segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Marinhas do Brasil e da França realizam “PASSEX” na área de jurisdição do Comando do 4º Distrito Naval

Navio-Patrulha La Gracieuse


No dia 9 de setembro, visando o estreitamento dos laços entre as Marinhas do Brasil e da França, foi realizada uma “PASSEX” - exercício realizado entre duas Marinhas para garantir que sejam capazes de se comunicar e cooperar em tempos de guerra ou de ajuda humanitária.

Participaram do exercício, o Navio-Patrulha “Guarujá”, subordinado ao Grupamento de Patrulha Naval do Norte, e o Navio-Patrulha “La Gracieuse”, baseado em Caiena, na Guiana Francesa.

O evento ocorreu no Rio Pará, a cerca de 30 milhas náuticas da cidade de Belém-PA. Na ocasião, foram realizados exercícios de comunicações, reabastecimento no mar (leap frog) e manobras táticas, contribuindo para o adestramento e para a interoperabilidade de ambos os meios, que normalmente operam em conjunto na área marítima fronteiriça da foz do Rio Oiapoque, efetuando ações de patrulha naval em suas respectivas águas jurisdicionais.

A tripulação do Navio-Patrulha “La Gracieuse” participou, ainda, do desfile em comemoração aos 191 anos da Independência do Brasil, realizado em Belém, no dia 7 de setembro, com uma representação de 13 militares.

Gleen Greenwald diz que Brasil deveria ter uma internet própria

Gleen Greenwald


O jornalista do britânico The Guardian, Gleen Greenwald, afirmou que o Brasil e a Argentina deveriam ter uma internet própria para evitar a espionagem dos Estados Unidos, em uma entrevista publicada neste domingo no jornal argentino Página 12.

"Há uma consciência real de que a Argentina e o Brasil estão construindo uma internet própria, assim como a União Europeia, algo que até agora só fez a China", afirmou Greenwald em entrevista concedida no Brasil, onde mora há vários anos.

O jornalista americano que divilgou no Guardian informações sobre a espionagem de Washington repassadas por Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA), atualmente refugiado na Rússia.

"Creio que a solução seria criar um lobby entre os países, que os países se unam para ver como construir novas pontes para a internet que não permitam que um país domine completamente as comunicações", insistiu.

Para ele, o objetivo da Casa Branca é controlar a informação para aumentar seu poder no mundo.

Depois dos atentados das Torres Gêmeas em Nova York, os americanos querem "utilizar o terrorismo mundial para que as pessoas tenham medo e possam agir com as mãos livres", afirmou. "É uma boa desculpa para torturar, sequestrar e prender", disse ainda.

Greenwald defendeu o vazamento de informação feito por Snowden e anteriormente pelo Bradley Manning (atual Chelsea Manning), recentemente condenado a 35 anos de prisão por ter entregue documentos a Julian Assange, fundador do site WikiLeaks.

Para o jornalista, Assange (refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres) "é um herói pelo trabalho que fez no WikiLeaks porque foi ele que plantou a ideia de que, na era digital, era muito difícil para os governos proteger seus segredos sem destruir outra privacidade".

Depois das revelações de espionagem no Brasil, que incluiu a presidente Dilma Rousseff, a chefe de Estado brasileira suspendeu a visita de Estado que faria a Washington em 23 de outubro.

Além disso, Dilma pronunciou um discurso muito crítico sobre o tema em seu discurso na semana passada, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Em função da delicada situação, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, reuniu-se na sexta com o secretário de Estado americano, John Kerry, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York, em um encontro solicitado pelos EUA para aplacar a grave crise desencadeada pelo escândalo de espionagem.

Depois do escândalo, os chanceleres e ministros da Defesa do Brasil e Argentina também se reuniram em Buenos e concordaram em enfrentar de maneira conjunta a questão da espionagem na região.

domingo, 29 de setembro de 2013

Pilotos de caça da FAB treinam combate além do alcance visual (BVR) na Suécia


Doze pilotos de caça da Força Aérea Brasileira foram para a Suécia onde treinaram em simuladores táticas e técnicas do combate BVR, do inglês Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual. Os aviadores puderam participar simultaneamente durante uma semana. Também participaram do treinamento quatro controladores militares.

Avibrás fecha contrato de R$900 milhões com a Indonésia

Astros II


A Avibrás, de São José dos Campos, formalizou há poucos dias, em Jacarta, na Indonésia, um contrato avaliado em R$ 900 milhões para fornecer lançadores Astros II de foguetes de saturação ao Exército do País. A encomenda, cobre 36 veículos blindados disparadores, unidades de apoio e suprimentos. As entregas serão feitas em etapas até 2016.

O protocolo inicial foi assinado dia último dia 8 de novembro de 2012 com grande festa todavia, depois disso, o negócio passou por nove meses críticos, tempo gasto para a obtenção da carta de fiança para o processamento do crédito e de certidões específicas. Houve dificuldades nessa etapa porque a Avibrás ainda se está em recuperação judicial Embora tenha lastreado a demanda com o próprio contrato, além de itens patrimoniais, a avaliação do procedimento foi longa;

O presidente da empresa, Sami Hassuani, diz que "atualmente, existe apoio decisivo dos Ministérios da Defesa e da Fazenda. Ainda na obtenção das garantias de contrato, não obstante a legislação do setor precise ser atualizada para dar a rapidez da atualidade às transações". Para Hassuani, também o custo, uma espécie de prêmio que se paga pelas cartas de abonamento, deve ser reduzido. "Esse valor, no Brasil, é ao menos quatro vezes mais caro que o praticado no mercado e demora de quatro a cinco meses para ser obtido, ante uma semana apenas no meio internacional".

A Indonésia está levando para sua força terrestre, a versão Mk-6, a mais avançada do lançador de foguetes Astros-2.

Vai equipar com ela dois batalhões especializados do Exército. O contrato é amplo: cobre as carretas lançadoras e os blindados que abrigam as centrais de comunicações, comando e controle, mais viaturas para o radar de coordenação, junto das unidades de meteorologia.

O sistema emprega os foguetes da família AV, com alcances entre 9 e 100 quilômetros. Os modelos maiores, os AV-SS-óo e AV-SS-80, podem receber ogivas múltiplas, levando até 70 pequenas granadas que são dispersadas sobre o alvo no momento do ataque.

A configuração escolhida pelos indonésios ainda não é a série 2020, definida como estratégica pelo Exército Brasileiro, e que utilizará mísseis de cruzeiro para atingir objetivos a 300 quilômetros. O projeto considera um novo foguete guiado com possibilidade variada de configuração. O programa é prioritário no Ministério da Defesa, incluído no PAC-Equipamentos. pela presidente Dilma Rousseff. Foram liberados R$ 45,3 milhões para a fase inicial o custo total é de R$ 1,09 bilhão.

O Astros da Indonésia sairá da fábrica com pesada carga eletrônica. Isso permitirá a futura incorporação da nova munição inteligente que cumpre atualmente as etapas de certificação - é o caso do míssil, por exemplo.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, sustenta que "a Indonésia tem grande importância no contexto mundial e é um parceiro do Brasil que anteriormente comprou aviões Super Tucano da Embraer. A aviação. de Jacarta adquiriu os turboélices, no arranjo de ataque leve, vigilância eletrônica e apoio à tropa terrestre.

Time. Para cumprir o contrato, a Avibrás instalou um time técnico na capital indonésia. E o segundo escritório da empresa na região. O primeiro é o de Kuala Lumpur, na Malásia, onde o Astros faz parte de um comando estratégico desde 2010.

A encomenda do exército malaio bateu em R$ 500 milhões.

A concorrência na Indonésia foi muito pesada", diz o presidente da empresa, Sami Hassuanl A negociação começou em 2008 e exigiu "agilidade e prova de capacidade o tempo todo". O contrato de US$ 405 milhões era disputado por fabricantes da Rússia e da Turquia. Hassuani acredita que o relacionamento com cliente será longo: "Nossa convivência é baseada em interesses comuns, e vai se estender por 30 anos A Esse tempo, no entendimento do mercado de equipamento militar, é dedicado ao aperfeiçoamento tecnológico, encomendas suplementares e sobretudo ao atendimento de novas parcerias. O impacto da encomenda indonésia será grande no polo industrial de São José dos Campos. Na Avibrás serão criadas 300 empregos diretos e outros na cadeia dos fornecedores, quase todos da região do Vale do Paraíba.

sábado, 28 de setembro de 2013

Brigada de Infantaria Paraquedista realiza infiltração noturna durante a Operação Laçador

27º Batalhão de Infantaria Paraquedista


No dia 20 de setembro, o 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista (27º B I Pqdt) realizou salto noturno para realizar a junção com a tropa blindada que conquistou Rosário do Sul e, em seguida, realizar o ataque à localidade de Alegrete.

27º Batalhão de Infantaria Paraquedista
A ação foi precedida por infiltração de Forças Especiais em Rosário do Sul, que localizaram a posição da bateria antiaérea responsável pela defesa antiaérea na região. O local foi informado à Força Conjunta de Operações Especiais e um Destacamento de Ações de Comandos (DAC) atacou a defesa antiaérea inimiga, permitindo o lançamento de paraquedistas.

Após o lançamento, militares do 27º B I Pqdt conquistaram o aeródromo de Alegrete e duas pontes na rodovia que liga Rosário do Sul a Alegrete, contribuindo para a manutenção do fluxo logístico e para a progressão da tropa blindada, facilitando a junção entre essas tropas.

Escândalo de espionagem reduz a chance dos EUA venderem caças F-18 Super Hornet ao Brasil

F-18 Super Hornet


Depois de adotar um tom bastante duro contra as ações de espionagem norte-americana em seu discurso na abertura da 68º Assembleia-Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma Rousseff, em sua viagem aos Estados Unidos nesta semana, pretende deixar claro para os empresários e autoridades do país que não deixará que o caso atrapalhe as parcerias comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Esse será o recado que a presidente deverá passar nas demais reuniões das quais participará em solo americano. A agenda inclui, por exemplo, encontro com empresários que participarão de um seminário, promovido pelo banco Goldman Sachs e pelo Grupo Bandeirantes, para discutir oportunidades de investimentos em infraestrutura no Brasil, na quarta-feira.

De acordo com interlocutores da presidente, embora ela entenda que o episódio da espionagem norte-americana teve fins econômicos, Dilma, estrategicamente, optou por tratar os dois assuntos – espionagem e comércio – de forma desvinculada.

A única consequência econômica do episódio, se depender da presidente, deverá ser em relação ao acordo de cooperação na área da defesa, que envolve a compra de 36 caças que o governo brasileiro pretende fechar com o objetivo de reequipar as Forças Armadas.

Dilma entende que, para essa negociação, na qual a norte-americana Boeing aparecia entre as favoritas, vale muito mais o critério da “confiança mútua” entre países, que as possíveis vantagens técnicas do modelo norte-americano F-18 Super Hornet. Isso porque a meta brasileira é conseguir um acordo que envolva transferência de tecnologia e uma parceria em longo prazo.

Sinais


O sinal de que o governo brasileiro não está mais disposto a fechar a parceria com os Estados Unidos já foi dado na nota emitida por ocasião do cancelamento da visita de estado que Dilma faria aos Estados Unidos no dia 23 de outubro.

Os dois governos emitiram simultaneamente notas sobre a recusa do convite pela presidente. A nota da Casa Branca ressalta a parceria nessa área. “O presidente Obama aguarda com esperança a oportunidade de receber a presidente Rousseff em Washington, em data a ser decidida por acordo. Outros importantes mecanismos de cooperação, entre os quais diálogos presidenciais sobre cooperação política, econômica, energética e de defesa, continuarão”, diz o texto.

Já a nota do Planalto não inclui a Defesa entre as parcerias estratégicas para o Brasil com os Estados Unidos. “O governo brasileiro tem presente a importância e a diversidade do relacionamento bilateral, fundado no respeito e na confiança mútua. Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países”, diz o texto.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

3º Grupo de Artilharia Antiaérea atua em Rio Grande

3º Grupo de Artilharia Antiaérea


No dia 19 de setembro, militares do 3º Grupo de Artilharia Antiaérea ocuparam seus locais na defesa antiaérea do Porto de Rio Grande e colocaram em prática os ensinamentos aprendidos nas instruções ministradas nas fases de qualificação e adestramento. Unidades de Míssil IGLA, o Centro de Operações Antiaéreas Eletrônico e o Radar SABER M60 foram os destaques operacionais da defesa realizada pela unidade.

Esta ação integra as atividades de adestramento da Força Terrestre na Operação Conjunta Laçador, da qual participam, também, militares da Marinha e da Força Aérea, consolidando a interoperabilidade entre as Forças.

Policial federal abate avião com drogas em ação contra o narcotráfico



Um policial federal de Bauru foi morto na noite desta quarta-feira (25) em um tiroteio com suspeitos em Bocaina (a 311 km de São Paulo), durante operação contra o narcotráfico na região. Alvejado com um tiro no peito, Fábio Ricardo Paiva Luciano, 40, chegou a ser socorrido, mas morreu na Santa Casa de Jaú (município vizinho).

Durante a ação da PF, os policiais abateram uma aeronave de pequeno porte que tentava aterrissar em uma pista clandestina na zona rural de Bocaina com carregamentos de drogas e armas.

No momento em que a aeronave se preparava para pousar, no início da noite, homens suspeitos perceberam a movimentação dos policiais e reagiram. Houve intensa troca de tiros.

O avião foi abatido durante a ação e pegou fogo, formando um imenso clarão às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255) (que liga Jaú à Araraquara), na altura do km 136.

A área foi isolada. Segundo a PM, o piloto conseguiu deixar a aeronave antes do início do fogo e foi preso.

Durante a madrugada, outros três integrantes da quadrilha também foram detidos. Eles estavam escondidos em um canavial próximo ao local onde a aeronave caiu.

Um caminhoneiro contou aos policiais que, logo após a queda do avião, viu um homem sujo de sangue correndo do canavial em direção a rodovia. Durante a manhã, dezenas de policiais federais trabalhavam nas buscas pelos outros suspeitos.

Não foram informados a rota do tráfico e nem quantos traficantes estão envolvidos. Segundo a polícia, foram recolhidos da aeronave pelo menos meia tonelada de drogas e armas de diversos calibres --incluindo fuzis ponto 50, de uso exclusivo das Forças Armadas. Uma parte do carregamento foi consumida pelo fogo.

A aeronave CESSNA, modelo 210, passou por perícia na manhã desta quinta-feira. Pouca coisa sobrou do avião de pequeno porte: apenas uma parte da asa e da traseira da aeronave não foram atingidas pelo fogo.

Município é rota internacional do tráfico


Bocaina, na região de Bauru, é considerada rota internacional do tráfico. Em janeiro deste ano, em outra operação contra o narcotráfico, um avião que era monitorado via radar conseguiu abortar a aterrissagem ao perceber a presença de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) no local.

Na mesma operação, um vereador do município foi preso por suspeito de associação ao tráfico, e um dos suspeito foi morto durante troca de tiros.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fragata Greenhalgh realiza reabastecimento de helicóptero em voo com MH-16 Seahawk

MH-16 Seahawk


Em 28 de agosto, a Fragata “Greenhalgh” (F46), da Marinha do Brasil, realizou exercício de reabastecimento de helicóptero em voo com a aeronave MH-16 “Seahawk”. Na ocasião, foram qualificadas novas equipagens e realizado o primeiro bombeio de combustível em voo para esse modelo de aeronave.

O exercício permitiu capacitar e aumentar, consideravelmente, o raio de ação da aeronave, tornando possível seu emprego em extensa área da “Amazônia Azul”.

Após pressão Brasileira Obama diz que os EUA vão revisar maneira de coletar informações

Barack Obama


Minutos depois de a presidente Dilma Rousseff afirmar na ONU que a espionagem dos Estados Unidos representa uma violação dos direitos humanos e da soberania de outros países, o presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira que o mundo na opinião dele é hoje "mais estável" por causa das ações americanas na política internacional, a frase dita por Obama claramente não condiz com a realidade porque milhares de pessoas continuam morrendo em conflitos espalhados por todo o planeta..

Obama, porém, lembrou a promessa de seu governo de fazer uma revisão das práticas da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), órgão ao qual são atribuídas as atividades de espionagem que tiveram como alvo, segundo documentos vazados pela imprensa, até mesmo Dilma e a Petrobras.

"Assim como revemos a forma como utilizamos nossas capacidades militares extraordinárias para que estejam à altura dos nossos ideais, começamos a rever a maneira como coletamos inteligência, para equilibrar de forma apropriada as preocupações legítimas de segurança de nossos cidadãos e aliados com as preocupações de privacidade que todos compartilhamos", disse Obama à Assembleia Geral da ONU.

"Como resultado desse trabalho e da cooperação com aliados e parceiros, o mundo é mais estável do que era cinco anos atrás."

"Basta um olhar sobre as manchetes de hoje para verificar que os perigos ainda persistem”, completou, citando o atentado em um shopping center no Quênia como exemplo dos “riscos” de extremismo e sectarismo que ainda existem globalmente.

"Excepcionalismo"


As declarações de Obama não foram uma resposta direta, mas sim uma sutil referência à onda de críticas desatada contra a Casa Branca pelas atividades de espionagem da NSA – inclusive as feitas por Dilma na Assembleia Geral.

Em seu discurso, a presidente Dilma enfatizou que “jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania."

"Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos fundamentais dos cidadãos de outros países”, declarou Dilma.

Em seu discurso, Obama apelou para o “excepcionalismo americano” – a doutrina segundo a qual os EUA são melhores que todos os outros países e têm a obrigação moral de levar o mundo rumo à democracia e à liberdade – para justificar as ações de seu país no cenário global 

Em seu discurso Obama disse "Os EUA são excepcionais, em parte porque demonstramos o desejo, através do sacrifício de sangue e riqueza, de defender não apenas nosso interesse próprio, mas os interesses de todos."

O presidente americano disse que os EUA têm “humildade quando se trata de determinar os eventos dentro de outros países”, mas defendeu que o erro maior seria deixar o mundo à mercê dos riscos existentes.

Foco no Oriente Médio


O grosso do discurso de Obama na ONU foi dedicado ao Oriente Médio, região na qual ele disse que seu país concentrará esforços diplomáticos.

Obama disse que não tem interesse em mudar o regime no Irã nem impedir o país de ter acesso a tecnologia nuclear para fins pacíficos. Mas insistiu que o governo iraniano cumpra suas responsabilidades para com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Ele elogiou os sinais de moderação do recém-eleito presidente, Hassan Rouhani, mas disse que “palavras de conciliação precisam ser acompanhadas de ações transparentes e verificáveis”.

Obama também falou extensamente sobre a Síria, país que esteve a ponto de bombardear, não fosse um inesperado acordo negociado entre Washington e Moscou mediante o qual o regime sírio entregará suas armas químicas.

Obama disse que seus únicos interesses no país são eliminar o perigo deste arsenal, garantir a segurança do povo sírio e dos aliados regionais dos EUA, e evitar que o país em crise vire um refúgio para grupos terroristas.

“Não há Guerra Fria, não há nenhum jogo maior a ser ganho”, disse o presidente americano.

Mas ele qualificou de “fantasia” a ideia de que o presidente sírio Bashar al-Assad possa continuar no poder depois de um conflito que deixou mais de 100 mil mortos, nas estimativas da ONU.

Sobre o conflito entre israelenses e palestinos, Obama disse que, “da mesma forma que os palestinos não devem ser deslocados, o Estado de Israel está aqui para ficar”.

Abordagem 'mais ampla'


O presidente americano também indicou que entende as críticas aos EUA na sua política para o Egito, país cujo presidente, Mohammed Morsi, foi derrubado por um regime militar.

Washington tem sido questionado por não remover ajudas ao país que deveriam ser interrompidas em caso de golpes militares.

Obama afirmou que suas decisões em relação ao Egito refletem uma abordagem “mais ampla” da política americana para o Oriente Médio.

“Os EUA vão, às vezes, trabalhar com governos que não cumprem, pelo menos do nosso ponto de vista, as expectativas internacionais mais altas, mas que querem trabalhar conosco em nossos interesses fundamentais”, disse o presidente.

“Ao mesmo tempo que reconhecemos que nossa influência às vezes será limitada, e embora desconfiemos de esforços para impor a democracia pela força militar, e embora às vezes sejamos acusados de hipocrisia e inconsistência, vamos continuar engajados na região no longo prazo.”

“Alguns podem discordar, mas acredito que os EUA são excepcionais, em parte porque demonstramos o desejo, através do sacrifício de sangue e riqueza, de defender não apenas nosso interesse próprio, mas os interesses de todos.”

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/09/130924_obama_espionagem_ru.shtml

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Exército Brasileiro simula o emprego de Míssil Tático de Cruzeiro durante a Operação Laçador

Míssil Tático de Cruzeiro (MTC 300)


Pela primeira vez, durante a Operação Laçador, militares do Exército empregam, de maneira simulada, o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC 300) em operações conjuntas.

Inicialmente, o MTC será do tipo terra-terra, podendo atingir o alcance de até 300 quilômetros e será lançado pelas mesmas viaturas do Sistema ASTROS II, que serão modernizadas para a versão MK6, a fim de disparar foguetes e mísseis. O projeto da ogiva terá duas versões: Cabeça-de-Guerra do tipo Auto-Explosiva (AE), com peso máximo até 200 kg, contendo 109 kg de PBX como explosivo; e cabeça-de-guerra múltipla, com cerca de 66 submunições de 70 mm, podendo ser utilizado em alvo anticarro.

O programa de construção do MTC é parte do Projeto Estratégico do Exército (PEE) ASTROS 2020, uma das sete prioridades no processo de modernização da Força Terrestre. É um projeto 100% nacional, com independência tecnológica e propriedade intelectual do Exército Brasileiro. A previsão de entrega do primeiro lote está prevista para 2016.

A navegação do MTC é feita por meio de sensores de navegação inercial junto com GPS, com um sistema antijaming e rádio altímetro para mantê-lo na altitude correta em relação ao solo. Obedece seu curso em conformidade com as informações armazenadas a bordo, com possibilidade de serem estabelecidos waypoints.

O míssil poderá ser utilizado contra instalações estratégicas, alvos inimigos de valor (meios logísticos, artilharia, blindados e meios aéreos) e alvos que devam ser neutralizadas logo no início do conflito, normalmente associadas à obtenção de superioridade aérea e à quebra da capacidade de coordenação das ações pelo inimigo.

Durante a Operação Laçador, o emprego simulado do MTC permite atingir alvos anteriormente engajados somente pela Força Aérea ou Forças Especiais, participando, pela primeira vez, da fase de interdição da manobra, a cargo do Comandante do Teatro de Operações.

O emprego simulado do míssil, durante a Operação Laçador, permite o adestramento dos integrantes do Estado-Maior Conjunto, por meio da coordenação do espaço aéreo, bem como dos meios de apoio de fogo existentes na operação.

Dilma expressa repúdio à espionagem em Assembleia Geral da ONU

Assembleia-Geral das Nações Unidas


Como era previsto, a presidente Dilma Rousseff demonstrou repúdio e considerou como "afronta" a espionagem por conta do governo dos Estados Unidos. Em um inflado discurso diante de líderes internacionais, nesta terça-feira (24/9), na abertura da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, Dilma propôs a criação de um marco civil multilateral para proteger as nações da espionagem e a proteção eficaz dos dados que viajam através da internet. Tradicionalmente, Dilma foi a primeira presidente a discursar na ONU após as palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do presidente da Assembleia Geral, John Ashe (Antigua e Barbuda).

Ela considerou como "inadmissível" e "quebra do direito internacional" a espionagem tanto no Brasil quanto em outros países. "Semelhante ingerência é uma quebra do direito internacional e uma afronta", disse Dilma ao se referir às recentes revelações de espionagem vazadas pelo ex-consultor da inteligência Edward Snowden. Ao pedir que seja regulamentada a conduta dos Estados Unidos quanto à utilização destas tecnologias, ela ressaltou que o "ciberespaço não pode ser usado ou manipulado como arma de guerra através da espionagem, sabotagem". "Fizemos saber hoje o nosso protesto, exigindo explicações, deculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão". Para a governante, os problemas enfrentados transcedem o relacionamento bilateral e afeta a comunidade internacional e cobrou da ONU o empenho para resolver a crise instaurada.

No discurso, a presidente afirmou que não se sustentam os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo, pois o "Brasil é um país democrático que repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas". Ela disse ainda que o Brasil “redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados”.

Agenda sustentável


Dilma também pediu aos líderes uma concentração de esforços com eixo nos resultados da Conferência Rio+20, para que estes sejam o centro da agenda sustentável da ONU. "O sentido da agenda é a construção de um mundo onde seja possível conservar e proteger". O combate à pobreza é um dos temas mais urgentes e que exige a participação conjunta de todas as nações, afirmou a presidente, ao criticar que "a pobreza não é apenas um problema de países em desenvolvimento".

Ela propôs o estabelecimento de uma rede mundial de mecanismos capazes de garantir cinco princípios: da liberdade de expressão, privacidade do indíviduo e respéito aos direitos humanos; da governança democrática, multilateral e aberta; da universalidade que assegura o desenvolvimento social e humano; da diversidade cultural, sem imposição de crenças, costumes e valores; e a da neutralidade da rede.

Outro tema destacado durante a abertura da conferência foi a crise mundial, que também teve reflexos no Brasil, de acordo com a presidente. “Passada a crise, a situação ainda é frágil no mundo, com o desemprego”, frisou ao citar que mais de 200 milhões de pessoas estão desempregadas no mundo. “É o momento para reforçar tendências de crescimento. (...) Os países não podem comandar a retomada da crise”.

Em sua apresentação, Dilma falou também sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015 e as iniciativas tomadas por seu governo para melhorar a situação da população brasileira, pedindo a reforma de alguns organismos da instituição e lembrando que a ONU completará 70 anos de existência em 2015. "Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje. É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face os novos desafios do século XXI", afirmou Dilma.

Busca por paz


Sobre soluções para a crise que abala o Oriente Médio, principalmente a Síria, a líder brasileira reiterou princípios fundamentais da política externa do Brasil guiando pela defesa do multilateralismo. Afirmou que a crise na Síria causa "comoção e indignação" nos brasileiros. "O Brasil, que tem descendência síria, está profundamente envolvido". Para ela, não há saída militar, a única decisão é por meio de negociações, por meio do diálogo. No entanto, Dilma ressaltou que o esforço deve ser conjunto e criticou inclusive o papel exercido pelo Conselho de Segurança, que até agora não apresentou nenhuma medida capaz de terminar as guerras.

Dilma também apoiou o acordo entre EUA e Rússia para resolver conflito na Síria e disse que o governo de Bashar Al-Assad deve cumprir o acordo. A presidente ainda falou sobre a situação de Israel e Palestina e da urgência de paz que os dois países necessitam diante das transformações.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

P-3AM defende polo naval de Rio Grande em conflito simulado

P-3AM


O polo naval de Rio Grande é conhecido pela fabricação de plataformas que são destinadas à exploração de petróleo na região do pré-sal, na Bacia de Santos. A maior plataforma semissubmersível do Brasil, a P-55, foi inaugurada esta semana, e estão previstas, ainda, as construções dos modelos P-75 e P-77. Para defender uma área tão estratégica para o país, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha do Brasil fazem exercícios simulados no Porto de Rio Grande na Operação Laçador. A aeronave P-3AM, do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1o/7o GAV), o Esquadrão Orungan, foi destacada para as missões.

De acordo com o Comandante da aeronave, Major Aviador Allan Davis Cabral da Costa, o P-3AM percorreu uma área marítima de 71.133 km2 nas primeiras missões, desde a Bacia Petrolífera do Paraná até a região do Porto de Rio Grande.

“O P-3AM possui a autonomia de até 16 horas de voo, velocidade e sensores embarcados no estado da arte, e pode cobrir uma extensa área sobre o mar. Assim, pode identificar com precisão os tráfegos de navios mercantes dos tráfegos de navios militares, sendo estes amigos ou não”, explica o militar.

Na Operação Laçador a aeronave P-3AM realiza missões de patrulha marítima na região do Porto do Rio Grande. Uma das missões do guardião do pré-sal é proteger com as outras Forças Armadas os cerca de 3,5 milhões de km2 da Zona Econômica Exclusiva do país.

“A partir do que for captado nos sensores, a aeronave pode fornecer informações que ajudam os navios da Marinha na defesa de áreas julgadas de interesse nacional, como os principais portos e bacias petrolíferas do país. É por essa razão que o P-3AM é reconhecido como o guardião do pré-sal”, conta o Major Allan.

Além dos P-3AM, as aeronaves de Patrulha P-95B Bandeirulha do Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7° GAV), o Esquadrão Phoenix, também participam da Operação Laçador.

Satélite CBERS-3 passa pelos últimos testes e deve ser lançado em Dezembro

Cbers


A terceira versão do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers na sigla em inglês) passa pelos últimos testes na China estando mantida a previsão para lançamento em dezembro próximo. A chamada Revisão Final de Projeto (FDR), realizada em agosto, é uma etapa importante que antecede o lançamento.

Em Beijing, na China, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) apresentaram e discutiram os resultados dos testes elétricos e ambientais realizados no Cbers-3.

O satélite é o quarto desenvolvido pelo Programa Cbers, parceria com a China que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra. “Não tendo sido identificada discrepância de maior relevância, a conclusão dos especialistas dos dois países foi de que o satélite está pronto para iniciar a sua campanha de lançamento”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, engenheiro do Inpe.

A próxima atividade será o acondicionamento do Cbers-3 no container de transporte. O satélite será levado ao Centro de Tayuan assim que esse autorize o início das atividades de lançamento.

Programa Cbers


Satélites de sensoriamento remoto são uma poderosa ferramenta para monitorar o território de países de extensão continental, como o Brasil e a China. Por meio da parceria entre o Inpe e a Cast, já foram lançados três satélites (Cbers-1, em 1999; Cbers-2, em 2003; e Cbers-2B, em 2007). O Cbers-4 tem lançamento previsto para 2015.

O Cbers é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. A política industrial adotada pelo Inpe permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais. Assim, além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o Cbers se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.

O Programa também tornou o Brasil o primeiro país do mundo a distribuir, pela internet, imagens de satélites sem custo ao usuário. Desde 2004, os dados distribuídos pelo Inpe são usados no monitoramento de florestas, mapeamentos de áreas agrícolas e do crescimento urbano, entre outros. A disponibilidade dos dados resulta na criação de novas aplicações, com reflexos no desenvolvimento socioeconômico do país.

Conheça o Programa Cbers na página www.cbers.inpe.br

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

FAB finaliza testes da primeira plataforma autônoma aerotransportável para carregamento de pallets produzida no Brasil


Mamuth



A primeira plataforma autônoma aerotransportável para carregamento de pallets produzida pela indústria nacional passou nos testes operacionais finalizados na quarta-feira (18/09) pelo Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA). O projeto foi desenvolvido pelo Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), unidade da Força Aérea Brasileria responsável pela nacionalização, em parceria com a fabricante de veículos especiais Lavrita Engenharia.


Mamuth

A plataforma, batizada de “Mamuth”, foi feita sob medida para o C-130 Hércules, aeronave utilizada atualmente, e também para o KC-390. Com capacidade de 18.000kg, o novo equipamento aumenta a operacionalidade das missões de transporte logístico e deve ser utilizado inclusive no Haiti, missão humanitária que despertou a necessidade do projeto em 2010. A nova plataforma permite suprir as necessidades operacionais da FAB com mais agilidade de carga e descarga de aeronaves, mesmo em aeroportos que não ofereçam apoio em solo.

Além da evolução na operacionalidade e na facilidade de manutenção, a plataforma se destaca pela segurança de operadores e cargas. Foram dois anos de trabalho conjunto entre o CELOG e a empresa para desenvolver a tecnolgoia e garantir o índice mínimo de 75% de nacionalização do produto.



Rio Grande do Sul quer sediar polo Aeroespacial



O segundo polo aeroespacial do país deve ser instalado no Rio Grande do Sul. Há cinco meses o governo do estado assinou acordo com a companhia israelense do ramo da eletrônica de defesa Elbit Systems, para que ela seja a empresa integradora da iniciativa, por meio da sua subsidiária no Brasil, a AEL Sistemas.

Com o parecer positivo do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, para sua criação o grupo que forma o polo se organiza para auxiliar o país no desafio de se tornar menos dependente de tecnologias estrangeiras.

Em entrevista para o Informe da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica.(Abipti), o presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, diz como a iniciativa será estruturada e operada.

Uma das constantes reclamações da nossa indústria aeroespacial é a falta de compras públicas. Muitas empresas já fecharam as portas por não conseguir se manter. É viável a construção deste novo polo?

Segundo estimativas do Plano Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), o governo federal deve investir R$ 9 bilhões para a construção de 14 satélites. O plano também ressalta que os equipamentos deverão ter conteúdo local, assim como a montagem, teste e lançamento do satélite. Dessa forma, haverá demanda e recursos suficientes para tornar a nossa iniciativa perfeitamente viável. O polo se concentrará no desenvolvimento de pequenos satélites. Para isso, detemos toda a infraestrutura necessária, pois trabalharemos em conjunto com a base industrial, as universidades, os institutos de pesquisa e o governo do estado.

As universidades, indústria e institutos de pesquisa têm expertise para trabalhar com tecnologias do setor?

Hoje, a indústria eletroeletrônica gaúcha está voltada para componentes aeronáuticos. A AEL, que é uma grande empresa de Porto Alegre, é fornecedora da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O que ela fará é trazer o conhecimento e a expertise da Elbit, que tem reconhecimento internacional na área de eletrônicos de defesa e que tem cooperações técnicas internacionais, com a Rússia na parte de satélites, a Ucrânia em lançadores e com uma empresa alemã na área de controle de satélites. Pretendemos absorver esse conhecimento e transferi-lo para as demais indústrias que farão parte desse grupo.

O conhecimento virá todo de fora?

Não. Dominamos muito conhecimento de grupos de pesquisa das universidades pertencentes ao polo gaúcho. Cito o exemplo de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que tem reconhecimento internacional no que diz respeito ao impacto das radiações cósmicas sobre os componentes dos equipamentos do satélite. Esse know-how será transferido para a indústria e resultará em produtos que incorporarão satélites produzidos, desenvolvidos e montados aqui.

Além da UFRGS, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) também têm grupos de pesquisa e desenvolvimento nesta área espacial.

Qual é a participação do Cientec no polo?

Atuaremos na avaliação de conformidade de componentes de equipamentos que serão construídos no país. Faremos todos os ensaios de avaliação nos nossos laboratórios, que é a nossa expertise. Essa será a nossa grande contribuição.

Como será o gerenciamento do polo?

No atual estágio, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul (Scit) coordena todo o processo. Ela integra a universidade, o instituto tecnológico, a indústria e o governo. Em um segundo momento, será criada a Rede Espacial. Ela funcionará nos moldes da RedePetro, iniciativa que congrega empresas privadas e instituições de ensino e pesquisa para que, juntas, possam fazer frente aos desafios do mercado por meio de novas tecnologias e de parcerias produtivas.

A Rede Espacial será um grupo permanente, coordenado pela secretaria, que integrará a indústria, a academia e as demandas do governo federal por satélite. Ele deve se reunir a cada 15 dias para discutir as demandas reais com todos os atores da iniciativa.

domingo, 22 de setembro de 2013

Militares da 6ª Divisão de Exército realizam a transposição do rio Santa Maria



No dia 18 de setembro, militares da 6ª Divisão de Exército, que integra a Força Terrestre Componente do Teatro de Operações Laçador, realizaram a transposição do rio Santa Maria, simbolizando o rompimento da Linha de Contato e consequentemente o início da Operação Conjunta de Adestramento Laçador.

A transposição foi precedida por uma concentração de fogos de artilharia e de morteiro e pelo estabelecimento da superioridade aérea na área de travessia pela Força Aérea Componente, o que garantiu a segurança local para a tropa de Engenharia realizar seus trabalhos.

Inicialmente, militares do 9º Batalhão de Infantaria Motorizado e do Grupamento de Fuzileiros Navais de Rio Grande realizaram a travessia do rio, utilizando embarcações de assalto meio-pontão, e estabeleceram uma Cabeça de Ponte, como ação preliminar para o prosseguimento da operação ofensiva.

Em seguida, o 3º Batalhão de Engenharia de Combate, o 6º Batalhão de Engenharia de Combate e o 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado realizaram a montagem de uma passadeira de alumínio, de duas portadas tática leve classe 16 e de uma portada modular pesada Krupp classe 70.

Pelos meios de transposição disponibilizados pelos Batalhões de Engenharia, foi possível a travessia de tropa de Infantaria, de blindados Leopard, de blindados M113, de blindados Cascavel, de blindados Urutu, de obuseiros 155 mm e sua viatura tratora e de outras viaturas leve.

O evento contou com a participação do Comandante do Teatro de Operações Laçador, General de ExércitoCarlos Bolivar Goellner, de oficias-generais da Marinha e do Exército, de oficiais de nações amigas e de militares das Forças Armadas envolvidos na operação.

A Operação Laçador é um exercício de adestramento conjunto conduzido pelo Ministério da Defesa, sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, na região Sul do Brasil, com a participação da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

Dilma adia viagem oficial aos Estados Unidos



A presidenta Dilma Rousseff anunciou, por meio de nota, o adiamento da visita de Estado que faria aos Estados Unidos em outubro. De acordo com o texto, "tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada".

Segundo a nota oficial, a decisão foi tomada pelos dois presidentes - Dilma Rousseff e Barack Obama. "Dessa forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada", acrescentou a nota, entregue pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.

"O governo brasileiro confia em que, uma vez resolvida a questão de maneira adequada, a visita de Estado ocorra no mais breve prazo possível, impulsionando a construção de nossa parceria estratégica e patamares ainda mais altos", diz o texto.

A nota oficial ressalta a importância e diversidade do relacionamento entre os dois países, fundado no respeito e na confiança mútua. "Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países”.

No entanto, pondera que as práticas de espionagem não condizem com a relação de amizade entre Brasil e Estados Unidos. “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou ontem (16) para a presidenta da República, Dilma Rousseff, para tratar da viagem.

Desde a divulgação de denúncias de que os Estados Unidos espionaram dados da presidenta, e depois da Petrobras, o governo passou a cogitar o adiamento da visita. A presidenta se reuniu ontem (16) com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para discutir o retorno dado pelo governo norte-americano aos questionamentos do Brasil sobre as denúncias.

Figueiredo esteve em Washington na semana passada para tratar do assunto com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice. Há dez dias, durante a Cúpula do G20, na Rússia, o presidente Barack Obama se comprometeu com a presidenta Dilma a responder aos questionamentos do governo brasileiro em uma semana, prazo que expirou.

sábado, 21 de setembro de 2013

Encontro Anual de Paraquedistas na Guarnição de Brasília



No dia 13 de setembro, no quartel do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, ocorreu o Encontro Anual de Paraquedistas da Guarnição de Brasília – 2013. A atividade contou com a presença de mais de 350 militares da ativa e da reserva e promoveu o congraçamento entre paraquedistas de diversas gerações, além de contribuir para a preservação da mística dos "guerreiros alados".

Como parte do evento, foi realizada uma demonstração de salto livre a 9000 pés, com lançamento da aeronave C-130 Hércules, de integrantes do Comando de Operações Especiais e da Brigada de Infantaria Paraquedista. 

Participaram da demonstração de salto o Comandante de Operações Especiais, General de Brigada Júlio Cesar de Arruda, e o Comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista, General de BrigadaRoberto Escoto, além de outros setenta militares paraquedistas das duas grandes unidades operacionais. Um dos pontos altos da demonstração foi a apresentação da Equipe de Salto Livre do Exército Brasileiro – os "Cometas".

Procurador-geral da República diz que mensaleiros podem ser presos antes de novo julgamento

Procurador-geral da República Rodrigo Janot


O novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta sexta-feira (20), em entrevista à TV Globo, que condenados no processo do mensalão com direito a um novo julgamento podem ser presos antes mesmo que esse novo julgamento aconteça.

Janot, que tomou posse na última terça-feira, disse que não fará novo pedido de prisão dos réus – o pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo antecessor Roberto Gurgel e negado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.

Ele afirmou que um novo pedido não é necessário porque, após o trânsito em julgado dos crimes em relação aos quais os condenados não têm direito a um novo julgamento, a "consequência imediata" é a prisão (leia mais abaixo). O trânsito em julgado se dá a partir do momento em que não há mais possibilidade de recursos para os condenados.

Nesta quarta (18), o Supremo decidiu que, nas condenações pelos crimes em que obtiveram pelo menos quatro votos favoráveis, os réus têm direito a um novo julgamento, com a apresentação dos recursos chamados de embargos infringentes. Isso favorecerá 12 condenados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na interpretação do procurador, a pena para os outros crimes nos quais esses mesmos condenados não tenham obtido quatro votos a favor deve ser executada assim que transitar em julgado.

Essa questão ainda terá de ser decidida pelo plenário do Supremo. Advogados de réus argumentam que as prisões não podem acontecer se ainda houver recursos pendentes de quaisquer dos crimes pelos quais o réu responde.

Para Janot, se em um dos crimes pelos quais respondeu, o réu não tiver mais possibilidade de recorrer, o processo se encerra nesse caso específico, e ele passa a ficar sujeito à prisão, mesmo se ainda houver recurso pendente de outra acusação em relação à qual ainda poderá vir a ser absolvido.

"Se existem crimes que não são submetidos mais a recurso, ou porque se exauriram os recursos ou porque o Supremo reconhece que não cabem mais recursos, a decisão nessa parte transitou em julgado. Tendo transitado em julgado, ela exigirá o seu cumprimento imediato", disse o novo procurador-geral da República.

Os embargos infringentes só poderão ser apresentados após a publicação do julgamento dos primeiros recursos, os chamados embargos de declaração, o que deve ocorrer até novembro.

Após a publicação do acórdão com as decisões sobre os embargos de declaração, os réus terão 30 dias para apresentar os infringentes. O julgamento desses embargos só deve ocorrer no ano que vem.

Quem não tem direito aos infringentes pode apresentar os segundos embargos de declaração, após a publicação do acórdão. Nessa fase, o Supremo pode considerar esse segundo recurso como protelatório e determinar as prisões. Foi o que o tribunal fez no caso do deputado Natan Donadon, preso em junho.

Janot entende que Supremo deve agir da mesma forma no processo do mensalão. "Os infringentes se referem a dois crimes: lavagem de dinheiro e quadrilha. Os demais réus não submetidos à possibilidade dos embargos infringentes poderão – não estou dizendo que farão – poderão apresentar novos embargos de declaração. Qual é a jurisprudência do Supremo? A partir do momento em que o Supremo entenda que os embargos de declaração são procastinatórios, o Supremo reconhece o trânsito em julgado da sua própria decisão e dá cumprimento a ela", explicou o novo procurador.

Doze réus têm direito aos embargos infringentes, e, por consequência, a um novo julgamento para reexaminar os crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Desses 12, dez foram condenados por mais de um crime e, se for aceita a tese defendida pelo procurador, poderão começar a cumprir suas penas ainda neste ano.

Entre eles, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o operador do esquema do mensalão, Marcos Valério.

A possibilidade de prisão dos condenados com direito a novo julgamento já foi defendida pelos ministros do Supremo Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes.

Uma súmula do tribunal (resumo de decisões já tomadas várias vezes em casos parecidos), aprovada em dezembro de 1963 com base em três decisões, estabelece que quando os embargos infringentes questionam apenas uma parte do que foi decidido pela Corte, a outra parte da determinação pode ser executada.

Pedido de prisão


Janot descarta fazer um novo pedido de prisão e afirma que isso já foi feito por seu antecessor Roberto Gurgel, no ano passado. O pedido foi negado pelo relator do processo Joaquim Barbosa. Para o novo procurador-geral, a jurisprudência do Supremo é de que a prisão só se dará quando não houver mais possibilidade de recurso.


"O pedido do Ministério Público já foi feito no processo. Então, o que se aguarda, segundo a jurisprudência do Supremo é o trânsito em julgado da decisão. Transitado em julgado, a consequência imediata será o cumprimento da sentença penal condenatória", disse.

O procurador lembrou que, depois que os condenados com direito a infringentes apresentarem recursos, ele terá os mesmos 30 dias para contestar os argumentos da defesa.

Janot trabalha com a possibilidade de concluir seu parecer em menos tempo. Antes dos recursos chegarem, ele já estuda as questões jurídicas que estarão em debate sobre os crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. "Esse prazo será rigorosamente observado. Pode ser que eu faça antes", frisou.

Combate à impunidade
Para o novo procurador-geral, o resultado do julgamento do mensalão demonstrou que o Brasil deu "passos firmes" no combate à impunidade.

"O resultado deste caso tem demosntrado que o Judiciário estão cada vez mais republicanos. Esse é um processo que chegou ao seu final independentemente das pessoas envolvidas nesse caso, o que demonstra que o combate à impunidade no Brasil não se faz por saltos, se faz por passos e passos firmes. Passos que nos levam à frente. Se a gente olhar para trás e comparar ao dias de hoje, com certeza vamos constatar que caminhamos muito, mas muito no combate à impunidade", declarou.


Mesmo assim, segundo o procurador, o julgamento de processo judicial não pode servir de "linchamento público".

"Existe um sistema de recursos que permite a ampla defesa dos acusados e isso está sendo observado sem que isso impeça a aplicação final da lei e a condenação daqueles que erraram no caminhar das duas próprias vidas", afirmou.

Alcance dos infringentes


O novo procurador também não considera possível que os embargos infringentes possam ser usados para rever outras decisões do Supremo, como o cálculo das penas de prisão e das multas.

As defesas dos condenados já sinalizaram a intenção de propor um novo exame dos casos em que os réus tiveram quatro votos favoráveis a uma pena ou multa menor.






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Submarino Tapajó é recepcionado com honras após comissão nos EUA

Submarino Tapajó


Após sete meses em comissão, na Costa Leste dos Estados Unidos da América (EUA), onde participou de operação militar conjunta com a marinha norte-americana, a VI Deployment 2013, o Submarino “Tapajó” (S-33) foi recepcionado com honras de passagem, na manhã do dia 18 de setembro, pelos Submarinos “Timbira” e “Tikuna” e um helicóptero HI-6B “Bell Jet Ranger III”. O evento ocorreu nas proximidades da Ilha Rasa, ao largo da Praia de Copacabana.

Os submarinos, então, demandaram em formatura a entrada da Baía de Guanabara, atracando, na Base de Submarinos, em Niterói. A operação foi acompanhada de perto pelo helicóptero da Marinha e por jornalistas dos principais veículos de comunicação, a bordo do Aviso de Instrução “ALMIRANTE JÚLIO HESS”.

Submarinos Tikuna, Tapajó e Timbira

Submarinos "Tikuna", "Tapajó" e "Timbira" navegam em formatura pela Baía de Guanabara rumo à Base de Submarinos

Após a atracação, o Comandante do Submarino “Tapajó”, Capitão-de-Fragata Horácio Cartier, recebeu os cumprimentos do Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos, que entregou ao navio uma placa em reconhecimento à missão bem cumprida. Em seguida, a tripulação foi recepcionada com emoção por seus familiares.

Submarino Tapajó

Ministério Público da Suíça revela que PSDB recebeu R$ 64 milhões em propina

Mário Covas



Agora, com base numa pilha de documentos que o Ministério da Justiça recebeu das autoridades suíças com informações financeiras e quebras de sigilo bancário, já é possível saber detalhes do que os investigadores avaliam ser uma das principais contas usadas para abastecer o propinoduto tucano. De acordo com a documentação obtida com exclusividade por ISTOÉ, a até agora desconhecida “conta Marília”, aberta no Multi Commercial Bank, hoje Leumi Private Bank AG, sob o número 18.626, movimentou apenas entre 1998 e 2002 mais de 20 milhões de euros, o equivalente a R$ 64 milhões. O dinheiro é originário de um complexo circuito financeiro que envolve offshores, gestores de investimento e lobistas.

Uma análise preliminar da movimentação da “conta Marília” indica que Alstom e Siemens partilharam do mesmo esquema de suborno para conseguir contratos bilionários com sucessivos governos tucanos em São Paulo. Segundo fontes do Ministério Público, entre os beneficiários do dinheiro da conta secreta está Robson Marinho, o conselheiro do Tribunal de Contas que foi homem da estrita confiança e coordenador de campanha do ex-governador tucano Mário Covas. Da “Marília” também saíram recursos para contas das empresas de Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas, lobistas que serviam de intermediários para a propina paga aos tucanos pelas multinacionais francesa e alemã.

O lobista Arthur Teixeira personifica o elo entre os esquemas Alstom e Siemens. Como ISTOÉ já revelou numa série de reportagens recentes, com base nas investigações em curso, Teixeira e seu irmão Sérgio (já falecido) foram responsáveis por abrir as empresas Procint e Constech, além das offshores Leraway Consulting e Gantown Consulting, no Uruguai, com o único objetivo de servir de ponte ao pagamento de comissões a servidores públicos e a políticos do PSDB. Teixeira tinha acesso privilegiado ao secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e ao diretor de Operação e Manutenção da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), José Luiz Lavorente, o encarregado da distribuição em mãos da propina.

Até 2003 conhecido como Multi Commercial Bank, depois Safdié e, a partir de 2012, Leumi Private Bank AG, a instituição bancária tem um histórico de parcerias com governos tucanos. Em investigações anteriores, o MP já havia descoberto uma outra conta bancária nesse banco em nome de Villas Boas e de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Apesar de estar fora da administração paulista numa das épocas do pagamento de propina, Fagali manteria, segundo a Polícia Federal, ascendência e contatos no governo paulista. Por isso, foi indiciado pela PF sob acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Fagali Neto também é irmão de José Jorge Fagali, que presidiu o Metrô na gestão de José Serra. José Jorge é acusado pelo MP e pelo Tribunal de Contas Estadual de fraudar licitações e assinar contratos superfaturados à frente do Metrô.

O lobista Arthur Teixeira personifica o elo entre os esquemas Alstom e Siemens. Como ISTOÉ já revelou numa série de reportagens recentes, com base nas investigações em curso, Teixeira e seu irmão Sérgio (já falecido) foram responsáveis por abrir as empresas Procint e Constech, além das offshores Leraway Consulting e Gantown Consulting, no Uruguai, com o único objetivo de servir de ponte ao pagamento de comissões a servidores públicos e a políticos do PSDB. Teixeira tinha acesso privilegiado ao secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e ao diretor de Operação e Manutenção da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), José Luiz Lavorente, o encarregado da distribuição em mãos da propina.

Até 2003 conhecido como Multi Commercial Bank, depois Safdié e, a partir de 2012, Leumi Private Bank AG, a instituição bancária tem um histórico de parcerias com governos tucanos. Em investigações anteriores, o MP já havia descoberto uma outra conta bancária nesse banco em nome de Villas Boas e de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Apesar de estar fora da administração paulista numa das épocas do pagamento de propina, Fagali manteria, segundo a Polícia Federal, ascendência e contatos no governo paulista. Por isso, foi indiciado pela PF sob acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Fagali Neto também é irmão de José Jorge Fagali, que presidiu o Metrô na gestão de José Serra. José Jorge é acusado pelo MP e pelo Tribunal de Contas Estadual de fraudar licitações e assinar contratos superfaturados à frente do Metrô.

Para os investigadores, a “conta Marília” funcionaria como uma espécie de “conta master”, usada para gerenciar recursos de outras que, por sua vez, abasteceram empresas e fundações de fachada, como Hexagon Technical Company, Woler Consultants, Andros Management, Janus, Taltos, Splendore Associados, além da já conhecida MCA Uruguay e das fundações Lenobrig, Nilton e Andros. O MP chegou a pedir, sem sucesso, às autoridades suíças e francesas o arresto de bens e o bloqueio das contas das pessoas físicas e jurídicas citadas. Os pedidos de bloqueio foram reiterados pelo DRCI, mas não foram atendidos. Os investigados recorreram ao STJ para evitar ações similares no Brasil.

O MP já havia revelado a existência das contas Orange (Laranja) Internacional, operada pelo MTB Bank de Nova York, e Kisser (Beijoqueiro) Investment, no banco Audi de Luxemburgo. Ou seja, “Marília” é mais um nome próprio no dicionário da corrupção tucana. Sabe-se ainda que o cartel operado pelas empresas Siemens e Alstom, em companhia de empreiteiras e consultorias, usava e-mails cifrados (leia quadro).


RELAÇÃO COM FHC - Um dos beneficiários da propina oriunda da Suíça, Geraldo Villas Boas mantinha uma conta conjunta com Jorge Fagali Neto, ex-diretor de projetos do
Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão de Fernando Henrique Cardoso



Os novos dados obtidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça dão combustível para o aprofundamento das investigações no Brasil. Além do processo administrativo aberto pelo Cade sobre denúncia de formação de cartel nas licitações de São Paulo e do Distrito Federal, outras duas ações sigilosas, uma na 6ª Vara Federal Criminal e outra na 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, apuram crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Além de altos funcionários do Metrô, como os já citados Lavorente e Fagali, as investigações apuram a participação do ex-secretário de Energia e vereador Andrea Matarazzo, em razão de contratos celebrados entre a Companhia de Energia de São Paulo (CESPE) e a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. (EPTE).

Na documentação encaminhada pelo DRCI ao MP de São Paulo, a pedido do promotor Silvio Marques, também constam novos dados bancários de vários executivos franceses, alemães e brasileiros que tiveram algum tipo de participação no esquema de propinas. São eles os franceses Michel Louis Mignot, Yves Barbier de La Serre, André Raymond Louis Botto, Patrick Ernest Morancy, Jean Pierre Antoine Courtadon e Jean Marcel Jackie Lannelongue e os brasileiros José Amaro Pinto Ramos, Sabino Indelicato e Luci Lopes Indelicato, além do alemão Oskar Holenwger, que operou em toda a América Latina. Na Venezuela, Holenwger é citado junto a Mignot, La Serre, Morancy e Botto em investigação sobre lavagem de dinheiro, apropriação indébita qualificada, falsificação de documentos e suposta corrupção de funcionários públicos do setor de energia.

O apoio das autoridades de França e Suíça às investigações brasileiras não tem sido tão fácil, e a cooperação é mais recente do que se pensava. O Ministério da Justiça chegou a pedir o compartilhamento de informações ainda em 2008 – auge da investigação da Siemens e da Alstom. Mas não foi atendido. Os franceses lembraram que, nos termos do acordo bilateral, a cooperação só pode se desenrolar por via judicial. Dessa forma, foi necessário notificar o Ministério Público Federal para que oficiasse junto à 6ª Vara Criminal Federal e à 13ª Vara da Fazenda Pública. O compartilhamento só foi efetivado em dezembro de 2010.

A Suíça, ainda em março de 2010, solicitou a cooperação brasileira na apuração das denúncias lá, uma vez que parte do dinheiro envolvido nas transações criminosas teria sido depositada em bancos suíços. Os primeiros dados, relativos à empresa MCA e ao Banco Audi de Luxemburgo, chegaram ao Brasil em julho de 2011. Foram solicitadas ainda oitivas com determinadas testemunhas, o que foi encaminhado ao MPF em São Paulo e à Procuradoria Geral da República (PGR). Paralelamente, a Polícia Federal abriu o inquérito nº 0006881-06.2010.403.6181, mas só no último dia 25 de julho o procurador suíço enviou às autoridades os dados bancários solicitados, por meio de uma decisão denominada “conclusive decrees”, proferida em 14 e 24 de junho. Foi com base nisso que a Suíça já bloqueou cerca de 7,5 milhões de euros que estavam na conta conjunta de Fagali e Villas Boas, no Safdié. Tratou-se de uma decisão unilateral suíça e a cifra não é oficial – foi fornecida ao Ministério da Justiça por fonte informal. A Suíça só permite o uso dos dados enviados em procedimentos criminais.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O novo Navio de Patrulha Oceânica da Marinha do Brasil chega ao País

Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Araguari”


Após um mês e meio de trânsito para o Brasil, o Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Araguari”, a mais nova aquisição da Marinha do Brasil, atracou no dia 18 de setembro na Base Naval do Rio de Janeiro.

A aquisição do “Araguari” faz parte do Programa de Reaparelhamento da Marinha, ele é o último dos três Navios-Patrulha Oceânicos de 1.800 toneladas, construídos pela “BAE Systems”. Sua chegada ao País marca um importante incremento para a segurança e proteção das riquezas da “Amazônia Azul”. O primeiro, NPaOc “Amazonas”, foi entregue à Marinha no dia 29 de junho de 2012 e o segundo, o NPaOc “Apa”, foi incorporado em 30 de novembro do mesmo ano.

O NPaOc “Araguari” foi incorporado à Força, no dia 21 de junho, em Portsmouth, no Reino Unido, e suspendeu, no dia 3 de agosto, em direção ao Brasil, fazendo escala nos portos de Lisboa (Portugal), de Mindelo (Cabo Verde), de Lagos (Nigéria), de Douala (Camarões) e de Malabo (Guiné Equatorial), além de ter fundeado nas proximidades do porto de São Tomé (São Tomé e Príncipe). Durante a sua comissão, participou de eventos protocolares e pôde interagir com as Marinhas dos países africanos visitados, realizando exercícios conjuntos, como por exemplo, treinamento de ações antipirataria.

A principal característica desses meios é a flexibilidade, o que torna possível serem utilizados em diversas tarefas, tais como: patrulha naval, assistência humanitária, busca e salvamento, fiscalização, repressão às atividades ilícitas e prevenção contra a poluição hídrica.

O “Araguari” é o quarto navio a ostentar esse nome na Marinha e é uma homenagem a um rio de Minas Gerais que atravessa a região do Triângulo Mineiro. O meio naval ficará subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, sob a jurisdição do Comando do 3° Distrito Naval.

Principais características:

  • Comprimento Total: 90,5 metros
  • Comprimento entre Perpendiculares: 83 metros
  • Boca Máxima: 13,5 metros
  • Calado: 4,5 metros
  • Deslocamento Carregado: 2.170 toneladas
  • Velocidade Máxima com 2 MCP: 25 nós
  • Raio de Ação a 12 Nós: 5.500 milhas náuticas
  • Autonomia: 35 dias
  • Capacidade de Tropa Embarcada: 51 militares
  • Capacidade de Transporte de Carga: 06 Conteineres de 15 toneladas
  • Armamento: 01 canhão de 30mm e 02 metralhadoras de 25mm
  • Sistema de Propulsão: 2 Motores MAN 16V28/33D 7.350 HP
  • Geração de Energia: 3 Geradores CATERPILLAR de 550 kW
  • 1 Gerador CATERPILLAR de 200kW
  • Tripulação: 11 Oficiais, 21 SO/SG e 48 CB/MN

Brasil pede fim do envio de armas para a Síria



O Brasil quer uma ação do Conselho de Segurança da ONU para bloquear o fluxo de armas para a Síria. Apesar de saudar o acordo entre americanos e russos para eliminar o arsenal químico sírio, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, criticou ontem a "paralisia" da ONU e lembrou que a grande maioria das mortes ocorridas na guerra civil foi causada por armas convencionais, "Defendemos a cessação imediata do fluxo de armas convencionais, que só tem agravado o drama. Esse fluxo é parte do problema e tem de ser equacionado. Sem dúvida, esperamos que o Conselho de Segurança possa se pôr de acordo para determinar isso", afirmou o chanceler em entrevista em Brasília.

Os EUA tem fornecido armas para os Terroristas Sírios e a Russia e Irã tem fornecido armas para a Ditadura Síria e até o momento mais de 100 mil pessoas morreram na Guerra Civil Síria.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Morre o último piloto Brasileiro veterano da Segunda Guerra Mundial, Major-Brigadeiro Miranda Corrêa

Major-Brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa

Morreu no último domingo (15/09), no Rio de Janeiro, o Major-Brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa. Ele faleceu às 13h13min, aos 93 anos, no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), onde estava internado.

O Major-Brigadeiro Miranda Corrêa integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, como Piloto de Combate e Oficial de Informações. Entre 13 de novembro de 1944 e 03 de janeiro de 1945, ele cumpriu 8 missões de guerra. Atualmente, ele era o último dos pilotos veteranos da Segundo Guerra vivo. Antes de combater na Itália, o então Tenente Aviador Miranda Corrêa realizou seu treinamento como Piloto de Combate nos Estados Unidos e no Panamá.

Após regressar ao Brasil, permaneceu no 1º GAVCA, sediado na Base Aérea de Santa Cruz (BASC). Posteriormente, realizou o curso de Engenheiro Aeronáutico e atuou como Diretor de Engenharia na Diretoria do Material e na Diretoria de Rotas. Morando no Canadá, atuou na Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), na cidade de Montreal.

Entre as condecorações com as quais foi agraciado ao longo de sua carreira, destacam-se: Cruz de Aviação - Fita A, Campanha da Itália, Campanha Atlântico Sul, Ordem do Mérito Aeronáutico, Medalha Mérito Santos Dumont, Distinguished Flying Cross (por ter afundado um submarino Alemão na costas do Rio de Janeiro), Presidential Unit Citation e Bronze Star, sendo as três últimas concedidas pelo Governo Americano.

O Major-Brigadeiro Miranda Corrêa deixa a viúva Maria Eliane Pires Chaves e dois filhos. O velório está sendo realizado na Capela do HCA, e o sepultamento será no cemitério São João Batista, às 14 horas.

Polícia confirma fraude em votação dos royalties do Petróleo

Deputado federal Jorge Oliveira, o Zoinho (PR-RJ)

A Polícia Legislativa da Câmara atestou, em inquérito encaminhado ao Ministério Público, fraude na votação dos vetos presidenciais ao projeto que tratava da redistribuição dos royalties do petróleo, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio. Segundo Sampaio, teria havido uma falsificação da assinatura do deputado federal Jorge Oliveira, o Zoinho (PR-RJ), na cédula de votação na sessão em 6 de março deste ano. O Ministério Público Federal já decidiu pedir mais informações ao Congresso, que terá 60 dias para responder sobre o que aconteceu na votação.

- A Polícia Legislativa fez uma perícia e concluiu que houve falsificação da assinatura. Há três dias concluiu a análise e enviou para o Ministério Público - disse o diretor-geral.

Os vetos da presidente Dilma Rousseff foram rejeitados por 54 senadores, em um total de 63 que votaram, informou a Secretaria Geral da Mesa do Congresso, após encerrada a contabilização dos votos. Na Câmara, a votação pela derrubada do veto variou de 349 a 354 entre os 142 dispositivos que foram avaliados na cédula. Para a derrubada, era preciso maioria absoluta, ou seja, 41 senadores e 257 deputados.

Ainda de acordo com o diretor, não há como prever as consequências da fraude para a sessão que derrubou o veto da presidente Dilma Rousseff.

- Caberá ao presidente do Congresso (senador Renan Calheiros) dizer quais as providências a serem tomadas no âmbito político legislativo. No âmbito criminal, é o Ministério Público quem vai dizer o que vai acontecer - explicou Sampaio.

Dilma vetou mais de cem dispositivos da lei aprovada pelos parlamentares, que determina que os estados e municípios não-produtores passem a receber mais recursos dos royalties de áreas já licitadas e de áreas que virão a ser leiloadas, ao mesmo tempo em que reduz a parcela dos Estados produtores. A presidente editou uma medida provisória prevendo que os percentuais definidos pelo Congresso valerão apenas para contratos firmados a partir de sua edição e destina 75% desses recursos à Educação e 25% à Saúde, o que já foi confirmado pelo Congresso.

Com a derrubada dos vetos, foi restabelecido o texto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pelo qual a participação dos estados produtores nos royalties cai de 26,25% para 20%. Mas a mudança não entrou em vigor após liminar concedida em março pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo cálculos da Secretaria do Desenvolvimento do Estado do Rio, o estado pode perder R$ 74,4 bilhões entre 2013 e 2020 com royalties e Participações Especiais (PEs) se a redistribuição dos royalties entrar em vigor.

O inquérito


O documento da Polícia Legislativa afirma que houve fraude na assinatura do deputado. Apesar de constar da relação dos votantes, o político estava em viagem no momento da votação.

As investigações da Polícia da Câmara constataram que a assinatura atribuída ao parlamentar na cédula de votação era falsa. Os policiais também levaram em consideração o cartão de embarque do deputado que comprova seu deslocamento para o Rio de Janeiro no mesmo momento em que ocorria a votação em Brasília. A Polícia não conseguiu identificar os autores da falsificação.

Pouco depois da votação, o líder do PR na Câmara, deputado Anthony Garotinho (RJ), afirmou que pretendia entrar com uma representação na Mesa Diretora do Congresso pedindo a anulação da votação devido a irregularidades. Segundo Garotinho, assessores votaram no lugar de parlamentares. A votação foi feita em cédulas de papel depositadas em urnas distribuídas pelo plenário da Câmara.

- Alguém votou no lugar dele (Zoinho), há um crime - disse Garotinho, na ocasião.

Em nota, Zoinho afirmou que espera que sejam apurados os acontecimentos.

“Apresentei meu cartão de embarque que comprova que eu estava viajando. Confio no trabalho da Polícia Legislativa e espero que apurem e punam o responsável pela fraude. Sou o maior interessado em que tudo fique esclarecido e espero que seja o mais breve possível”, afirmou Zoinho na nota.

A assessoria do PR informou que hoje o deputado fez uma cirurgia e não poderá falar.

Zoinho afirmou que na data da votação embarcou para o Rio, pois participaria de audiência na manhã do dia 7 de março em Volta Redonda e não participou da votação dos royalties.

O procurador Francisco Guilherme Bastos, titular do 10º Ofício Criminal da Procuradoria da República no Distrito Federal vai enviar despacho à Câmara e pedir mais diligências na Casa, para que a Polícia Legislativa continue as investigações.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Força Aérea Brasileira emprega mais de 60 aviões em operação na Região Sul

F-5M


A Região Sul do país é o cenário da Operação Laçador que inicia na próxima segunda-feira (16) e vai até o dia 27 de setembro. No exercício simulado, sob a coordenação do Ministério da Defesa, militares da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro treinam e simulam situações de conflito. As missões desenvolvidas, simultaneamente, nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná têm o objetivo de aprimorar a integração entre as Forças Armadas no Sul.

A Laçador também capacita as tropas das unidades militares do Sul em ações de combate e apoio logístico. Cerca de 1.500 militares da FAB estão envolvidos em atividades de infiltração e exfiltração aérea, assalto aeroterrestre, ressuprimento aéreo, defesa aérea, ataque a locais estratégicos, varredura, apoio aéreo aproximado, patrulha antissubmarino e reconhecimento aéreo. São 64 aeronaves da FAB que participam do exercício simulado, com o envolvimento da Base Aérea de Canoas (BACO), Base Aérea de Santa Maria (BASM) e Base Aérea de Florianópolis (BAFL).

RQ-450 Hermes
A integração entre as Forças Armadas permeia toda a Operação Laçador. Aeronaves de ataque da FAB fazem a cobertura de tropas do Exército e as aeronaves P-3AM vão simular a defesa e a tomada do controle da região marítima com a Marinha do Brasil, no Porto de Rio Grande. As atividades ocorrerão, inclusive, durante as madrugadas da Região Sul, em que os militares da Aviação de Transporte da FAB farão treinamentos de lançamento de paraquedistas da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro e com o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARASAR). Será realizada, ainda, uma Ação Cívico-Social (ACISO), na cidade de Nova Santa Rita (RS).


Conheça as aeronaves




F-5M – Capaz de atingir 1,6 vezes a velocidade do som, o F-5M é utilizado para missões de defesa aérea e ataque ao solo. Fabricado nos EUA, a versão brasileira do caça foi modernizada pela Embraer com sensores de última geração. É equipado com um canhão de 20mm e pode levar até 3.175 de mísseis, bombas e foguetes.

F-2000 – Caça supersônico para defesa aérea. O Mirage F-2000 pode atingir 2,2 vezes a velocidade do som e é equipado com dois canhões de 30mm, além de mísseis.

A-1 – É um avião de ataque ar-superfície usado para missões de interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento aéreo. Fabricado pela Embraer, o jato leva dois canhões de 30mm e até 3.800 kg de mísseis, bombas e foguetes.

RA-1 – É a versão de reconhecimento do caça A-1, equipada com câmeras.

A-29 – O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice de ataque leve. Leva duas metralhadoras de 12,75mm e até 1.500 kg de armamentos.

P-3AM – Capaz de realizar voos com até 16 horas de duração, o suficiente para patrulhar grandes áreas do litoral brasileiro ou até mesmo para ir à África e voltar sem escalas, o avião tem como principal destaque a tecnologia embarcada de última geração que o capacita a vasculhar centenas de quilômetros de oceano, de dia ou de noite, e encontrar até submarinos sob a água. Além das missões de defesa, o P-3AM terá importante papel na proteção das riquezas naturais do Brasil, como as reservas de petróleo do pré-sal e pode ainda ser utilizado, por exemplo, para busca de náufragos, para fiscalizar as atividades econômicas como a pesca ilegal e agressões ao meio ambiente marinho.

P-95 – O P-95 Bandeirante Patrulha, também conhecido pelo apelido de "Bandeirulha", foi criado a partir do avião de transporte leve C-95 Bandeirante, e tem como função o patrulhamento marítimo.

C-130 – Maior avião de transporte FAB atualmente em operação, o C-130 leva até 20 toneladas de carga. No Brasil, o C-130 é chamado carinhosamente por seus pilotos de "O Gordo" sendo responsável por inúmeras missões, que vão do Lançamento de Paraquedistas ao Reabastecimento em Vôo, passando por missões de Busca e Salvamento e de Transporte Aéreo.

C-105 – É um bimotor turbo-hélice desenvolvido para o transporte tático militar e empregado no lançamento de paraquedistas e carga. A aeronave é a principal responsável pelo suporte logístico na Região Amazônica, com capacidade de levar até 9 toneladas de carga. Para as missões de busca e salvamento existe a versão SC-105.

E-99 – É um avião-radar com capacidade de vigiar e controlar o espaço aéreo. Dentro do E-99, controladores podem monitorar o espaço aéreo e atuar no alerta aéreo antecipado a qualquer tipo de ameaça que sobrevoe uma área em qualquer nível de voo.

R-99 – É uma aeronave de reconhecimento capaz de elaborar imagens em alta resolução do terreno mesmo em voo a grande altitude. Possui também sistemas que cobrem as variadas faixas do espectro eletromagnético, sendo possível realizar sua missão inclusive sobre as nuvens.

RQ-450 – O Hermes 450 é um veículo aéreo não tripulado capaz de realizar missões de até 16 horas de duração e transmitir imagens ao vivo, tanto de dia quanto de noite. Definido na FAB como Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), o RQ-450 é controlado à distância e suas câmeras fazem tanto filmagem em alta resolução quanto no espectro infra-vermelho.

H-60 – É um helicóptero bimotor multimissão.

H1-H – Helicóptero destacado para atividades de busca e salvamento.