses e cubanos foram interceptados por caças brasileiros e obrigados a pousar, por estarem circulando sobre os céus do país sem autorização.

Concorrentes mantêm esperança


As empresas concorrentes ainda acreditam, porém, em uma definição do FX-2. Havia especulações de que, durante a visita que fará aos EUA em outubro, a presidente Dilma anunciasse a Boeing como a vencedora. Donna Hrinak, presidente da companhia no Brasil negou. “Você já viu algum presidente fazer um anúncio importante para a defesa do seu próprio país no exterior? Não fomos informados de nada oficialmente. Mas temos certeza que a nossa proposta será a vencedora”, afirma ela.

Já a Saab acha que tem mais chances de levar a concorrência por oferecer o diferencial do Gripen ser produzido em parceria com técnicos brasileiros. “Propusemos o financiamento de 100% do valor do contrato. O primeiro pagamento do Brasil só seria 6 meses após a entrega do último avião. O F-18 tem que ser pago à vista”, afirma Bengt Janer, diretor da companhia sueca.

Em 2009, o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, em visita ao Brasil, disse que o modelo da Dassault seria adquirido após Lula demonstrar preferência pelo caça francês. Jean-Marc Merialdo, diretor do consórcio Rafale no Brasil, ainda aguarda a decisão. “Infelizmente para nossos concorrentes, o Rafale se mostrou um excelente caça múltiplo, de ataque e defesa e mudando de missão ainda durante o voo comprovando sua eficácia nos conflitos no Mali e na Líbia”, afirma ele.

Correndo por fora da licitação oficial, a Rússia ofereceu ao Ministério da Defesa 24 caças Su-35, com transferência de tecnologia. O governo brasileiro tem estreitado laços com o russo no setor: em fevereiro, foi assinado uma intenção de compra de uma bateria antiaérea de médio alcance, necessária para a Copa do Mundo. Já a FAB recebeu em maio o penúltimo lote de 12 helicópteros russos de ataque AH-2 Sabre, que serão usados para interceptação de aeronaves a baixa altura sobre a Amazônia.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

P-3AM realiza vigilância noturna no oceano Atlântico

P-3AM


Uma aeronave P-3AM do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV) realizou na última semana uma missão no arquipélago brasileiro de Trindade e Martim Vaz, localizado no oceano Atlântico, a cerca de 1.200 km a leste de Vitória (ES). A aeronave decolou de Salvador (BA), sede do esquadrão, e efetuou uma missão de vigilância noturna das águas brasileiras mais afastadas da nossa Zona Econômica Exclusiva (ZEE).

Esse tipo de missão só é possível porque o P-3AM tem um impressionante raio de ação de patrulhamento marítimo, sendo capaz de realizar voos com até 16 horas de duração. Os sensores embarcados possibilitam a investigação de embarcações também no período noturno, condição mais vulnerável para a vigilância dessas áreas, constantemente explorada por contraventores.
FLIR

“Além de possuir um dos mais modernos sistemas para identificação por radar do cenário mundial, a nossa aeronave dispõe do Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno”, explica o Tenente-Coronel Aviador Fábio Morau, comandante do esquadrão.

Com esses equipamentos, o P-3AM consegue identificar uma embarcação por meio de suas principais características e classificá-las de acordo com o interesse da tripulação, tais como pesqueiros, navios de pesquisa ou navios mercantes.

Missões como a do arquipélago permitem localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas. “Com a atuação conjunta e coordenada das duas Forças, mantemos atualizada a consciência situacional das áreas de interesse. Assim, sedimentamos cada vez mais a presença brasileira nas zonas oceânicas, mostrando a FAB presente nos 22 milhões de km2”, completou o comandante.

Trindade e Martim Vaz

Rota aérea de patrulha Trindade e Martim Vaz
Rota aérea de patrulha Trindade e Martim Vaz
O arquipélago é constituído por duas ilhas principais (Trindade e Martim Vaz), separadas por 48 quilômetros. A área de 10 km² forma um imenso paredão no meio do oceano. Apenas a Ilha da Trindade é habitada e no local há uma guarnição mantida pela Marinha do Brasil. Por isso, é considerado o local habitado mais remoto do Brasil e o ponto mais a leste de todo o território brasileiro.

“Estas regiões, ameaçadas pelos interesses internacionais e pela biopirataria, têm sido inseridas cada vez mais na rotina das ações da Aviação de Patrulha graças às novas capacidades operacionais trazidas pelo P-3AM da FAB”, finaliza o Tenente-Coronel Morau.

INPE firma parceria com Instituto Mauá de Tecnologia


Um equipamento para sistemas de controle de atitude e órbita de satélites será o primeiro projeto desenvolvido em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que celebraram um protocolo de intenções nesta quarta-feira (14/8).

"Pretendemos ter em dois anos um modelo de engenharia desse atuador", informou José Carlos de Souza Junior, reitor do Centro Universitário do IMT, sobre o desenvolvimento da tecnologia usada em sistemas que determinam a trajetória e direção em que o satélite deve permanecer apontado no espaço. "Nossa especialidade é a engenharia aplicada e estamos satisfeitos em contar com a experiência do INPE", completou o reitor.

Para Leonel Perondi, diretor do INPE, a parceria com o IMT pode se estender a outras áreas, como sensoriamento remoto, por meio de produtos baseados em imagens de satélites e monitoramento ambiental.

Outra possibilidade é o uso da infraestrutura de testes de alta confiabilidade disponível no INPE, especialmente em projetos conduzidos pelo IMT para a indústria automobilística.

"Esta parceria tem caráter de desenvolvimento de produtos", declarou o diretor do INPE.

Cooperação


O IMT presta serviços tecnológicos e realiza pesquisas em sistemas eletrônicos embarcados, entre outras áreas, além de oferecer cursos de graduação e pós-graduação.

A parceria entre INPE e IMT pretende ainda facilitar o desenvolvimento de atividades acadêmicas, científicas e técnicas, com ações de intercâmbio de docentes, técnicos e estudantes que contribuam para o avanço científico e para o fortalecimento de seus recursos humanos especializados.

Informações sobre o Instituto Mauá de Tecnologia no site www.maua.br

Brasil não apoia ação militar na Síria sem aval da ONU



O Brasil não apoiará uma intervenção militar na Síria sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmou nesta quarta-feira o chanceler Luiz Alberto Figueiredo.

"A posição do governo brasileiro é, e sempre foi, a de considerar uma intervenção armada que não seja feita ao abrigo de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU como uma violação ao direito internacional e à Carta da ONU", declarou o ministro, citado pela imprensa brasileira.

Figueiredo destacou que o uso de armas químicas na Síria é "intolerável", mas pediu que se espere os resultados de uma investigação da ONU sobre o caso.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança não chegaram a um acordo nesta quarta-feira sobre a proposta de resolução britânica que justificava uma intervenção militar na Síria.

A divisão entre Rússia e China, por um lado, e Estados Unidos, Reino Unido e França, por outro, reflete fielmente as posições de cada um no Conselho sobre o conflito entre o Regime sírio e os Terroristas apoiados pelos EUA que já deixou mais de 100.000 mortos e obrigou milhões de sírios a deixar o país desde março de 2011.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que ainda não tomou uma decisão sobre como responder ao uso de armas químicas na Síria, destacando que qualquer ação será um alerta para o regime em Damasco.

Obama acrescentou que sua equipe está convencida de que um "compromisso militar direto" dos Estados Unidos na Síria "não ajudaria" a atual situação no terreno.

Londres afirmou que não vai lançar uma ação militar na Síria até que tenha conhecimento dos resultados apresentados pelos especialistas da ONU que investigam no local o suposto ataque com armas químicas.

"O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve ter a oportunidade de receber esse esclarecimento e todos os esforços devem ser feitos para se obter uma resolução do Conselho apoiando uma ação militar antes que uma ação como essa seja lançada".

"Antes de qualquer envolvimento britânico direto em uma ação como esta, uma outra votação será realizada na Câmara dos Comuns", destaca uma moção do governo que será apresentada nesta quinta ao Parlamento.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta quarta que os especialistas precisam de quatro dias para concluir seu trabalho no local. "Em seguida, os especialistas deverão fazer análises científicas. Depois, deveremos fazer um relatório ao Conselho de Segurança para que atue da forma que julgar necessário".

O regime sírio, com uma atitude desafiadora, previu nesta quarta-feira por meio de seu premier, Wael al Halqi, que a Síria será "o cemitério dos invasores".

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Navio-Varredor Albardão corre a Raia Magnética

Navio-Varredor Albardão


O Navio-Varredor "Albardão" realizou a corrida da Raia Magnética, no dia 16 de julho, na Estação de Medidas Magnéticas de Navios (EMMN), localizada na ponta norte da Ilha de Itaparica (BA).

A rotina é extremamente importante para o trabalho desenvolvido pela Força de Minagem e Varredura, uma vez que é medida a magnetização do Navio e verificada a necessidade de ajuste do Sistema de Proteção Magnética, preservando a embarcação contra o acionamento de minas de influência magnética.

Existem quatro raias na EMMN, sendo duas para os rumos Norte e Sul e duas para os rumos Leste e Oeste magnéticos. As mais próximas de terra são destinadas aos navios-varredores e, as mais afastadas, para as Fragatas, Corvetas e para os Submarinos.

Embraer mostra novo avião Legacy 500 e jato Lineage 1000 de US$ 55 milhões em SP

Legacy 500


A Embraer mostra pela primeira vez no Brasil o novo Legacy 500 durante a Labace, principal feira de aviação executiva da América Latina. O jato apareceu pela primeira vez em maio deste ano na Suíça e agora está exposto em São Paulo, até a próxima sexta-feira. Além da novidade, a fabricante brasileira expõe outros modelos da sua frota, como o Lineage 1000, um dos mais caros do mercado, que custa cerca de US$ 55 milhões.

De acordo com a empresa, o Brasil é atualmente o segundo país que mais compra jatos executivos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com dados dos últimos três anos. É neste mercado crescente que vai se inserir o Legacy 500, que será a primeira aeronave da marca a contar com sistema de comando de voo totalmente eletrônico, chamado de fly-by-wire. O novo jato tem previsão para operar no primeiro semestre de 2014 e custa cerca de US$ 20 milhões. Algumas unidades já estão encomendadas inclusive no Brasil.

Outro destaque da Embraer na feira é o Lineage 1000, com um novo interior, ainda mais luxuoso. O modelo é basicamente um avião comercial (E-190) transformado para uso particular. São 70 metros quadrados de área e cinco ambientes. “A entrada é na cozinha e sala de jantar, como se fosse a sua casa”, explica Ricardo Carvalhal, executivo de estratégia de produtos. As portas eletrônicas que isolam os ambientes são acionadas com um simples toque.
Lineage 1000

De acordo com Carvalhal, atualmente 14 aeronaves deste tipo voam no mundo – nenhuma no Brasil. “Nossos principais mercados são o Oriente Médio e a China”, afirma. O Lineage 1000 custa a partir de US$ 53 milhões e pode chegar a U$ 55 milhões, se o cliente quiser alguns opcionais, como internet, chuveiro e mais equipamentos na cabine de comando.

A Embraer também mostra na Labace seu avião mais “popular” no Brasil, o Phenom 100, que responde por cerca de 10% dos 770 jatos executivos em operação localmente. O modelo, que custa US$ 4,1 milhões, ganhou novos opcionais e 11 configurações de interior diferentes. Além dele, estão expostos o seu irmão maior Phenom 300 (US$ 9 milhões) e o Legacy 650 (US$ 30 milhões).

terça-feira, 27 de agosto de 2013

1º Esquadrão de Cavalaria Paraquedista realizou tiro de adestramento com o novo morteiro 81 mm

Morteiro 81 mm


No dia 15 de agosto, o 1º Esquadrão de Cavalaria Paraquedista realizou, no Campo de Provas da Marambaia, o tiro de adestramento com o novo morteiro 81 mm desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército. Durante a atividade, as guarnições de morteiro dos três pelotões, os alunos do Curso de Formação de Cabos e os instruendos do Curso de Formação de Soldados de Peça de Apoio realizaram tiros com o novo armamento, revezando-se nas diversas funções da guarnição, efetuando correções de tiro e realizando concentração de fogos em uma posição.

Prosseguem os ensaios do Projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica)

Projeto SARA


Foi realizado com sucesso nos dias 29 e 30 de julho, o Ensaio de Flutuabilidade do Modelo Mecânico de Qualificação do SARA Suborbital. O ensaio foi realizado nas instalações do Instituto Oceanográfico da USP (Ubatuba-SP), onde as equipes da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE e do Grupo de Salvamento e Resgate -SAR/IAE lançaram ao mar o modelo de qualificação e observaram as características de estanqueidade por vinte horas.

Após este período o modelo foi içado, verificado preliminarmente e preparado para o transporte de regresso à São José dos Campos.

Neste ensaio foram verificadas as características de estabilidade e estanqueidade, bem como os procedimentos logísticos e operacionais para a recuperação do sistema na futura operação de lançamento.

Oque é o Projeto SARA


O projeto compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade, denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), destinada a operar em órbita baixa, circular, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Marinha do Brasil e Armada do Uruguai dão início a Operação Atlantis-II

Navio-Tanque Marajó
Navio-Tanque “Marajó” realizando transferência de óleo no mar para a Fragata “Niterói”


Após o encerramento da Operação “FRATERNO-XXXI”, a Fragata “Niterói” e o Navio-Tanque “Marajó” partiram da Base Naval de Puerto Belgrano, na Argentina, no dia 18 de agosto, em direção a Montevidéu, no Uruguai, onde iniciarão a Operação “Atlantis-II”, em conjunto com a Armada da República Oriental do Uruguai (AROU).

A operação bilateral acontecerá, do dia 21 de agosto ao dia 11 de setembro, na área marítima compreendida entre Montevidéu e Rio de Janeiro. A “Atlantis-II”, que acontece de dois em dois anos, tem o propósito de buscar um melhor relacionamento e conhecimento profissional entre a Marinha do Brasil e a AROU. Visa também a aprimorar o nível de adestramento das unidades envolvidas e estreitar os laços de amizade entre as Marinhas.

Além dos meios navais brasileiros, os seguintes navios compõem o Grupo-Tarefa uruguaio: ROU “General Artigas”, ROU “Uruguay”, ROU “Temerário”, ROU “Audaz”, ROU “Rio Negro”, ROU “Paysandu” e ROU “Vanguardia”.

Senador Boliviano que acusou funcionários do Governo Boliviano de envolvimento com Tráfico de Drogas já esta no Brasil

Roger Pinto Molina


Em uma entrevista exclusiva, o repórter João Borges conversou com o senador boliviano, Roger Pinto Molina. O senador viajou de carro por cerca de 1,6 mil quilômetros de carro até a cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul. O senador acusou funcionários do Governo Boliviano de envolvimento com Tráfico de Drogas e corrupção e foi ameaçado e perseguido pelo Governo pela denuncia que fez.

O senador Roger Pinto Molina entrou na embaixada do Brasil em La Paz em maio de 2012. Onze dias depois, conseguiu asilo político do governo brasileiro. Mas como o governo boliviano não concedeu salvo-conduto, ele permaneceu na embaixada do Brasil por 455 dias. Só no sábado (25), com ajuda de um diplomata brasileiro, conseguiu deixar a embaixada, cruzou a fronteira do Brasil e está em Brasília.

Repórter: Como foi a decisão de ir para a embaixada do Brasil?


Senador: Eu era chefe da oposição e fiz uma série de denúncias contra o governo de Evo Morales por relações perigosas de funcionários dele com temas de narcotráfico e corrupção. Como chefe da oposição, fui perseguido, ameaçado de morte e chegou em um estágio onde a gente precisava tomar uma decisão pela segurança da minha vida e da minha família.

Repórter: Que tipo de denúncias o senhor fez a Evo Morales?

Senador: Superado esses 455 dias de lamento, sofrimento, eu vou me colocar à disposição das autoridades brasileiras para ratificar aquelas denúncias. Pedi para o presidente Evo Morales para investigar e ele optou, como faz sempre, pelo insulto, pela calúnia, pela desqualificação da oposição.

Repórter: A justiça boliviana acusa o senhor de ter desviado recursos e também de ter tomado decisões que contrariam a constituição boliviana.

Senador: O governo do Evo Morales, ante falta de respostas, ele insulta a oposição. Não vou cair na facilidade de contestar o presidente da mesma forma, com insultos. O que está faltando aqui é resposta.

domingo, 25 de agosto de 2013

Brasil e Turquia criam grupos para estudar desenvolvimento de projetos conjuntos em defesa

TFX
caça de 5 geração em desenvolvimento pela Turquia


Brasil e Turquia vão fortalecer a cooperação bilateral em defesa por meio da criação de cinco grupos de trabalho para estudo de parcerias nas áreas naval, aeronáutica, espacial, comando e controle e defesa cibernética. A decisão é resultado da viagem oficial realizada esta semana pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao país euroasiático.

Ao longo de três dias, Amorim e comitiva mantiveram contatos com lideranças políticas, militares e com executivos de empresas turcas em Ancara, capital do país. A decisão de criar os grupos de trabalho ocorreu após tratativas entre Amorim e o ministro da Defesa Nacional da Turquia, Ismet Yilmaz.

Os grupos serão constituídos por representantes estatais, civis e militares, e deverão contar também com a participação de integrantes de empresas da área de defesa dos dois países. Nas próximas semanas, deverão ser definidas as datas de reuniões técnicas setoriais, que ocorrerão no Brasil e na Turquia até o final deste ano.

A cooperação na área de defesa com os turcos parte da ideia central de que os dois países - nações com nível de desenvolvimento semelhante, sem conflitos de interesse e com participação crescente no cenário internacional - têm muito a ganhar com o desenvolvimento de projetos comuns, tanto no campo econômico como no campo estratégico. “Nossa relação já alcançou o status de parceria estratégica. A indústria de defesa do meu país tem realizado grandes projetos e estamos prontos a cooperar”, disse Ismet Yilmaz a Amorim em encontro da sede do Ministério da Defesa, em Ancara.

Projetos conjuntos


Na área naval será estudada a possibilidade de troca de informações e eventual desenvolvimento conjunto de projetos de construção de navios escolta: corvetas e fragatas. A Turquia construiu, a partir de projeto próprio, uma corveta com requisitos e características que podem interessar ao Brasil. O Brasil também possui um projeto nativo de corveta, que serviu de base para a construção de um navio da nova classe de corvetas da Marinha, a Barroso. Nesse grupo também deverá haver tratativas sobre projetos e sistemas de detecção e guerra eletrônica.

No grupo aeronáutico, o foco recairá em projetos de aviões, helicópteros e veículos aéreos não-tripulados (vants). A Turquia desenvolveu projetos de helicópteros militares de ataque e de vants que utilizam aviônica nacional. Também possuem experiência na integração e fabricação de peças e seções de aviões civis e militares. O Brasil, por seu turno, também está desenvolvendo vants e possui uma ampla experiência na fabricação de aviões civis e militares, por meio da Embraer.

A ideia é discutir as possibilidades de parceria no segmento, a partir do conceito de emprego dual (civil-militar) das aeronaves, incluindo tratativas sobre o projeto turco, em fase inicial de desenvolvimento, de um caça de 5ª geração. Nesse campo, uma das possibilidades a serem estudadas é a montagem de helicópteros turcos no Brasil e de aviões brasileiros na Turquia.

O grupo espacial vai tratar das possibilidades de cooperação em sistemas de lançamento e de satélite (de sensoriamento e comunicações). O de comando e controle terá como objetivo central a área de comunicações militares (com possibilidade de aplicação civil) por meio da tecnologia denominada Rádio Definido por Software (RDS). O Brasil tem interesse no desenvolvimento dessa tecnologia, que trará, entre outros aspectos, ganhos significativos para as comunicações diretas entre as Forças Armadas brasileiras, melhorando seu desempenho, por exemplo, nas operações militares.

O quinto grupo tratará da área de defesa cibernética, com base na experiência acumulada até o momento pelas forças militares das duas nações. O Brasil enviará representante à feira que a Turquia organizará sobre o tema (International Cyber Warfare and Security) no próximo mês de novembro, em Ancara.

Outras parcerias


Além da criação dos grupos de trabalho, os dois ministros da Defesa também concordaram em estreitar as parcerias em outras áreas da defesa. Amorim e Yilmaz, que esteve no Brasil em visita oficial no ano passado, acertaram a ampliação de vagas em escolas de formação militar para fomentar o intercâmbio entre oficiais e praças das duas nações. “Considero isso muito importante para o fortalecimento da cooperação”, pontuou Amorim ao colega turco.

Também foi discutida a possibilidade de abertura de novas vagas em cursos de operações de paz e de combate ao terrorismo, área em que as forças turcas possuem ampla experiência.

Celso Amorim também manteve importantes encontros com algumas das principais lideranças políticas turcas. O ministro brasileiro foi recebido pelo presidente, Abdullah Gül, e pelo ministro das relações exteriores do país, Ahmet Davutoglu. Com ambos, além de obter sinalizações positivas sobre a cooperação militar, Amorim conversou sobre a conjuntura política mundial e, mais especificamente, sobre a situação do oriente médio.

O ministro brasileiro foi portador de uma carta da presidente Dilma Rousseff endereçada ao presidente turco na qual a mandatária brasileira reitera a disposição do país em incrementar a cooperação na área de defesa.

Na sede do ministério da Defesa, Amorim foi recebido com honras militares. O início da programação oficial da viagem foi marcada pela cerimônia de deposição de uma coroa de flores no mausoléu construído em homenagem a Mustafa Kemal Atatürk, fundador e primeiro presidente da República da Turquia.

Durante a viagem, Amorim também participou da inauguração da adidância de Defesa brasileira na Turquia, cujas instalações funcionarão no térreo da embaixada brasileira naquele país. A representação ficará à cargo do comandante Allan Kardec Mota, da Marinha do Brasil.

A viagem oficial contou com o apoio do embaixador brasileiro no país, Antonio Salgado, e equipe. A comitiva brasileira contou, entre outros, com oficiais generais da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e da Marinha do Brasil, general Aderico Mattioli, brigadeiro Nilson Carminati e almirante Antônio Carlos Frade Carneiro.

Exército Brasileiro transfere tecnologia do VANT VT 15 para a Flight Tecnologies

VANT VT15


Em 20 de agosto, o Centro Tecnológico do Exército recebeu o Sr Nei Brasil, Diretor-Presidente da Flight Technologies Sistemas, Serviços e Aerolevantamento, ocasião em que foi realizada a assinatura do Contrato de Licenciamento da tecnologia do Sistema de VANT VT 15 à empresa.

O Sistema de VANT VT15, projetado pelo CTEx, possui aeronaves com autonomia de voo de uma hora, alcance de 15 km, velocidade de cruzeiro de 190 km/h e teto de operação de 6.000 m. Esse VANT pode carregar até 10 kg de instrumentos dedicados ao imageamento do terreno na busca de alvos e na vigilância aérea. Com 4,18 m de envergadura, o VT 15 pesa cerca de 75 kg, mas pode ser facilmente desmontado em módulos e acondicionado em caixas, que facilitam o transporte e armazenagem.

Compõem o Sistema um veículo aéreo principal, dois veículos aéreos sobressalentes, uma estação de solo portátil e um conjunto de itens de apoio logísticos.

O projeto propiciou ao CTEx a capacitação de pessoal e o domínio das tecnologias associadas aos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT).

É a primeira vez que um contrato dessa natureza é formalizado pelo CTEx, inaugurando uma nova fase no relacionamento com as empresas da Base Industrial de Defesa (BID), ao possibilitar que as inovações geradas nas pesquisas conduzidas pelo Centro possam induzir a produção de materiais que atendam às demandas militares.

A Flight Technologies manifestou interesse em licenciar a marca "VT15", os programas computacionais e as tecnologias desenvolvidas no bojo desse projeto. Com isso, a empresa terá a oportunidade de agregar novas funcionalidades ao VANT, de modo a torná-lo um produto competitivo no mercado.

"Para nós da Flight é uma honra podermos prosseguir um projeto iniciado em 2007 com o Exército Brasileiro. É um momento histórico. Por ser o primeiro contrato desta natureza assinado pelo CTEx, demonstra a confiança depositada na Indústria de Defesa. Esperamos retribuir essa confiança com um produto à altura das expectativas do País, em especial, da Força Terrestre", explicou o Presidente da Flight Technologies, Nei Brasil.

sábado, 24 de agosto de 2013

Comandante da Marinha acompanha voo experimental do A-4 skyhawk “AF-1B”

A-4 skyhawk "AF-1B"


No dia 13 de agosto, o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, acompanhou o primeiro voo experimental da aeronave A-4 skyhawk “AF-1B” modernizada. O evento foi realizado nas instalações da Embraer Defesa & Segurança, localizada na cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
A-4 skyhawk "AF-1B"

A cerimônia, que foi presidida pelo Presidente da EMBRAER, Sr.Luiz Carlos Aguiar, contou com a presença do Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Sérgio Roberto Fernandes dos Santos; do Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante Liseo Zampronio; do Chefe do Gabinete do Comandante da Marinha, Vice-Almirante Celso Luiz Nazareth; do Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Carlos Alberto Matias; do Diretor de Aeronáutica da Marinha, Contra-Almirante Carlos Frederico Carneiro Primo; do Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar; entre outras autoridades.

A aeronave A-4 skyhawk “AF-1B” é classificada como de interceptação e ataque e foi desenvolvida para operação a partir de Navio-Aeródromo. Com o processo de modernização executado pela Embraer, as aeronaves receberão novos sistemas de navegação e de geração de energia, armamentos, computadores e sensores. Tais equipamentos, aliados à verificação estrutural realizada, possibilitarão ao “AF-1B” operar até o ano de 2025.

Primeiros Médicos estrangeiros contratados pelo Governo Federal desembarcam no Brasil

Natalia Allocco  Médica Argentina 


Começaram a chegar ao país os primeiros estrangeiros do programa Mais Médicos na tarde desta sexta-feira (23). Um grupo de cinco profissionais vindos da Argentina chegou ao Aeroporto de Guarulhos (SP) às 14h50. Entre eles há argentinos e médicos brasileiros que atuam naquele país.

Um dos profissionais, o argentino German Ernesto Parma, disse que veio de Córdoba e resolveu trabalhar no Brasil porque tem um filho de 11 anos com uma brasileira, de quem quer estar mais próximo. Ele afirmou que trabalhará em Praia Grande, no litoral paulista.

Já a argentina Natalia Allocco, de 26 anos, abandonou a residência em medicina da família para vir para o Brasil. A mãe é brasileira e ela tem família no país. A médica afirma que veio para "fazer o bem".

"Sempre quis vir para o Brasil e achei essa oportunidade boa porque não precisava de Revalida (prova para revalidar o diploma de médico no Brasil), e assim foi mais fácil. Desde o primeiro ano de universidade, tenho contato com pessoas carentes, e quero fazer aqui o que eu já fazia lá."

Outro médico que chegou a São Paulo nesta sexta-feira foi o brasileiro Christian Cheles Uzuelli, de 32 anos. Ele se formou na Universidade Federal de La Plata, na Argentina, e vai trabalhar em Itaquaquecetuba (SP). Para ele, a parte financeira não foi prioridade.

"Minha família e minha namorada moram aqui, e isso pesou muito na escolha."

Christian também disse que viu na Argentina situações mais precárias do que aqui no Brasil. "Fiquei um ano em um centro de saúde pública de La Plata. O lugar tinha ruas de barro, não havia esgoto, era muita carência. Vi situações piores do que aqui. Acho que não vou ter nenhum problema de vir para cá, porque os objetivos são os mesmos (de qualquer médico)", comentou.

Em Porto Alegre, quatro profissionais desembarcaram no Aeroporto Salgado Filho, sendo dois argentinos e dois brasileiros que estudaram na Argentina. A expectativa é que cheguem dez médicos nesta sexta à capital gaúcha.

Já no Rio de Janeiro, um voo chegou pelo trajeto Moscou-Lisboa-Rio, trazendo 11 médicos portugueses e dois russos. Em Brasília, chegaram quatro estrangeiros.

"Estou ao mesmo tempo emocionada, com algum medo do desconhecido, mas com muita vontade de trabalhar, de ter uma nova experiência. Vou para um distrito indígena da Amazônia. Sempre tive um fascínio de conhecer os povos, trabalhar lá", disse a espanhola Sonia González.

Ao todo, devem chegar ao Brasil nesta primeira leva, ao longo dos próximos dias, 244 profissionais formados no exterior, sendo 99 de nacionalidade brasileira e 145 estrangeiros. O Ministério da Saúde marcou eventos de recepção aos profissionais em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre, a partir das 14h desta sexta.

Segundo o ministério, por enquanto chegam apenas os profissionais de diferentes nacionalidades (a maioria argentinos, portugueses e espanhóis) selecionados na primeira rodada de contratação do programa. Os cubanos contratados em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) ainda não têm data confirmada de chegada.

Em Brasília, a recepção no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek foi liderada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A partir da próxima semana, os médicos estrangeiros começam um período de três semanas de acolhimento e avaliação, em que terão orientações sobre doenças comuns no país, aspectos éticos e orientações sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse módulo terá 120 horas de aulas expositivas, oficinas e simulações de consultas. Também haverá aulas de língua portuguesa e avaliações para testar a comunicação dos médicos. Depois de avaliados, os profissionais receberão um registro profissional provisório, restrito à atenção básica e às regiões onde serão alocados pelo programa do governo federal.

No primeiro mês de seleção, 1.096 profissionais com diplomas do Brasil e 244 formados no exterior confirmaram sua participação no Mais Médicos. Eles estão distribuídos em 516 municípios e 15 distritos sanitários indígenas. Ao todo, 3.511 cidades solicitaram 15.450 profissionais.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

1ª Divisão de Exército e Guarnição da Vila Militar comemoram 105 anos de criação

1ª Divisão de Exército


No dia 8 de agosto, foram realizadas atividades comemorativas ao 105º aniversário de criação da 1ª Divisão de Exército (1ª DE), Divisão Mascarenhas de Moraes, e da Guarnição da Vila Militar (VM).

Durante a solenidade, o Pavilhão Nacional foi hasteado de forma permanente, pela primeira vez, no Morro do Jaques, ponto dominante do conjunto topográfico do Campo de Instrução de Gericinó, passando a compor a paisagem da Vila Militar. Além disso, uma placa de agradecimento foi entregue às instituições e personalidades que prestaram importante apoio à 1ª DE e à VM.

O desfile militar foi realizado por cerca de cinco mil militares. A tropa a pé foi composta por representações do Comando da 1ª DE, do Grupamento de Unidade-Escolas e 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, da Brigada de Infantaria Paraquedista, da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), da Artilharia Divisionária da 1ª DE, da Base de Apoio Logístico do Exército, do Departamento de Educação e Cultura do Exército, da 1ª Região Militar e do 1º Grupo de Artilharia Antiaéreo. O desfile motorizado foi composto por viaturas históricas, como o Dodge do Comando da 2ª Guerra Mundial, do 25º Batalhão Logístico, do Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro e de mais de 130 viaturas militares. A formatura foi encerrada com desfile hipomóvel.

A formatura foi presidida pelo Chefe de Logística do Ministério da Defesa, General de Exército Adriano Pereira Júnior, e contou com a presença do Chefe do Departamento de Engenharia e Construção, General de Exército Joaquim Maia Brandão Júnior, do Comandante Militar do Leste, General de ExércitoFrancisco Carlos Modesto, do antigo Ministro de Estado do Exército e Comandante do Exército, General de Exército Gleuber Vieira, de antigos oficiais-generais do Alto-Comando do Exército, de oficiais-generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, de autoridades civis e militares e de convidados. O Coronel Roberto Silva Mascarenhas de Moraes, neto do Marechal Mascarenhas de Moraes – Comandante da Força Expedicionária Brasileira, que deu a denominação histórica dessa Divisão, em 1969 – também prestigiou a solenidade.

Ministros do Supremo Tribunal Federal deveriam ser eleitos pelo povo ?

Supremo Tribunal Federal


O Supremo Tribunal Federal não nos representa esta é realidade atual, os Ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal são indicados pela Presidência da Republica sem nenhuma participação popular.

O Supremo Tribunal Federal é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e uma de suas principais funções é processar e julgar, membros do Congresso Nacional, o presidente da República e o vice-presidente, então muitas vezes os ministros do Supremo Tribunal Federal vão ter que julgar os próprios políticos que indicaram eles a seus atuais cargos no Supremo Tribunal Federal, oque mostra que muitas vezes o Supremo Tribunal Federal pode não ter a imparcialidade que desejaríamos.

O sentimento da população é que os Políticos não são julgados com o rigor necessário que merecem, porque oque mais vemos são Julgamentos acabando em Pizza tanto de políticos do Governo como da atual oposição, os escândalos surgem com provas claras de corrupção e no final poucos são punidos.

O povo podendo escolher os seus representantes no Supremo Tribunal Federal aumentaria a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal e reduzia o sentimento de impunidade que a população sente sobre os Políticos e os Julgamentos do Supremo Tribunal Federal.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vant Acauã desenvolvido pela FAB faz primeira decolagem automática

vant Acauã


O protótipo do vant Acauã, que faz parte do projeto de desenvolvimento de tecnologias nacionais para veículos aéreos não-tripulados, fez a primeira decolagem automática. Os ensaios em voo foram executados durante a Operação DPA 6, realizada na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior de São Paulo entre os dias 14 a 20 de agosto. A etapa faz parte do projeto que tem o objetivo de desenvolver um demonstrador de tecnologia de um Sistema de Decolagem e Pouso Automáticos (DPA) para Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT).

Nos seis voos de ensaio do protótipo de número três do Vant Acauã foram verificadas a nova configuração dos equipamentos e novas funcionalidades do software embarcado e execução dos ensaios iniciais de decolagem automática. Além disso, foram realizadas corridas no solo para comprovação do controle direcional no solo.

vant Acauã
De acordo com o coordenador do projeto, Flavio Araripe d’Oliveira, finalizar esta etapa do projeto com sucesso significa vencer mais um desafio tecnológico. “Estamos desenvolvendo tecnologias nacionais que poderão ser empregadas no primeiro vant de maior porte desenvolvido no Brasil para emprego operacional”, explica o engenheiro aeronáutico. A automatização do pouso e decolagem de um veículo aéreo não tripulado reduz os riscos de acidentes nestas fases, que são as mais críticas do voo. Além disso, permite operar com condições climáticas adversas, como nevoeiros, e em operações noturnas. A próxima fase do projeto é conseguir o pouso automático.

A campanha de ensaio envolveu 45 profissionais integrantes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e das empresas Bossan Computação Científica (BCC) e Flight Technologies, responsáveis pelos software embarcado e piloto automático, respectivamente.

Saiba mais - O projeto iniciado em 2010 é coordenado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e conta com a participação do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM). É apoiado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo recursos financeiros disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Agência Espacial Brasileira recebe autorização para construir no Centro de Lançamento de Alcântara

Centro de Lançamento de Alcântara


A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu autorização e licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBMA) para realizar obras de edificações complementares no Centro de Lançamento de Alcântara, localizado em Alcântara (MA). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União, depois de oito anos e sete meses do início das primeiras negociações com o Instituto. Tanto a autorização quanto a licença valem por três anos.

Esta licença tem um significado especial para o Programa Espacial Brasileiro (PEB). A partir de agora, será possível concluir o Plano Diretor do Centro de Lançamento, que irá proporcionar melhores serviços aos potenciais clientes que desejarem utilizar veículos lançadores de satélites e experimentos a partir daquela península. Como consequência, as obras de construção do posto médico e da escola de ensino básico e médio e a complementação da infraestrutura do aeródromo, dentre outras, poderão ser iniciadas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Marinha do Brasil realiza Operação FRATERNO-XXXI com a Armada da República da Argentina

Fragata Niterói realiza exercício de transferência de carga leve com ARA Almirante Brown


A Marinha do Brasil realizou, no período de 7 a 17 de agosto, a Operação “FRATERNO-XXXI”, em conjunto com a Armada da República da Argentina (ARA).

Os meios brasileiros empregados foram a Fragata “Niterói”, o Navio-Tanque “Marajó”, o Submarino “Tikuna” e uma aeronave AH-11A “Super Lynx”. Já a ARA participou com o ARA “Almirante Brown”, ARA “Espora”, ARA “Parker” e uma aeronave Sea King PH-3 “Lira”.

O Grupo-Tarefa suspendeu da Base Naval de Puerto Belgrano, no dia 12 de agosto, e retornou após cinco dias de operações no mar. Nesse período, foram realizados diversos exercícios, como navegação em canal varrido, transferência de carga leve, transferência de óleo no mar, operações antissubmarino, trânsito com oposição aérea e exercícios de tiro real, entre outros.

Como já vem sendo feito, a 31ª versão da Operação “FRATERNO” teve o objetivo de aumentar a interoperabilidade entre as duas Forças Navais, marcando presença no Atlântico Sul. Além de estreitar os laços de amizade e de confiança mútuas existentes entre o Brasil e a Argentina.

O que as urnas farão com as ruas?



A pergunta, feita por um jovem durante debate na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, provocou um silêncio pesado e ensurdecedor, na plateia e na mesa. Ninguém ousaria responder. O medo da radicalização se instalou nas casas, nas famílias, nos locais de trabalho. As ofensas de baixo calão na internet mostram que uma simples divergência de opinião leva pedradas e balas de borracha. O gás lacrimogêneo nubla a lucidez, o spray de pimenta favorece o extremismo. Não se prevê sequer o que acontecerá no próximo dia 7 de setembro. As redes sociais convocam todos os brasileiros para “o grito do gigante” contra a corrupção política.

Um tema válido e nacional, que causa a repulsa de todo cidadão de bem e transcende partidos. “Não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção. Não há corrupção melhor ou pior. Dos ‘nossos’ ou dos ‘deles’. Não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada”, disse o mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso. Concordo. Espero que a declaração de Barroso signifique que todos serão punidos. E não que todos serão inocentados, sob o argumento de que “sempre se roubou” no Brasil. Caso contrário, o julgamento dos mensaleiros do PT e do PSDB mineiro virará uma chicana.

Barroso poderia acrescentar que os abusos e desvios não se restringem ao Legislativo. Contaminam o Executivo e também o Judiciário, Poder que ele representa. Há mordomias imorais para todo gosto entre os excelentíssimos representantes do povo. Ou Barroso acha válido que a gente pague R$ 101 milhões de auxílio-alimentação retroativo a juízes? Por isso, as ruas se levantaram com tanta indignação. Não porque as pessoas estão felizes e querem mais.

A corrupção mina a democracia e contribui para o padrão quinto-mundista de nossos serviços públicos: saúde, educação e transporte. O que mais tira o meu apetite são as condições dos hospitais públicos. Não tenho estômago para ver uma grávida de 16 anos parindo em frente às grades de um hospital, depois de não ter sido aceita no hospital anterior. Ou para ver idosos sentados em cadeiras ou amontoados em macas por dias, na emergência de hospitais à espera de um leito, tendo sofrido fraturas ou derrames. Ou saber que pacientes esperam um ano para fazer uma endoscopia. Ou olhar as filas imensas de doentes diante dos hospitais. São violações de direitos humanos. Diárias.

Esse escândalo me dói mais que as fotos do Congresso Nacional de novo às moscas, com seus plenários vazios e votações em apenas dois dias da semana. O que fazer para forçar esse pessoal a trabalhar? Na quinta-feira, quase 400 congressistas marcaram o “ponto” e se mandaram. Nenhum projeto foi votado. “Se o povo sai das ruas, o Congresso sai dos trilhos”, disse o senador Álvaro Dias. Onde estava o presidente do Senado, Renan Calheiros? Liderando uma comitiva para visitar em São Paulo o senador José Sarney, internado no Hospital Sírio-Libanês.

Nenhuma promessa em relação a transporte e corte de despesas foi cumprida. Ah, houve uma providência no Ceará: o governador Cid Gomes contratou um bufê de R$ 3,4 milhões para abastecer a cozinha da residência oficial e seu gabinete de bombinhas de escargot, salmão com caviar, camarões ao sol nascente, crepe de lagosta e sushi tropical, entre outras iguarias. Está no Diário Oficial e em reportagem no jornal O Globo.

Foi por tudo isso que a população apoiou a explosão de protestos em junho. Eram mais pacíficos, mais apartidários, mais familiares, tinham a “cara limpa” de quem nada deve, a emoção da solidariedade, a esperança de um Brasil mais justo. Seria uma pena que o ódio, de lado a lado, ganhasse as ruas, criasse mártires e prejudicasse quem mais precisa. Admiro os “coletivos” de jovens ansiosos para fazer diferença num país que não protestava. Critiquei quando um repórter da Mídia Ninja foi preso. Os vídeos feitos pelos ninjas foram essenciais para recolocar a cobertura e denunciar armações e “vandalismos” dos fardados. Mas, quando mascarados atacam hospitais – como ocorreu em São Paulo, na emergência do Sírio-Libanês – e agridem jornalistas profissionais... isso é coisa de fascista.

Vi uma menina de comunidade carente, na Casa do Saber, dizer, contrariada, que “os 100 mil que estavam nas ruas do Rio não eram os 100 mil que a gente queria, eram pessoas estranhas”. Talvez porque fossem de classe média. Cuidado com a intolerância. Os manifestantes de hoje podem ser os ditadores de amanhã. A História está cheia de exemplos de irmandades que começam a lutar a boa luta e depois renegam a livre expressão. Torturam e matam seus próprios irmãos ninjas quando a dissensão se instala.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

FAB chora a perda do herói Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima ele fez 94 missões na 2ª Guerra Mundial

Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima


O homem se fez mito. O mito grandioso, magnânimo, extraordinário. O mito guerreiro. O mito-herói. O herói-homem. Em cada linha do rosto com suas impressões do tempo, cabiam mais de mil histórias. Mas, história não morre. Herói não morre. Mito não morre. Nele, havia mais. Havia o olhar brasileiro, daqueles guerreiros da Nação que são lembrados indefinidamente. Se é certo que será sempre momento de evocar a sua memória, é fato também que, neste dia 13 de agosto de 2013, a Força Aérea Brasileira chora, consternada, a perda do herói Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima, aos 94 anos de idade, no Rio de Janeiro. Ele morreu às 3h30 no Hospital Central da Aeronáutica, onde estava internado havia dois meses. Herói da 2ª Guerra Mundial como piloto do 1º Grupo de Aviação de Caça, foi responsável por realizar 94 missões com a aeronave P-47 no front de combate.

O corpo do lendário oficial-general será velado a partir das 11h30 no auditório do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 16 horas no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. Era casado com Dona Julinha.

A dor do momento não sobrepuja a alegria da existência desse homem. Sempre tão lúcido, costumava desfilar sua memória impecável com detalhes sobre fatos ocorridos há seis décadas. O senso de observação diferenciado transformou feitos em histórias recontadas com minúcias.

Disfarçava não ser um protagonista. “Rui, que foi um dos mais destacados combatentes nos céus da Itália , fala de tudo e de todos, mas pouco dele mesmo, ou das 94 missões que executou sobre as tropas alemãs”, disse certa vez o patrono da aviação de caça do Brasil, Brigadeiro Nero Moura.

O Major-Brigadeiro Rui foi autor do livro Senta a Pua!, que inspirou também um documentário do mesmo nome. No livro e no filme fez ecoar a incrível trajetória dos militares brasileiros na campanha vitoriosa durante a batalha. Era preocupado em não deixar se apagar a epopéia que ele e seus colegas viveram. Sua obra transformou-se em leitura de referência e palavras que provocavam lágrimas e sorrisos por onde passava. Não ter sua presença física amanhã naquelas palestras que arrancavam aplausos empolgados deixa silêncio, mas não o vazio.

O luto da Força Aérea Brasileira tem um som mais alto. Agora, diferente de todos os outros momentos, cabe a honra de se prestar a tradicional saudação Adelphi dos caçadores ao Major-Brigadeiro Rui.

“-1,2,3...
- Palmas!
- Adelphi!”

É impossível não ouvir a melodia de “Carnaval em Veneza” e a voz do Brigadeiro Rui, vibrante com a história que ajudou a construir, trazendo os amigos consigo. Em entrevistas para veículos de comunicação da FAB, o herói lembrava características pessoais e profissionais dos seus colegas na guerra. “Viramos irmãos”, dizia.

Retratou todos os “irmãos” com seus brilhos singulares. Nunca fez questão de falar de si mesmo e denotava a alma modesta que guerreiros e heróis têm. Dizia-se inspirado pelo exemplo do pai. Palavras do desembargador Bento Moreira Lima, contidas em uma carta escrita em 1939, eram o seu “vade-mécum da vida militar”. Na carta está que “Obediência aos teus superiores, lealdade aos teus companheiros, dignidade no desempenho do que te for confiado...”. O filho seguiu o conselho. Virou guerreiro e herói. Foi além. O legado sobrevive forte e sempre tão lúcido.

94 missões na 2ª Guerra e uma volta para casa emocionante


Durante a 2ª Guerra Mundial, o então Tenente Rui Moreira Lima fez nada menos do que 94 missões, por isso considerado herói brasileiro no front. A primeira missão ocorreu no dia seis de novembro de 1944 e a última no dia 1º de maio de 1945. Sempre sob o fogo cerrado da artilharia alemã. “Em cada missão, eram mais de duas horas e meia no combate ao inimigo. Foi bastante difícil para todos”, comentava.

Cada dia na Itália foi registrado em uma caderneta que o Brigadeiro guardava em casa como uma verdadeira relíquia. Também na caderneta está o voo mais emocionante de sua vida, o de volta para o Brasil após a vitória no combate.

“Quando fui para a guerra, deixei minha mulher grávida. Ao pisar no chão brasileiro, fui direto ao encontro de minha mulher e minha filhinha que já havia nascido”, relembrou o Brigadeiro em entrevista à Aerovisão. No reencontro, e emoção e a maior recompensa que poderia imaginar, o sorriso da filha. Foi uma grande vitória do herói.

Desde 1939 - O maranhense da cidade de Colinas nasceu em junho de 1919. Aos 20 anos de idade, já era cadete da escola militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Ingressou na Força Aérea Brasileira assim que a instituição foi criada, em 1941. Costumava repetir que atuar no Correio Aéreo Nacional foi um grande aprendizado para os pilotos de caça que iriam participar da guerra. “No Brasil, aprendemos a voar em situações bastante adversas. Quando chegamos na guerra, os americanos ficaram impressionados conosco”.

O Brigadeiro Rui falava sempre com muita tristeza a respeito dos companheiros do Grupo de Caça que foram abatidos nas linhas inimigas. Considerava-os heróis e ficou obstinado por contar as histórias na guerra bastante difundidas no meio militar e pouco conhecidas por toda a sociedade. “Temos que gritar Senta a Pua!, cantar o Carnaval em Veneza, encenar a Ópera do Danilo. Essa é a nossa história”, bradava o herói. Histórias que ficaram muito mais conhecidas por causa do Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima. As canções entoadas, a partir de agora, também glorificarão o legado desse homem histórico.

 

Fonte: http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=14073

Marinha do Brasil abre concurso para 53 vagas na Escola Naval

Escola Naval


A Marinha abriu concurso público para admissão na Escola Naval. São 53 vagas: 41 para o sexo masculino e 12 para o sexo feminino, para o Corpo de Intendentes.

No site da Marinha, é possível ver o edital (acesse o edital).

Os candidatos devem ter 18 anos completos e menos de 23 anos (no dia 1º de janeiro de 2014), e ensino médio completo.

As inscrições devem ser feitas nos siteswww.ensino.mar.mil.br ouwww.ingressonamarinha.mar.mil.br de 19 de agosto a 19 de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 20.

Haverá prova escrita objetiva de matemática e física, para os candidatos do sexo masculino, e prova escrita objetiva de matemática para as candidatas do sexo feminino, além de prova escrita objetiva de português e inglês e redação, para ambos os sexos.

A data das provas escritas será divulgada posteriormente.

Durante o Curso de Intendência na Escola Naval, os aspirantes estudarão as disciplinas das áreas de administração, contabilidade geral e de custo, orçamento, finanças, abastecimento, logística, auditoria, entre outras.

Além da formação profissional-militar, os aspirantes receberão aulas de educação física, com a prática de esportes que poderão levá-las a pertencer a várias equipes como esgrima, vela, remo, vôlei, basquete, orientação, atletismo, judô e tiro, entre outras, e de também fazer parte dos vários grêmios, como de línguas, xadrez, comunicações, aviação, mergulho, música e fotografia.

Ao final do curso de quatro anos na Escola Naval, os aspirantes serão declarados guardas-marinha, ocasião em que farão o 2º ciclo de instrução embarcadas no Navio Escola, e nesse período, de cerca de 6 meses, terão a oportunidade de visitar países das Américas, Europa, percorrendo os Oceanos Atlântico, Pacífico, e Mar Mediterrâneo, entre outros.

Após o regresso da viagem de instrução, os guardas-marinha intendentes serão nomeados 2º tenentes e designados para exercer atividades de tenentes nas diversas Organizações Militares do país, como os Centros de Intendência, Bases Navais e Fuzileiros Navais, entre outros.

Após as provas escritas, haverá inspeção de saúde, no período de 26 de novembro de 2013 a 19 de dezembro de 2013; teste de aptidão física, entrega de documentos e preenchimento do questionário biográfico simplificado, de 10 a 27 de dezembro. A partir de 9 de janeiro de 2014, será a divulgação do resultado final do concurso público. Em 12 de janeiro será a concentração na escola naval dos candidatos titulares para o início do período de adaptação, avaliação psicológica e verificação de documentos - fase final. O período de adaptação será de 12 de janeiro de 2014 a 3 de fevereiro de 2014. O curso começa em 4 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Empresa francesa Thales é escolhida para construir satélite geoestacionário brasileiro



A empresa francesa Thales Alenia Space foi escolhida pelo governo para construir o satélite geoestacionário brasileiro. O consórcio europeu Arienespace será o responsável por lançá-lo em órbita. A indicação das vencedoras foi feita nesta terça (13) à Telebrás pela Visiona, sociedade entre a Embraer e a estatal de telecomunicações, que coordenou o processo de escolha.

O contrato prevê a transferência de tecnologia à Agência Espacial Brasileira (AEB). O satélite servirá para a comunicação do governo e para levar internet banda larga a municípios ainda não servidos pela rede da Telebrás.

O processo de seleção durou aproximadamente 12 meses. Seguiu rigorosos padrões internacionais e baseou-se estritamente no atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.

Marinha do Brasil realiza Operação Conjunta com a Polícia Federal e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Ceará



A Marinha do Brasil realizou uma operação conjunta com a Polícia Federal e o Batalhão de Polícia Ambiental do Ceará/PMCE, no dia 1º de agosto. A operação aconteceu em uma área marítima a cerca de 30 milhas náuticas ao norte do Porto de Fortaleza (CE). Já nas primeiras horas da operação, uma embarcação foi apreendida com petrechos de pesca predatória de lagosta, marambaias e materiais relacionados à pesca com compressor. A embarcação foi apreendida e os infratores foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal no Ceará para os procedimentos decorrentes do crime ambiental constatado.

Na ocasião, a bordo da Lancha (LAEP) “Pargo” da Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), embarcaram inspetores navais da CPCE, dois Agentes da Polícia Federal e dois Policiais da PMCE, pertencentes ao Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Estado.

O propósito das operações conjuntas com os órgãos federais e estaduais tem sido a fiscalização e identificação das áreas marítimas onde podem estar ocorrendo pesca predatória, bem como a localização e apreensão de embarcações que estejam fora das exigências contidas nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), na Legislação Ambiental e nas leis em vigor.

domingo, 18 de agosto de 2013

1ª Brigada de Infantaria de Selva destrói pista clandestina em Terra Indígena



No dia 3 de agosto, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), por intermédio do Comando de Fronteira-Roraima e 7º Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron RR / 7º BIS) e do 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), apoiados pelo 4º Batalhão de Aviação do Exército, destruiu uma pista não homologada que apoiava área de garimpagem ilegal no interior da Terra Indígena Yanomami (TIY).

A neutralização da pista é resultado das ações realizadas durante a Operação Curare 3, deflagrada no dia 16 de julho, sob sigilo, com a finalidade de coibir os ilícitos transfronteiriços, de acordo com os preceitos constitucionais do Plano Estratégico de Fronteiras. 

A pista destruída, que é denominada por locais como Pista do Espadim, fica no interior da TIY, a 350 km de Boa vista e a 60 km da fronteira com a Venezuela, nas proximidades da Região de Cachoeira Cajuma, na calha do rio Uraricoera.

A operação foi realizada por 20 militares do Cmdo Fron RR / 7º BIS e do 6º BEC, além de integrantes da Fundação Nacional do Índio, pelo fato da ação ser realizada em Terra Indígena.



Governo acerta vinda dos primeiros médicos cubanos para o Brasil



Empenhado em amarrar acordos coletivos com outros países para abastecer o programa Mais Médicos, o governo federal está acertando a vinda de uma primeira leva de profissionais estrangeiros para o Brasil. O iG apurou que um grupo de aproximadamente 300 médicos cubanos está pronto para desembarcar no país, o que poderia ocorrer já no próximo dia 26.

Esses profissionais se somam aos demais 938 médicos brasileiros e 715 estrangeiros que participaram da primeira etapa de inscrições do programa. Esses casos, entretanto, se referem a profissionais que se inscreveram individualmente no programa.

Oficialmente, o Ministério da Saúde confirma apenas que as negociações para acordos coletivos com outros países, entre eles Cuba, estão sendo conduzidas pelo ministro Alexandre Padilha. Essa abordagem, segundo a pasta, é prioritária na nova etapa de recrutamento de profissionais para o Mais Médicos. Segundo o ministério, entretanto, os acordos ainda não estão fechados.

Os profissionais que serão trazidos dentro do programa Mais Médicos serão encaminhados a municípios onde não houve nenhum candidato interessado em trabalhar, após seleção inicial realizada pelo Ministério da Saúde. Padilha vai anunciar na manhã de hoje um balanço detalhado dessas primeiras convocações. O número de participantes ainda está muito distante das 15.460 vagas que precisam ser preenchidas em todo o país, de acordo com os dirigentes municipais.

O programa Mais Médicos foi lançado há pouco mais de um mês pelo governo federal como uma aposta para resolver a escassez de médicos em áreas isoladas ou de risco. Além de atrair estrangeiros para o Brasil, o projeto prevê a abertura de mais vagas de Medicina, aumento de bolsas em residência e mais investimentos em infraestrutura.

A atração de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil, que será supervisionada por professores universitários e fará parte de um programa de especialização, não agrada a grande parte das entidades médicas. Em maio, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, chegou a anunciar que 6 mil médicos de Cuba viriam trabalhar em regiões pobres. Mas a polêmica em torno do assunto levou o governo a recuar. As críticas versam sobre temas que vão desde a forma como o governo cubano gerencia a categoria até questionamentos sobre a qualificação desses profissionais.

Entre os que defendem a atração de profissionais vindos de Cuba, o argumento é de que as críticas são reflexo de “preconceito”. “Eles possuem uma das menores taxas de mortalidade infantil do mundo. Há muito preconceito”, diz o deputado Rogério Carvalho (PT-SE).

Coordenador da Associação Médica Nacional Maíra Fachini, composta por brasileiros formados em Cuba, o médico Wesley Caçador Soares, defende a atuação dos profissionais no Brasil durante o período de especialização. Ele, que revalidou seu diploma na Universidade Federal do Ceará, conta que a associação possui cerca de 300 médicos brasileiros cujos diplomas cubanos não foram revalidados no país. “Deles, 95% se inscreveram no Mais Médicos. Somos defensores do SUS”, afirma