quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cadetes da Força Aérea Brasileira realizam exercício de sobrevivência no mar




Os cadetes do 2º ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e Infantaria realizaram, entre os dias 2 a 20 de outubro, o Exercício de Sobrevivência no Mar na 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (Forte dos Andradas) em Guarujá (SP).

A turma (Esquadrão Kratos) foi dividida em grupos de até 28 pessoas, que durante 72 horas permaneceram em alto mar em balsas de sobrevivência, semelhantes às que equipam as aeronaves da FAB que realizam voos sobre mares.

Durante o exercício, os cadetes vivenciaram as adversidades que um sobrevivente em ambiente marítimo enfrenta, como a escassez de água potável e comida, o estresse psicológico, o desgaste físico e a exposição às condições meteorológicas, entre outras. Equipes médica e de resgate estiveram de prontidão durante todo o exercício caso precisassem ser acionadas.

O objetivo do exercício foi colocar em prática o aprendizado de técnicas de sobrevivência após o abandono de uma aeronave por ejeção ou por sinistro no mar. Antes do embarque, os cadetes receberam intensa instrução teórica e prática-orientada naAcademia da Forca Aérea (AFA), como abandono de aeronaves, salvamento de afogados, utilização de equipamentos de sobrevivência e procedimentos em bote de emergência.

Comissão de Constituição e Justiça aprova proposta de cota para parlamentar negro

Comissão de Constituição e Justiça


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 30, o parecer do deputado Luiz Couto (PT-PB) referente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reserva vagas a parlamentares de origem negra. De acordo com a proposta do deputado petista Luiz Alberto (BA), a cota valerá para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal por cinco legislaturas a partir da promulgação da emenda, prorrogáveis por até mais cinco legislaturas. A proposta ainda passará por uma Comissão Especial antes de ir à votação em dois turnos no plenário da Casa.

O texto da PEC 116, de 2011, determina que o eleitor destine, além do voto às demais vagas, um voto específico para o preenchimento da cota. O critério para a candidatura é o da autodeclaração.

O porcentual das vagas dos deputados oriundos da população negra deve corresponder a dois terços do porcentual de pessoas que tenham se declarado negras ou pardas no último censo demográfico. O número de vagas não poderá ser menor que um quinto ou superior a metade do total de vagas disponíveis no Parlamento.

"O que se propõe aqui é dar um choque de democracia nas casas legislativas e que esse choque recaia justamente sobre a questão decisiva em todas as discussões histórica e teoricamente mais relevantes sobre a democracia no Brasil, que é a das relações entre equidade racial e equidade social, econômica, cultural e política", diz a justificativa da proposta.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Exército Brasileiro adotou a Metralhadora MINIMI e aposenta o FAP



O Exército Brasileiro escolheu a Metralhadora MINIMI calibre 5,56mm  para substituir o Fuzil Automático Pesado (FAP) calibre 7,62mm que dota os seus grupos de combate em virtude do estado de desgaste e obsolescência do FAP e também visando uma padronização com os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil que também utilizam a Minimi e com o novo o Fuzil IA2 que possui o mesmo calibre da Metralhadora Minimi.

Confira abaixo a Portaria que comunica a escolha da Minimi.


PORTARIA Nº 203-EME, DE 4 DE OUTUBRO DE 2013.
Padronização da Família da Metralhadora Mini Mitrailleuse (Mtr MINIMI).


O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO, no uso da delegação de competência que lhe confere a alínea V do inciso IV do art. 1º da Portaria nº 727 do Comandante doExército, de 8 de outubro de 2007, e considerando o Parecer nº 02/2013 da Comissão Especial da SLM1/4ª SCh/EME, de 07 de agosto de 2013 - Padronização da Família da Metralhadora MiniMitrailleuse (Mtr MINIMI), resolve:

Art. 1º Padronizar a Família da Metralhadora Mini Mitrailleuse (Mtr MINIMI), com a
finalidade de equipar as Organizações Militares do Exército Brasileiro.
Art. 2º Estabelecer que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.



PARECER Nº 02/2013-COMISSÃO ESPECIAL
Brasília, DF, 7 de agosto de 2013.




1. EMENTA

Padronização da Família1 da Metralhadora Mini Mitrailleuse (Mtr MINIMI).

2. OBJETO

Possibilitar a padronização das metralhadoras que compõem a Família da Metralhadora MINIMI,fabricada pela FN HERSTAL S.A., bem como seus sobressalentes e acessórios, com a finalidade de equipar as organizações militares operacionais do Exército Brasileiro (EB).

3. LEGISLAÇÃO PERTINENTE

a. Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.
b. Decreto de 26 de dezembro de 1994 - Cria Comissão Especial para a padronização de materiais requerida pela estrutura de apoio logístico do Exército.
c. Portaria nº 727-Cmt Ex, de 8 de outubro de 2007 - Delega competência para a prática de atos administrativos e dá outras providências.
d. Portaria nº 084-EME, de 12 de setembro de 2008 - Nomeia Comissão Especial para emitir parecer sobre padronização de materiais de uso da Força Terrestre e dá outras providências.
e. Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008 - Aprova a Estratégia Nacional de Defesa e dá outras providências.
f. Portaria nº 43-EME, de 17 de abril de 2012 - Cria o Projeto Estratégico Recuperação da Capacidade Operacional da Força Terrestre (RECOP).
g. Portaria nº 131-EME-Res, de 28 de setembro de 2013 - Aprova as Condicionantes Doutrinárias eOperacionais nº 004/2012 - Combatente Brasileiro (COBRA).

4. APRECIAÇÃO


a. Da legislação pertinente
1) Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993
Em seu inciso XIX do art. 24, a lei prevê que é dispensável a licitação para as compras de materiais de uso pelas Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de comissão instituída por decreto.

2) Decreto de 26 de dezembro de 1994
Cria, no âmbito do Ministério do Exército, Comissão Especial para emitir parecer sobre a necessidade de se manter a padronização de materiais de uso da Força Terrestre, exceto os de uso pessoal e administrativo, quando assim o exigir a respectiva estrutura de apoio logístico. A padronizaçãoresultante do parecer da Comissão terá validade enquanto o material padronizado permanecer no Sistema de Catalogação do Exército.

3) Portaria nº 727-Cmt Ex, de 8 de outubro de 2007
Em seu art. 1º, Inciso IV, letra “u)”, o Comandante do Exército delega competência ao Chefe doEstado-Maior do Exército para nomear Comissão Especial para emitir parecer sobre padronização de materiais de uso da Força Terrestre.

4) Portaria nº 084-EME, de 12 de setembro de 2008
Nomeia a Comissão Especial para emitir parecer quanto à necessidade de manter a padronização de materiais de uso pela Força Terrestre, exceto os de uso pessoal e administrativo, requerida pela estrutura de apoio logístico do Exército, definindo sua composição.

5) Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008
Apresenta Plano focado em ações estratégicas de médio e longo prazos, que objetiva modernizar a Estrutura Nacional de Defesa, atuando em três eixos estruturantes: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e política de composição dos efetivos das Forças Armadas.
A Estratégia Nacional de Defesa serve de marco regulatório para a articulação e reorganização das Forças Armadas, impondo-lhes transformação pela formulação de nova doutrina, identificação de novas capacidades e aquisição de materiais compatíveis com o combate moderno.
Dentre as capacidades desejadas para as Forças Armadas, definidas pela Estratégia Nacional de Defesa, destacam-se a permanência na ação, sustentada por um adequado apoio logístico, buscando aomáximo a integração da logística das três Forças e a interoperabilidade nas operações conjuntas.

6) Portaria nº 43-EME, de 17 de abril de 2012
Cria o Projeto Estratégico Recuperação da Capacidade Operacional da Força Terrestre (RECOP) e constitui a equipe inicial do Projeto.

O Exército identificou como demanda prioritária o recompletamento de seus Quadros de Dotação de Material (QDM), adquirindo o essencial - produtos de defesa (PRODE) - para atingir a operacionalidade da Força Terrestre (F Ter).

Tem origem, então, o Projeto Estratégico Recuperação da Capacidade Operacional (RECOP), que tem por autoridade patrocinadora o Chefe do Estado-Maior do Exército (EME).

Trata das necessidades imediatas para atender a uma demanda reprimida de equipamentos e adestramento, decorrente da não previsão no orçamento do EB ao longo de vários anos.

O RECOP tem por objetivo dotar as unidades operacionais de material de emprego militar, em seu nível mínimo, imprescindível ao seu emprego operacional, com a finalidade de atender às exigências de defesa da Pátria previstas no caput do art. 142 da Constituição da República Federativa do Brasil, assim como às operações de GLO e às diversas missões subsidiárias atribuídas ao Ministério da Defesa.

7) Portaria nº 131-EME-Res, de 28 de setembro de 13 - Aprova as Condicionantes Doutrinárias e Operacionais nº 004/2012 - Combatente Brasileiro (COBRA).

A Estratégia Nacional de Defesa (END) preconiza a estruturação das Forças Armadas tendo por base o aprofundamento dos vínculos tecnológicos e operacionais, conferindo relevância ao conceito da mobilidade como atenuante da limitação orçamentária.

Assim, surge o Projeto COBRA, que deve ser modular, implantado progressivamente e
continuamente, e focado no desenvolvimento de novos uniformes, armamentos e equipamentos individuais, para uso no Exército Brasileiro, agregando-lhe valor tecnológico, com reflexo em uma maiorconsciência situacional do campo de batalha, dando-lhe letalidade seletiva, sobrevivência, proteção e mobilidade.

b. Adequação à doutrina

1) A Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008, serve de marco regulatório para a articulação e reorganização das Forças Armadas, impondo-lhes transformação pela formulação de nova doutrina, identificação de novas capacidades e aquisição de materiais compatíveis com o combate moderno.

2) O Projeto Estratégico do Exército Recuperação da Capacidade Operacional (PEE RECOP) está alinhado com as Diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, (1ª Seção, pg, 15-16, Ministério da Defesa;
EM Interministerial nº 00437-MD/SAE-PR. Brasília-DF, 2008), no que concerne à capacitação operacional dos combatentes:
“................................................................................................................................
13. Desenvolver, para atender aos requisitos de monitoramento/controle, mobilidade e presença, o repertório de práticas e de capacitações operacionais dos combatentes.
Cada homem e mulher a serviço das Forças Armadas há de dispor de três ordens de meios e de habilitações.
….........................................................................................................................................
Em segundo lugar, cada combatente deve dispor de tecnologias e de conhecimentos que
permitam radicalizar, em qualquer teatro de operações, terrestre ou marítimo, o imperativo de mobilidade.

É a esse imperativo, combinado com a capacidade de combate, que devem servir as plataformas e os sistemas de armas à disposição do combatente.
...........................................................................................................................................”

3) O RECOP tem por objetivo dotar as unidades operacionais de material de emprego militar, em seu nível mínimo, imprescindível ao seu emprego operacional, com a finalidade de atender às exigências de defesa da Pátria previstas no caput do art. 142 da Constituição da República Federativa do Brasil, assim como às operações de GLO e às diversas missões subsidiárias atribuídas ao Ministério da Defesa.

4) Dentro do atual pensamento doutrinário, surge a necessidade de conceituar o “sistema de combate soldado”, procurando-se a melhor relação custo-eficiência, para que a Força Terrestre incremente seu poder de dissuasão com base, principalmente, nos aspectos atinentes à efetividade, mobilidade, proteção, comando e controle, sobrevivência, letalidade seletiva e observação.

5) A Estratégia Nacional de Defesa (END) preconiza a estruturação das Forças Armadas tendo por base o aprofundamento dos vínculos tecnológicos e operacionais, conferindo relevância ao conceito damobilidade como atenuante da limitação orçamentária.

6) Assim, surge o Projeto do Combatente Brasileiro (COBRA) que deve ser modular, implantado progressivamente e continuamente, e focado no desenvolvimento de novos uniformes, armamentos e equipamentos individuais, para uso no Exército Brasileiro (EB), agregando-lhe valor tecnológico, comreflexo em uma maior consciência situacional do campo de batalha, dando-lhe letalidade seletiva, sobrevivência, proteção e mobilidade.

7) Na área de armamento, o COBRA prevê que os armamentos deverão permitir o acoplamentosimultâneo de sistemas de tiro, tais como mira holográfica; lançador de granadas; mira laser; lanterna de combate; monóculo de visão termal/luneta/monóculo de visão noturna/monóculo de visão digital fundida e microcâmera de filmagem (a fim de permitir a sua conexão a um visor de observação indireta de tiro fixado no capacete, possibilitando a realização de visada indireta ou “corner shoot”, sem expor o combatente). Todos estes dispositivos deverão ser fixados ao armamento de forma rápida e prática, sem necessidade de qualquer ferramenta.

8) O EB está em fase de substituição do Fuzil Automático Pesado (FAP) 7,62mm, que dota os grupos de combate (GC), em virtude do estado de desgaste e obsolescência dessa arma.

9) Visando adequar a arma substituta ao biotipo do combatente brasileiro, o Comando Logísticopesquisou no mercado uma família de armas que apresentasse desempenho e características técnicas similares às do FAP.

10) A Família da Mtr MINIMI é utilizada como arma automática do Grupo de Combate (GC),realizando a função do Fuzil Metralhador M964 (FAP), sendo operada pelo Soldado Atirador de cada esquadra, na proporção de duas por GC.

11) A sua padronização permitirá sua utilização para dotar o COBRA de um armamento moderno e eficaz, uma vez que a Família MINIMI já foi aprovada em combate.

c. Importância tecnológica e operacional

1) A MINIMI é uma metralhadora leve (Mtr L), desenvolvida pela firma belga FN HERSTALS.A.,sendo uma arma excelente e já intensamente testada em combate.

2) É uma arma, automática; portátil; de emprego coletivo; refrigerada a ar; alimentada por fita de elos metálicos desintegráveis; atira a partir da posição de ferrolho aberta; o cilindro de gases está localizado abaixo do cano; e possui um êmbolo solidário ao impulsor do ferrolho, além de possuir umferrolho rotativo com dois engraxadores; dispara a munição 5,56X45mm, mas já existe a versão que calça o calibre 7,62X51mm.

3) A arma permite a troca rápida do cano, porém é importante QUE NÃO SE TROQUEM OS CANOS ENTRE AS ARMAS, pois, devido à folga entre os canos e as câmaras não serem as mesmas, há a possibilidade de ocorrência de acidentes de tiro.

4) As versões mais comuns permitem, também, a utilização de carregadores do fuzil M-16, sejam de 20 ou 30 tiros, pois a arma dispõe de um receptor localizado à esquerda e em ângulo para admitir esta forma de alimentação. Porém ao se utilizar carregadores, em vez da fita de elos metálicos, a cadência de tiro da arma sobe de 750 para 1000 disparos por minuto, o que acarreta um maior desgaste das peças móveis da arma.

5) O seu calibre 5,56mm coincide com o calibre do Fz 5,56mm IA2, desenvolvido pela IMBEL para atender à demanda das Forças Armadas Brasileiras por um fuzil mais moderno e que está em vias de ser adotado pelo Exército Brasileiro.

6) Os FAP, obsoletos e de fabricação descontinuada, apresentam dificuldades na obtenção de sobressalentes para reparos e, por isso, estão sendo substituídos.

d. Sistema de Logística Integrado (SLI)

1) O emprego da Mtr L MINIMI calibre 5,56mm no Exército Brasileiro não tem apresentado maiores problemas de manutenção, nem tampouco um histórico de indisponibilidade ou de avarias graves.
Por ocasião da aquisição inicial dessa arma, foram realizados cursos específicos de manutenção e de operação desta arma. Tal fato, aliado ao histórico de raras avarias, até o momento, indica ser um armamento bastante confiável, não apenas no sentido operacional, como também no sentido logístico.

2) A Família da Mtr MINIMI integra-se no SLI com facilidade, pelas razões abaixo citadas:

a) já existem no EB equipes cursadas em sua manutenção e operação;
b) os sobressalentes podem ser adquiridos regularmente via CEBW e a aquisição de sua munição, no país, é viabilizada pela Companhia Brasileira de Cartuchos;
c) o EB já possui infraestrutura e conhecimento para a realização de manutenções de 2º e 3ºescalões, o que gera economia e rapidez na logística envolvida; e
d) o EB já emprega esta arma com sucesso em combate real no Haiti.

3) Diante do exposto, a Família da Mtr MINIMI não apresenta óbices restritivos no tocante ao SLI.

4) Além disso, adquirir novas unidades dessa Mtr permitirá dar continuidade ao SLI implementado, bem como empregar toda a estrutura existente e pessoal já habilitado.

5) Ao contrário, a aquisição de novos modelos de fuzis-metralhadores, levariam à necessidade de se montar nova cadeia logística, o que oneraria o orçamento da Força em todos os aspectos ligados à manutenção desse MEM, desde a aquisição de peças e ferramentais e até a necessidade da formaçõesdos técnicos especializados em sua manutenção.

6) Isso posto, baseado nos requisitos técnicos, operacionais e econômicos elencados nos relatórios da referência, entende-se que a padronização deste MEM propiciará uma muito satisfatória manutenção, garantia e assistência técnica do produto, fato que não ocorreria caso houvesse multiplicação de fornecedores diminuindo a escala de serviços demandadas por empresa.

e. Utilização por outros países

A Família de Mtr MINIMI foi adotada, com sucesso, pelos exércitos da Bélgica, dos EUA, da França, do Canadá, da Itália e da Austrália.

f. Utilização pelo Exército Brasileiro

1) 38 (trinta e oito) Mtr 5,56mm SPW foram adquiridas pela CEBW pelo PC 2003/4055, de 15 dedezembro de 2003.

2) Foram recebidas pelo DC Armt e transferidas para o 11º D Sup.

3) Segundo informações, o Comando de Operações Especiais tem 34 (trinta e quatro) em sua carga, sendo que uma foi distribuída à equipe de segurança que opera no Congo.

4) O DOpPaz do Haiti possui 1 (uma) Mtr 5,56mm MINIMI em sua carga.

g. Utilização pela Marinha do Brasil

1) A Marinha do Brasil (MB) já utiliza esta arma.

2) Visando adequar, naquela Força, a arma substituta do FAP 7,62mm, que dotava a Esquadra deTiro (ET) do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), tendo em vista o seu estado de desgaste e a sua obsolescência, a Diretoria de Sistemas de Armas (DSAM) pesquisou no mercado uma arma que apresentasse desempenho e características técnicas similares às do FAP.

3) A arma escolhida pela MB foi a Metralhadora Belga Calibre 5,56mm Mini Metrailleuse(MINIMI) Light Machine Gun da FN Herstal.

4) Na época, várias armas foram selecionadas para o certame, porém apenas duas, a MINIMI e a NEGUEV, atendiam a todos os requisitos técnicos e operativos elencados pela MB, especialmente a possibilidade de, em caso de necessidade, a arma pudesse utilizar o carregador do Fuzil Colt5,56mm, uma vantagem tática relevante para a ET.

5) A MINIMI foi comparada com a NEGUEV em exaustivos testes de campo, onde a MINIMI demonstrou superioridade na maioria dos testes, especialmente sob condições adversas (areia, água, lama etc).

6) A MINIMI atendeu aos requisitos de Estado-Maior da MB e obteve resultados operacionais e desempenho técnico superior às demais semelhantes nos testes comparativos, tais como:
a) apresenta maior facilidade de desmontagem;
b) kit de limpeza integrado à arma; e
c) cano aquece menos que as demais.

7) A referida substituição, além de proporcionar maior eficiência operacional e logística, geramenores custos de manutenção para a MB.

8) A MB possui um total de 399 (trezentas e noventa e nove) Mtr 5,56mm MINIMI.

9) A MINIMI está sendo empregada pelo CFN com sucesso.

10) O CFN já dota a MINIMI na maioria de suas OM (13 OM adotam o modelo “Standard” e 4 OM adotam o modelo “PARA”.

h. Utilização pela Aeronáutica

1) Segundo informações obtidas junto à 4ª SCh do Estado-Maior da Aeronáutica, aquela Forçaconheceu a arma, utilizada pelo CFN por ocasião da Operação Timbó.
2) Houve interesse na sua aquisição, para dotar o PARASAR.
3) Após estudos, aquela Força optou pelo fuzil Sig Sauer para substituir o FAP.

i. Padronização

1) O material padronizado pelo Exército deve atender à condicionante prevista pela Estratégia Nacional de Defesa quanto às capacidades de integração logística entre as Forças e da interoperabilidadeem ações conjuntas.
2) Além disso, deve permitir ações em ambiente interagências, ou seja, em operações com outras agências governamentais.
3) A existência desse armamento, tanto no Exército Brasileiro, quanto na Marinha do Brasil e nos demais exércitos que o utilizam, indicam que ele já foi testado nas condições de uso encontradas em nosso país.
4) A sua adoção pelo Exército Brasileiro levaria, também, a uma padronização da arma coletiva do Grupo de Combate entre duas Forças Armadas (Exército e Marinha do Brasil).

j. Catalogação efetuada nos termos das IG 10-80 - Normas Gerais de Catalogação do Exército

1) A MINIMI e seus sobressalentes já foram cadastrados e catalogados na MB.
2) A Mtr 5,56mm MINIMI, seus componentes, peças de reposição e acessórios, estão catalogadosno Sistema OTAN, possuindo o Nato Stock Number (NSN). E serão catalogados no Sistema de Catalogação do Exército (SICATEX).

k. Modelos e dados principais

1) FN MINIMI / M249 SAW

a) É o modelo padrão.
b) O termo SAW significa Squad Automatic Weapon (arma automática do grupo de combate, em tradução livre), designação dada à MINIMI no Exército dos EUA.
c) A arma pesa 7,1Kg
d) Tem o comprimento de 1040mm com coronha fixa.
e) O cano tem 465mm de comprimento.
f) Pode ser alimentada por fita ou carregador.
g) O alcance de utilização é de 1000m.

2) FN MINIMI PARA

a) É destinado às tropas paraquedistas.
b) Possui coronha retrátil e cano menor, com 349mm.
c) O peso é o mesmo da versão padrão, 7,1Kg.
d) O comprimento pode ser de 914mm/776mm, dependendo da coronha estar distendida ou não.
e) A arma pode ser alimentada por fita ou carregador, da mesma forma que na versão padrão.
f) O alcance de utilização é de 800m.

3) FN MINIMI Special Purpose Weapon-SPW

a) Arma de propósito especial, em tradução livre.
b) É uma versão da MINIMI criada para o Comando de Operações Especiais dos EUA.
c) Só pode ser alimentada por fita.
d) Não possui olhais para fixação em bipé, tripé e veículos, como nos Modelos Padrão e PARA.
e) Vem com um trilho Picatinny para acoplagem de instrumentos ópticos, optrônicos.
f) Possui punho anterior.
g) O cano tem comprimento intermediário entre o comprimento dos dois modelos anteriores.
h) O carregador de assalto, de plástico, típico dos Modelos Padrão e PARA é substituído por um de lona, o que traz conforto para o operador.

4) FN MINIMI Mk 46 Modelo 0

a) É a versão das equipes da Marinha dos EUA.
b) É semelhante à SPW, mas recebeu um tratamento especial para resistir à água salgada.
c) Possui cano flutuante.
d) Há versões deste modelo que trabalham com ferrolho à frente e possuem fogo seletivo.

5) FN MINIMI M 249 PI

a) É a versão da MINIMI que resultou das observações feitas pelos veteranos de combates no Iraque.
b) PI significa "Product Improved".
c) A arma tem a coronha retrátil e cano menor do Modelo PARA.
d) Vem com carregador de assalto de lona, possui trilhos picatinny, punho anterior e bipé.

6) FN MINIMI 7,62mm

A versão da Minimi, para munição 7.62mm foi apresentada em 2006. Utilizando o calibre 7.62x51mm esta nova arma parece ter sido apresentada com o intuito de complementar e eventualmente substituir no futuro a FN-MAG, uma metralhadora ligeira de calibre 7.62 que foi introduzida nos anos 70.
Segundo o fabricante a MINIMI-7.62 destina-se a utilização por forças de infantaria e por forças especiais.

Ela está disponível em duas diferentes derivações, com coronha fixa e coronha deslizante.
Cadência de tiro: 800 disparos p/min.
Alcance eficaz: 1000m

7) Outros dados de interesse

a) O carregador de assalto, tanto o de plástico como o de lona, tem capacidade para uma fita com 200 munições.
b) Estima-se que o atirador conduza, em média, 600 tiros de 5,56X45mm, ou seja, 3 carregadores de assalto, um na arma e mais dois no colete tático.
c) Possui trilhos Picatinny para a acoplagem de instrumentos de pontaria, lanterna, designador laser, luneta e mira holográfica.

5. CONCLUSÃO


A padronização desse armamento atende aos requisitos legais impostos pela legislação pertinente e favorece a estrutura de apoio logístico do Exército, permitindo sua integração com a estrutura das outras Forças e otimizando os processos para sua aquisição e sustentabilidade.

A sua padronização elimina, também, inconvenientes logísticos da variação de modelos e de calibresdo armamento em uso na Força Terrestre, o que possibilitará uma constância da sua operacionalidade, pela diminuição dos índices de indisponibilidade ocasionados pelas deficiências na manutenção e pela falta de peças de reposição.

Em face do exposto, considerando-se a importância tecnológica e militar para as OM envolvidas, as disponibilidades de apoio logístico já existentes no país e o atendimento às normas de catalogação do MDe do EB, esta Comissão Especial é de parecer favorável à padronização da Família da Mtr MINIMI, acima mencionada, bem como seus sobressalentes e acessórios.

Brasil e Alemanha vão apresentar resolução antiespionagem na ONU



O Brasil e a Alemanha deram a partida a uma iniciativa tendo como meta uma resolução da Organização das Nações Unidas contra o monitoramento de comunicações eletrônicas.

As delegações dos dois países já começaram a formular o texto, como confirmaram fontes diplomáticas a agências de notícias alemãs. É possível que, já na última semana de outubro, possam apresentar o esboço de resolução à Comissão de Direitos Humanos da ONU.

"Juntamente com outros países interessados, Brasil e Alemanha estão trabalhando muito proximamente em Nova York em projeto de resolução sobre o tema 'Direito à Privacidade na Era Digital'", diz Maria Luiza Viotti, embaixadora brasileira em Berlim. "O texto ainda está em fase de elaboração e, portanto, ainda não há cronograma fixo para os trabalhos."

Segundo o cientista político Günther Maihold, os dois países optaram por esse caminho por querer evitar "algum tipo de opção de veto por parte dos Estados Unidos". "O interesse principal do Brasil é que se alcance uma regulamentação global, através das Nações Unidas", opina.

Ampliação do Pacto Civil


A iniciativa já vinha sendo planejada há algum tempo, mas ganhou nova dinâmica com o debate público sobre o grampeamento do telefone celular da chanceler federal alemã, Angela Merkel, pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana. Já em julho último, em entrevista à emissora de TV ARD, a chefe de governo pleiteara uma revisão das leis internacionais de proteção de dados.

Alguns dias antes, num artigo para o jornalFrankfurter Allgemeine Zeitung, a ministra alemã da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, defendera a ideia de um acordo internacional, na forma de um "pacto de proteção ao tráfico de dados global através da União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas".

Segundo a ministra, o direito internacional deveria ser adaptado à era da internet. Dez dias após a publicação do artigo, Leutheusser-Schnarrenberger lançou uma iniciativa conjunta com o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, com o fim de fortalecer os direitos pessoais de liberdade, em conjunto com outros ministros da União Europeia.

"Nossa meta deveria ser complementar o Pacto Civil com um protocolo adicional ao Artigo 17, que garante a proteção da privacidade na era digital", diz o comunicado dos dois ministros alemães a seus colegas europeus.

O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, também denominado Pacto Civil, foi aprovado em 1966 pela ONU, entrou em vigor dez anos depois e, desde então, nunca recebeu emendas. Seu Artigo 17 prescreve a observância dos direitos humanos e civis.

Resolução ou protocolo adicional


Do ponto de vista do alcance político, faz uma grande diferença se o Pacto Civil será ampliado em um protocolo adicional ou se "apenas" se iniciará uma resolução da ONU.

"No momento atual, tenho a impressão o que a meta se resume a uma resolução", diz Maihold. Isso na melhor das hipóteses, completa o especialista - ainda cabe conferir até que ponto os demais países-membros da ONU estão dispostos a aceitar restrições globais.

Segundo Maihold, ainda assim, a proposta de resolução de alemães e brasileiros tem um elevado "caráter de sinal perante os EUA, que até agora não são mencionados de maneira alguma no texto". O documento já deverá ser submetido à aprovação dos 193 países da ONU na Assembleia Geral da organização no fim de novembro.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Colômbia entrega ao Brasil as duas primeiras Lanchas LPR-40

LPR-40


As duas primeiras Lanchas Patrulheiras de Río (LPR), fabricadas pela colombiana Cotecmar foram entregues ao governo do Brasil. As mesmas são as primeiras de um total de quatro contratadas a final de dezembro de 2012, e as duas restantes tem a sua entrega prevista para dezembro deste ano.

As duas LPR-40 saíram rumo a Manaus, estando destinadas a tarefas de vigilância, reconhecimento e controle fluvial.

Foram construídas pela Corporação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Naval, Marítimo e Fluvial, Cotecmar, cumprindo com as exigências estabelecidas pela Marinha e o Exército Brasileiro, prevendo a sua oferta para outros países da região, incluindo o Paraguai, Trinidad e Tobago e Equador, que já demonstraram interesse.

Características Técnicas da LPR:
Comprimento total: 12,7 m
Largura: 2,8 m
Profundidade: 1,53 m
Velocidade: 32 nós
Tripulação: 6 pessoas
Fuzileiros: 8 pessoas


Fonte: http://www.defensa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=10285:colombia-entrega-ao-brasil-as-duas-primeiras-lpr&catid=160:noticias-em-portugues&Itemid=497

Brasil vai produzir vacina contra rubéola e sarampo para países pobres



O principal centro de pesquisas e desenvolvimento biomédico do Brasil anunciou nesta segunda-feira planos de produzir uma vacina dupla viral para sarampo e rubéola destinada a países em desenvolvimento, sobretudo na África.

A primeira vacina brasileira desenvolvida especificamente para exportação será produzida pela Bio-Manguinhos, uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez o anúncio dos planos sobre a vacina em uma conferência de medicina organizada pela Fundação Gates no Rio de Janeiro.

"O acordo com a Fundação Gates coloca a produção de vacinas do Ministério da Saúde no mercado global e com o menor preço", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sua conta no Twitter.

Países como China, Índia e Brasil têm intensificado os investimentos em tecnologia biomédica para fornecer vacinas e remédios a países em desenvolvimento com preços reduzidos em relação aos praticados pela indústria farmacêutica de países desenvolvidos.

O sarampo mata 158 mil pessoas por ano no mundo, a maior parte formada por crianças até cinco anos. A rubéola, virose contagiosa que tem pequenas manchas entre os sintomas, pode causar sérias sequelas em mulheres grávidas e seus bebês.

A Bio-Manguinhos, que possui um largo histórico na produção de vacinas combinadas para sarampo, caxumba e rubéola, vai fabricar 30 milhões de doses por ano da nova vacina dupla viral para suprir países em desenvolvimento na África, Ásia e América Latina.

A produção vai incrementar a disponibilidade da vacina que hoje é feita por apenas um fabricante, o Instituto Serum, da Índia.

A Fundação Gates afirmou que vai destinar 1,1 milhão de dólares para apoiar os testes clínicos e pode contribuir para fundos adicionais em fases subsequentes do projeto.

Bio-Manguinhos tem produzido a vacina multiviral para sarampo, caxumba e rubéola desde 2003 sob um acordo de transferência de tecnologia com a GlaxoSmithKline. Essa vacina tripla é usada no programa de imunização brasileiro, mas ainda não foi adotada em outros países em desenvolvimento devido ao custo e à limitada presença epidemiológica de caxumba em muitos desses países.

A nova vacina bivalente será destinada a esse grupo de nações e deve chegar ao mercado até 2017.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CRUZEX 2013: o maior exercício de guerra aérea da América Latina vai começar dia 4 de novembro

Cruzex



Noventa e seis aeronaves, mais de dois mil militares de nove países. É este o cartão de visita da CRUZEX Flight 2013, o maior exercício de guerra aérea da América Latina, programado para acontecer de 4 a 15 de novembro no Nordeste brasileiro. As Bases Aéreas de Natal (RN) e do Recife (PE) vão receber aviões e helicópteros para missões que envolvem desde o combate aéreo entre caças até o salto de paraquedistas de forças especiais, uma das novidades deste ano.

A-1 AMX  Brasil
Pela primeira vez, o exercício realizado desde 2002 vai focar unicamente a atividade aérea e contará com a participação recorde de nove países. Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, vão levar para o Nordeste caças supersônicos como os F-16, F-5 e F-2000, aeronaves de grande porte, a exemplo do C-130 Hércules e do KC-767, além de helicópteros, entre eles o AH-2 Sabre, um dos estreantes desta edição. 

Mais que uma mostra da perícia de pilotos e tecnologia das aeronaves, a CRUZEX é um grande treinamento sobre como atuar em coalizão, a situação cada vez mais vista nos conflitos modernos em que diversos países atuam juntos em um Teatro de Operações. A consequência mais visível é o predomínio da língua inglesa em praticamente tudo, mas também na forma de planejar e executar as missões. Um dos desafios é atuar com dezenas de aeronaves ao mesmo tempo, nos chamados “pacotes” de missão. Um piloto também precisa estar familiarizado com missões de reabastecimento em voo com aviões-tanque de outros países. E quem está no comando precisa ter total domínio da situação para evitar o “fogo amigo”.

A-4  Argentina
É o que explica o Exercise Director, Brigadeiro Mário Jordão, da Força Aérea Brasileira. Ele conta que, seja em uma missão de Air Superiority, quando caças podem atingir velocidades supersônicas em combates que se desenrolam em centenas de quilômetros do espaço aéreo, até um Combat Search and Rescue (C-SAR), situação em que helicópteros voam baixo para resgatar um piloto amigo em território hostil, o padrão adotado durante a CRUZEX é o da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN. 

Dois dos participantes deste ano são da Organização, o Canadá e os Estados Unidos, e têm a experiência real de conflitos como as guerras no Afeganistão e no Iraque. Mas isso não quer dizer que a CRUZEX seja só uma aula desses países para os representantes da América do Sul. "Se por um lado eles [os sul-americanos] não têm a experiência, eles têm um valor que é primordial nessa parte de interação, que são as ideias. As pessoas são capazes em todas as áreas do planeta. Muitas vezes a melhor ideia vem da pessoa que você menos espera", explica o diretor do exercício.

F-16 Chile
Apesar da decolagem de dezenas de aeronaves juntas roubar a cena, o Brigadeiro Jordão lembra que a interação entre os países é o mais importante. "Você tem um momento de uma ou duas horas na missão e as outras 22 horas do dia para conversar, para trocar informação. E é nessa hora que a gente aprende. Além disso, teremos ciclos de conversas e aulas setorizadas, para cada tipo de atividade. Com isso, a Força Aérea Brasileira agrega bastante. E não só a brasileira, porque os outros países também estão interessados no que nós estamos realizando", diz.

Acertou ou não?!


Para a CRUZEX Flight 2013, uma das novidades é um pequeno aparelho que pode ser levado até no bolso dos pilotos. Com o uso de GPS, pela primeira vez haverá o que a direção do exercício chama de "shot validation". Como em um exercício o lançamento dos mísseis só ocorre de forma simulada, no passado era difícil ter a certeza de "quem acertou quem". Muitas vezes o resultado era definido “no grito”. "A Força Aérea já passou da fase 'cachecol no pescoço', de Barão Vermelho", nas palavras do Brigadeiro. Agora será possível baixar todos os dados obtidos pelas aeronaves para saber, detalhadamente, o que aconteceu lá em cima. De acordo com o Brigadeiro Jordão, mais que motivar os pilotos, o shot validation é bastante útil para os debriefings, pois o nível do aprendizado aumenta.
A-1 AMX  Brasil

No Recife, controladores de tráfego aéreo do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) vão monitorar os movimentos das aeronaves e ali, ao vivo, poderão validar os disparos virtuais. Em seguida, já no solo, os pilotos que participaram de uma mesma missão vão se reunir para uma segunda validação. Em uma sala reservada, serão discutidos todos os combates e como aconteceu cada uma das “vitórias”. “Será talvez um dos momentos mais interessantes dessa CRUZEX”, diz o Brigadeiro Jordão. Segundo ele, é neste momento que os pilotos poderão aprender muito, entender quais são suas vulnerabilidades e pontos fortes.

Top Gun dá lugar à tecnologia


Se no imaginário popular a CRUZEX é o momento dos pilotos de caça mostrarem o seu talento com manobras radicais em combates a curta distância, como fez Tom Cruise em Top Gun - Ases Indomáveis, a realidade já é bem diferente do filme dos anos 80. Permanece o espírito guerreiro e o alto desempenho dos caças, mas a maior parte dos combates hoje acontece na arena BVR, do inglêsBeyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual. Isso significa que muito antes de ver a outra aeronave, os pilotos já se enfrentam em um combate que envolve radares, mísseis de alta tecnologia e técnicas bastante diferentes das simuladas pelo astro de Hollywood.

F-16 EUA
Nesta guerra aérea do século XXI, os caças atuam em rede por meio do datalink, que transforma esquadrilhas em uma verdadeira rede de computadores. Um F-5EM da Força Aérea Brasileira, por exemplo, pode receber informações de outro sem a necessidade do piloto usar o rádio. Já uma aeronave de ataque A-29, é capaz de compartilhar dados detalhados a respeito de um alvo com outra aeronave. A CRUZEX acaba sendo um teste geral para estas tecnologias, que modificam doutrinas e treinamentos.

Muito disso é resultado dos projetos de reequipamento e modernização. O Brasil ainda aguarda a decisão sobre o seu novo avião de caça, mas desde a primeira CRUZEX, em 2002, muita coisa mudou. Os Mirage III, Xavante e F-5E saíram de cena e deram lugar aos Mirage 2000, Super Tucano e F-5 modernizados, além dos aviões-radar E-99, que apesar de não levarem armamentos, têm papel de destaque neste tipo de exercício. E os pilotos do caça de ataque A-1, apesar deste ano ainda participarem com sua versão antiga, já treinam pensando em como vão aplicar essas novidades na versão modernizada, cuja primeira unidade já foi recebida pela FAB, em setembro.

Fonte: http://www.cruzex.aer.mil.br/index.php/noticias/269-prontos-para-o-combate

Centro Tecnológico do Exército recebe plataforma de Stewart com 6 Graus de Liberdade

Plataforma de Stewart


No último dia 27 de setembro, em cerimônia realizada na empresa Spectra Tecnologia, o CTEx recebeu a Plataforma de Stewart e o pacote de dados técnicos gerados na sua pesquisa, materializando o final do projeto. A Plataforma de Stewart com 6 Graus de Liberdade é um equipamento que permite reproduzir a dinâmica de um sistema em um espaço limitado fisicamente.

O material produzido pelo CTEx é composto por seis atuadores, montados aos pares, que sustentam uma placa sobre a qual pode ser instalado um corpo que se deseje estudar a dinâmica de movimento. O equipamento colocado sobre essa placa pode ser movido nos seis graus de liberdade possíveis para um corpo rígido. Podem ser reproduzidos, isoladamente ou ao mesmo tempo, os três movimentos lineares x, y, z (lateral, longitudinal e vertical) e as três rotações sobre cada eixo (arfagem, rolamento e guinada).

Esse tipo de plataforma é frequentemente utilizada em simuladores de equipamentos (aeronaves e viaturas) de maneira a permitir a reprodução das sensações de movimento reais com alto grau de fidelidade. O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) utilizou esse tipo de equipamento no projeto do Simulador de Voo para Helicóptero Esquilo (SHEFE), que teve sua P&D concluída ao final de 2011.

A plataforma original do SHEFE foi importada da Holanda e os resultados obtidos desde os primeiros momentos do projeto, ainda em 2008, levaram à decisão de se tentar dominar as tecnologias envolvidas nesse subsistema do simulador, que envolvem a integração de atuadores elétricos de alta performance, o desenvolvimento da malha e da eletrônica de controle dos atuadores, assim como do software de controle de todo o sistema.

O projeto, que teve o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com um orçamento total de R$ 1.800.000,00, dos quais R$ 1.600.000,00 foram destinados à contratação da empresa Spectra Tecnologia, parceira do CTEx na execução desse e de outros projetos na área de simuladores. Executado em dois anos, conforme o planejamento inicial, contou ainda com a participação da Universidade de São Paulo (USP) – Campus de São Carlos.

domingo, 27 de outubro de 2013

Exército Brasileiro realiza a Operação Poço Preto IV

Operação Poço Preto IV


De 16 a 20 de setembro, a 2ª Divisão de Exército conduziu, a 4ª edição da Operação Poço Preto no entorno da Represa Ponte Nova, área compreendida pelos municípios de Salesópolis e Biritiba - Mirim, no Estado de São Paulo.

Operação Poço Preto IV
A Operação Poço Preto é um exercício de adestramento contra forças adversas em ambiente rural, de ações continuadas, na qual os problemas militares simulados ocorrem de forma progressiva, envolvendo os escalões Pelotão de Fuzileiros, Companhia de Fuzileiros e Batalhão de Infantaria.

Essa edição envolveu tropas da 11ª Brigada de Infantaria Leve, 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) – designada para o comando das operações –, Brigada de Infantaria Paraquedista, Comando de Operações Especiais, 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, elementos de apoio do Comando Militar do Sudeste e 2ª Região Militar, meios do Comando de Aviação do Exército, 2ª Batalhão de Engenharia de Combate e uma fração do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, totalizando aproximadamente 2.000 militares.

O Exercício teve como foco desenvolver capacidades operacionais inerentes ao combate assimétrico e exercitar a liderança de comandantes de fração.

Serra nega ter tido conversa com ex-diretor da Alstom em São Paulo

José Serra (PSDB)


O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) negou ontem que tenha mantido conversas com o ex-presidente da multinacional francesa Alstom no Brasil José Luiz Alquéres sobre a reabertura da Mafersa, atual Alstom Lapa.

Reportagem publicada ontem pelo jornal O Estado de São Paulo revelou e-mail escrito por Alquéres a diretores da empresa em 2004 em que o então presidente da Alstom Brasil afirmava que o “o novo prefeito recém-eleito participava das negociações que vão nos permitir a reabertura da Mafersa como Alstom Lapa”.

A negociação está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da apuração dos contratos da multinacional francesa no setor de transportes públicos em São Paulo, sob suspeita de corrupção.

Serra disse que a Prefeitura de São Paulo, que comandou entre 2004 e 2005, nunca comprou “um parafuso” da Alstom, e afirmou que a multinacional já havia reativado a Mafersa antes de sua chegada ao cargo.

“Ele (Alquéres) disse no e-mail que eu tinha sido eleito prefeito de São Paulo, que tinha boas relações comigo e que eu via com bons olhos que a Alstom reativasse uma empresa chamada Mafersa”, afirmou Serra. “A prefeitura não comprou um parafuso da Alstom ou de qualquer empresa ferroviária.”

O ex-governador afirmou conhecer Alquéres, que não comanda mais a Alstom no Brasil, mas que não esteve com ele. Serra fez as declarações em Salvador, onde participou de palestra a convite da Associação Baiana de Supermercados.

Investigação


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que a corregedoria e a controladoria do Estado têm a recomendação de investigar, “doa a quem doer”, a informação de que a Alstom recomendou o uso de um lobista -investigado pelo Ministério Público- para obter êxito em licitações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).


“Pode ser funcionário, ex-funcionário, quem for. O que recomendamos é investigação rigorosa, não um vazamento seletivo”, afirmou.
Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2013/10/25/noticiasjornalpolitica,3152227/serra-nega-ter-tido-conversa-com-ex-diretor-da-alstom-em-sao-paulo.shtml

sábado, 26 de outubro de 2013

O Exército Brasileiro recebe novas unidades fluviais


O Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia, durante as comemorações do 44º aniversário de criação da Organização Militar, incorporou e batizou as novas embarcações logísticas, recentemente adquiridas: Lancha DGS de Emprego Tático (Carioca); Empurrador Logístico (Marabá); e a Balsa de Transporte de Carga Geral frigorificada Xingú.

A Lancha Rígida Tubular DGS, modelo X HULL Combat, fabricada com polietileno de alta densidade (PEAD), tinha sido entregue oficialmente para as respectivas provas técnicas em julho passado.


E-mail liga Serra e Alckmin ao escândalo do Propinoduto

Serra e Alckmin


“Temos um longo histórico de cooperação com as autoridades do estado”. Assim o então presidente da Alstom no Brasil, o engenheiro José Luiz Alquéres, definiu, em um e-mail de novembro de 2004 enviado a diretores da companhia, a relação da empresa, investigada em um suposto esquema de pagamento de propina a autoridades paulistas, com o governador Geraldo Alckmin e o então recém-eleito prefeito da capital, José Serra, ambos do PSDB.

O e-mail faz parte de uma série de documentos enviados pela Procuradoria da Suíça ao Ministério Público em São Paulo aos quais o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso. Nele, o engenheiro manifesta a confiança de que Alckmin e Serra ajudariam a empresa no processo de recuperação da Mafersa, braço da empresa responsável pela fabricação de rodas e eixos para ferrovias. "O novo prefeito recém-eleito participa das negociações que vão nos permitir a reabertura da Mafersa como Alstom Lapa. O atual governador também participa."

Na mensagem, Alquéres "recomenda enfaticamente" os “serviços” do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado pelo Ministério Público como lobista e pagador de propinas a servidores de estatais do setor metroferroviário do governo paulista, entre 1998 e 2003, para que a empresa voltasse a ganhar terreno nos contratos com o estado.

A reportagem lembrou que, na época, o departamento esteva perto de encerrar as suas atividades no país. Sempre de acordo com o jornal, ao pedir empenho a seus comandados, Alquéres assinalou a importância de conquistar novos contratos com o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Dizia contar, para isso, com a ajuda de “amigos políticos do governo”. "O processo está avançando, começo a receber mensagens de parceiros em potencial, e, principalmente, dos amigos políticos do governo que apoiei pessoalmente. A Alstom deve estar presente, como no passado."

Em 2005, informou a reportagem, um consórcio liderado pela Alstom conseguiu parte do objetivo: recebeu 223,5 milhões na venda de 12 trens para a CPTM e passou a ser investigado em uma ação por improbidade movida pelo Ministério Público por "grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial". A investigação, segundo o jornal, mostrou aumento de 73,69% no valor da compra.

Os depósitos coincidem com o período em que, segundo a investigação, os supostos beneficiários do acordo, como o ex-diretor de operações e manutenção da CPTM entre 1998 e 2003, João Roberto Zaniboni, receberam dinheiro em contas da Suíça.

Em resposta à reportagem, o governador paulista informou que os contatos com a empresa e o então presidente da multinacional eram “institucionais”, mas não respondeu aos questionamentos sobre a sua eventual participação no processo de incorporação da Mafersa pela Alstom. Serra, por sua vez, disse não se recordar de ter sido procurado por Alquéres. “Nunca tratei com ele como integrante de empresa privada”, disse.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Frota da Marinha chinesa visita o Brasil


Uma frota da Marinha chinesa chegou ontem (22) ao Rio de Janeiro, começando uma visita de cinco dias.

A frota, que passou antes pelo Chile, é composta por um destruidor de mísseis, uma fragata de mísseis e um navio de abastecimento. É a segunda vez que a Marinha chinesa visita o Brasil e a primeira vez que passa pela cidade do Rio de Janeiro.

Funcionários da embaixada e do consulado da China no Brasil, emigrantes chineses, representantes de empresas chinesas, estudantes e representantes da Marinha brasileira, bem como repórteres chineses e brasileiros, deslocaram-se ao cais para acolher a chegada da frota.

O comandante da frota, Li Xiaoyan, disse aos jornalistas que durante a estadia no Brasil se encontrará com o comandante da Marinha brasileira e os dirigentes do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Os marinheiros chineses irão visitar os navios de guerra do Brasil e realizar várias ações de intercâmbio, incluindo um jogo de futebol, além de guardarem tempo para conhecer a cidade brasileira. Na manhã do dia 26, a frota fará um exercício militar junto com a Marinha brasileira.

AEL vai produzir equipamentos Optrônicos para o SISFRON



A AEL Sistemas produzirá os equipamentos optrônicos por meio de um acordo de transferência de tecnologia (offset) envolvendo Elop e Exército Brasileiro

O Exercito Brasileiro, por meio do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica (CCOMGEx), assinou, no dia 16 passado, um acordo de transferência de tecnologia com a empresa Elbit Systems Electro-optics ELOP (ELOP) para a produção de equipamentos optrônicos para o SISFRON, o Sistema de Monitoramento de Fronteiras. Em razão do acordo de offset, os equipamentos serão produzidos no Brasil pela empresa gaúcha AEL Sistemas SA.

O SISFRON é um dos maiores programas militares no mundo e visa a proteção das fronteiras do Brasil – uma área de 16.886 quilômetros, que separa o país de onze vizinhos. A área a ser protegida abrange dez estados e 27% do território nacional.

A parceria que permite a produção dos optrônicos no Brasil é decorrente do contrato assinado em abril passado com a SAVIS – Tecnologia e Sistemas SA, subsidiaria da Embraer Defesa e Segurança. A Savis é a empresa líder do Consórcio Tepro, contratado pelo Exército Brasileiro para a execução da implantação e integração do Projeto SISFRON.

O acordo de transferência de tecnologia entre o Exército e a Elop aumentará a capacitação da indústria brasileira no setor de defesa. O conhecimento transferido ao Brasil através da AEL poderá ser usado para desenvolver sistemas optrônicos para atender projetos das Forças Armadas, como o SisGAAz, KC390 e Proteger, entre outros.

Segundo o General Antonino dos Santos Guerra Neto, comandante do CCOMGEx, o Exército Brasileiro atingiu nesta oportunidade um alto nível de maturidade na elaboração de contratos de offset, com foco efetivo no desenvolvimento da indústria nacional, indicando ser este um importante marco para balizar os futuros processos de offset do Exército Brasileiro.

Canal Pai Urso: ArmA 2 Campanha 2 Destruindo a estação de rádio




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Empresa Brasileira Lança primeira lancha militar blindada, com propulsão hidrojato a diesel e sistema antirradar

DGS 888 PATROL


Produzida pelo estaleiro carioca DGS Defence, a ‘DGS 888 PATROL’ é capaz de navegar em águas muito rasas e dispõe da mais alta tecnologia de engenharia naval. Será usada no patrulhamento das fronteiras brasileiras

Fabricada pelo estaleiro carioca DGS Defence, especializado em embarcações militares exclusivas, a DGS 888 PATROL é a primeira lancha blindada, com tecnologia stealth (de baixa percepção por radares inimigos) e propulsão hidrojato a diesel fabricada no Brasil. Foi idealizada para missões de patrulha nas fronteiras brasileiras.

Como sua propulsão é com motor hidrojato (turbina HJ 272), de potência de 440 HP, essa embarcação pode navegar em águas rasas, com até 30 cm de profundidade, o que lhe dá agilidade nas regiões de rio com pouca navegabilidade. Seu casco resiste a todo o tipo de obstáculos, como bancos de areia, pedras, toras de madeira e lixo flutuante. E a blindagem é capaz de conter disparos de fuzil calibre 7,62mm NATO 50, armamento considerado de guerra.

Cada lancha DGS é um projeto exclusivo, desenvolvido a partir das necessidades e características especiais das missões de seus clientes. As embarcações tem alta resistência durante a operação – são insubmergíveis e não pegam fogo – e longo ciclo de vida. Também oferecem economia operacional, com custo de manutenção extremamente baixo.

A DGS Defence é o único estaleiro do país que produz esse tipo de lancha militar de interceptação e patrulha. A primeira geração da DGS 888 foi a INTERCEPTOR. Criada em 2012, ela também é blindada, equipada com tecnologia stealth (de baixa percepção por radares inimigos), mas sua propulsão é feita com três motores a diesel.

Entre outros modelos da linha de produção da DGS Defence, destacam-se: DGS 600, que tem capacidade de transportar até 8 tripulantes, motorização de 115 à 200hp e suporta até 1.100kg de carga; DGS 750, para até 11 tripulantes, motorização de 150 à 400hp e capacidade de até 1.520kg de carga e a linha DGS 888, com tecnologia stealth, cabine blindada, motores de popa ou hidrojato a diesel e casco ultrarresistente.

Alta tecnologia naval e materiais recicláveis


As lanchas produzidas pela DGS dispõem do que há de mais moderno em tecnologia náutica e materiais 100% recicláveis. A cabine é de alumínio e o casco de copolímero de etileno, um plástico de engenharia de alto peso molecular também usado em coletes a prova de bala, capacetes e na blindagem de aeronaves militares e viaturas de combate. O material garante às embarcações extrema resistência a situações adversas.

Com foco em sustentabilidade, a DGS Defence desenvolve projetos considerando processos de fabricação com o mínimo impacto ambiental. O corpo das embarcações em polietileno e a cabine de alumínio podem ser totalmente recicláveis. Além disso, farelos de corte são recolhidos e triturados e há filtros nas cabines de pintura.

Sobre a DGS Defence


O DGS Defence é um estaleiro carioca, dedicado à construção de embarcações militares e profissionais. Sua equipe tem alta capacidade técnica e criativa, seus projetos utilizam alta tecnologia em engenharia naval exclusiva para fabricação de embarcações em polímeros de engenharia. Cada embarcação é um projeto exclusivo, que nasce a partir das necessidades e características especiais das missões de seus clientes.

Atuando nessa área desde o início de 2007, a DGS Defence cresce de forma sólida e sustentável. O estaleiro carioca já obteve inúmeros atestados de capacidade técnica de seus clientes, entre os quais da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Departamento de Polícia Federal, GEFROM, Odebrecht, entre outros.



Características Técnicas






Alta tecnologia marca o aniversário da Indústria Aeronáutica Brasileira


KC-390


A Indústria Aeronáutica Brasileira completa nesta quinta-feira (17/10) 78 anos do marco inicial do seu surgimento, em 17 de outubro de 1935. Foi nessa data que aconteceu o voo inaugural do M-7, o primeiro avião de projeto nacional a ser produzido por uma fábrica brasileira. E, de lá para cá, a indústria cresceu e, atualmente, fabrica aeronaves utilizadas em todo o mundo.

Um dos exemplos do desenvolvimento contínuo da industrial nacional é o mais novo avião que está sendo fabricado no país, o KC-390. A aeronave está em fase de construção do protótipo. O voo inaugural deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem. Depois, virá a produção em série. Um dos itens que torna o KC-390 um projeto moderno é o sistema onde o controle da aeronave é feito por softwares. Ele vai ser utilizado para cumprir diferentes missões como busca e resgate, lançamento de carga e tropas, evacuação aeromédica, combate a incêndios florestais e reabastecimento em voo. A capacidade é para transportar até 80 soldados ou uma carga máxima de 23 toneladas.

A -29 Super Tucano

Já o mais bem sucedido avião produzido no Brasil é o A -29 Super Tucano. Esse, inclusive, é o primeiro avião fabricado fora dos Estados Unidos a ser utilizado pela Força Aérea Americana. A aeronave também já foi exportada para mais oito países. No Brasil, o avião é utilizado em missões de vigilância em regiões de fronteira. O Super Tucano cumpre o requisito da FAB de um caça de baixo custo operacional ideal para interceptar aeronaves de pequeno porte que tentassem sobrevoar o país sem autorização, além de servir de treinador para os pilotos de caça da Força Aérea Brasileira .

De acordo com o comandante do Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica (COMGAP), Tenente-Brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, o desenvolvimento da indústria aeronáutica faz parte do desenvolvimento da defesa do país.

M-7 primeiro avião de projeto nacional a ser produzido por uma fábrica brasileira
"O desenvolvimento industrial, em especial da Indústria de Defesa do Brasil, possibilita alavancar tanto a Força Aérea como as demais Forças Armadas, no sentido de internar, dentro do País, uma capacidade que seria impossível de atingir sem o desenvolvimento da indústria nacional. Com isso, alcançamos duas conquistas: nos capacitamos para ter uma verdadeira mobilização nacional, caso estejamos numa situação de conflito, como também é uma forma bastante produtiva de gerar empregos e fazer com que o desenvolvimento tecnológico possa prosperar”, conclui o oficial-general.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército realizou a Operação Sentinela Alerta



De 7 a 10 de outubro, o Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército (AD/1) realizou, no Campo de Instrução da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o exercício de adestramento "Sentinela Alerta", no qual foram empregados 1.189 militares e 173 viaturas, bem como disparados 389 tiros das 48 bocas de fogo, além dos 375 disparos do Gepard, material recém-adquirido pelo Exército para mobiliar as baterias antiaéreas das brigadas blindadas. A atividade marcou o emprego de todas as Organizações Militares de Artilharia do Comando Militar do Leste (CML) – 4º Grupo de Artilharia de Campanha (4º GAC), 8º GAC Paraquedista, 11º GAC, 14º GAC, 21º GAC, 31º GAC e 21ª Bateria de Artilharia Antiaérea Paraquedista –, além do curso de Artilharia da AMAN, de integrantes do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, da Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea e da Bateria Comando da AD/1. 

O encerramento da Operação contou com a presença do Comandante do CML, General de Exército Francisco Carlos Modesto, do Comandante da 1ª Região Militar, General de DivisãoJúlio de Amo Junior, do Chefe do Estado-Maior do CML, General de Brigada Álvaro Gonçalves Wanderley, do Diretor de Educação Superior Militar, General de Brigada Ajax Porto Pinheiro, do Comandante da AMAN, General de Brigada Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, do Chefe do Centro de Operações/CML, General de Brigada Ronaldo Pierre Cavalcanti Lundgren, do Comandante do Grupamento de Unidades-Escola/9ª Brigada de Infantaria Motorizada, General de Brigada Henrique Martins Nolasco Sobrinho, e do Comandante da AD/1, General de Brigada Antônio Carlos Machado Faillace.

Satélite Sino-Brasileiro CBERS-3 é levado para base de lançamento chinesa



O CBERS-3, quarto satélite da parceria entre Brasil e China, foi transportado do centro espacial de Beijing para a base de lançamento de Taiyuan (TSLC) no dia 18 de outubro. O Programa CBERS (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) no Brasil é desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e na China, pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST). O lançamento do CBERS-3 está previsto para a primeira quinzena de dezembro.

"O transporte foi realizado por trem e a viagem durou aproximadamente 15 horas. No centro técnico do TSLC os especialistas do INPE e da CAST farão a integração dos módulos de serviço e de carga útil do satélite, que serão submetidos novamente a testes elétricos para verificar se não houve danos durante o transporte. Em seguida serão realizadas as atividades de preparação final do satélite e a instalação do painel solar. Ao término destas atividades será realizada a Revisão de Prontidão do Satélite (SRR), que autoriza o enchimento dos tanques de combustível do satélite", explica Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, engenheiro do INPE.

Após as atividades de SRR, o satélite será transferido para a torre de lançamento e acoplado ao foguete Longa Marcha-4 para a realização dos testes de pré-lançamento.

Programa CBERS


O uso de satélites permite monitorar com mais eficiência e economia as transformações no meio ambiente, tanto as naturais quanto aquelas causadas pela ação do homem. A observação a partir do espaço é ainda mais importante para países de dimensões continentais, como o Brasil e a China.

Em 1988, os dois países criaram o Programa CBERS para juntar esforços pela capacitação na área de observação da Terra. Já foram lançados três satélites - CBERS-1, em 1999, CBERS-2, em 2003, e CBERS-2B, em 2007.

Imagens de satélites são fundamentais para coletar, de forma rotineira e consistente, informações sobre a superfície da Terra como as necessárias para avaliar mudanças globais, as florestas, a evolução do agronegócio, estudos urbanos e costeiros. Satélites também são essenciais para obter informação de forma rápida sobre eventos cuja localização e ocorrência é de difícil previsão ou acesso, como desastres naturais (enchentes, por exemplo), ou produzidos pelo homem (queimadas, poluição causada por derramamento de óleo no mar).

O INPE distribui diariamente pela internet centenas de imagens de satélites a 1,5 mil instituições públicas e privadas do país. A disponibilidade de dados CBERS permite que se desenvolvam cada vez mais novas aplicações de sensoriamento remoto no Brasil. Além disso, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o país.

Mais informações sobre o Programa CBERS na página www.cbers.inpe.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

5 anos após pacificar área violenta do Haiti, Exército Brasileiro volta a enfrentar gangues

Capitão Faria
Capitão Faria comanda tropas do MS na área mais violenta do Haiti, Cité Soleil, e se envolveu em um confronto com as gangues em agosto, após 5 anos de relativa calma na região


Mais de cinco anos após pacificar Cité Soleil, área considera pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a mais pobre e violenta do Haiti, o Exército Brasileiro voltou, em agosto deste ano, a enfrentar grupos armados. Em um dos tiroteios, soldados do Mato Grosso do Sul ficaram encurralados e tiveram que realizar 20 disparos de fuzil, o que não ocorria desde 2007.

Cité Soleil é reduto de rebeldes que apoiavam o ex-presidente Jean Bertrand-Aristides, e se tornou conhecida internacionalmente como uma "fortaleza" onde grupos armados impunham terror à população. Foi a queda de Aristides, em 2004, durante um princípio de conflito civil, que fez a ONU criar a missão de paz para estabilizar o país caribenho (chamada de "Minustah") O Exército Brasileiro comanda a Minustah e possui o maior efetivo - cerca de 1.300 soldados - e é responsável por cuidar de Cité Soleil.

Entre 2006 e 2007, uma série de operações, comandadas pelo Brasil, prenderam e mataram vários criminosos. Desde então, a Polícia Nacional Haitiana (PNH) começou a atuar na região. A situação de relativa tranquilidade acabou entre junho e agosto de 2013. Diante da indefinição de um cronograma para as eleições, que devem ser realizadas em 2014 para o Senado e as prefeituras, grupos armados apoiados por grupos políticos voltaram a se enfrentar em Cité Soleil, preocupando a ONU.

Os assassinatos, considerados raros até então, passaram a ser frequentes. Foram de 5 a 10 por semana em uma área de 5 km quadrados. Corpos decapitados, comuns entre 2004 e 2007, voltaram a ser encontrados nas ruas, e tiros ouvidos todas as noites pelos 140 soldados brasileiros, que são originários de Mato Grosso do Sul e estão morando dentro da favela.

Um dos confrontos ocorreu quando 16 soldados brasileiros ficaram encurralados em Boston, uma das áreas disputadas pelos criminosos. "Eu dei o primeiro tiro", diz o capitão Victor Bernardes Faria, de 32 anos, que comanda a companhia do Brasil em Cité Soleil.

Ele estava junto com os soldados em uma patrulha à noite quando a troca de tiros entre as gangues começou.

"Vi um homem de longe apontando uma arma na minha direção e depois vi o clarão do disparo dele", conta o oficial, que estava com mais 8 soldados em um beco de uma rua. Mais à frente, na mesma rua, um sargento que comandava o restante do grupo também foi alvo de tiros e revidou.

O comandante lembra ter orientado o subordinado a não avançar, pois os bandidos estavam logo a frente e, se seus soldados saíssem do local onde estavam abrigados, estariam em perigo.


Faria pediu apoio de blindados dos Fuzileiros Navais e do Destacamento de Operações de Paz (DOPaz), a tropa de elite que o Exército possui no Haiti para ações de risco, para resgatar os soldados encurralados.

"Por sorte nenhum dos meus homens ficou ferido. Nossa maior preocupação é com efeito colateral (feridos ou mortos civis nos confrontos). Mas os soldados foram treinados e só atiram quando conseguem identificar e ver o alvo (um suspeito)", afirma o capitão.


Estes foram os primeiros disparos reais na vida do oficial, que trabalha no 47º Batalhão de Infantaria, em Coxim, no Mato Grosso do Sul. Casado e sem filhos, Faria acredita que os disparos não foram direcionados contra a tropa do Brasil, mas sim, de um confronto entre os bandidos.

Ao contrário de 2007, quando a ONU autorizava o Exército a ter ações pró-ativas e atacar as gangues, hoje esta responsabilidade é da polícia haitiana. O Brasil só dá o apoio necessário. A ONU fez uma investigação sobre o caso e, segundo o capitão, encontrou cartuchos de fuzis e pistolas no local do confronto, tanto usados pelo Exército Brasileiro quanto pelos criminosos.


População diz que violência voltou


"Os brasileiros entraram aqui em Cité Soleil em 2006 e 2007 e pacificaram, prenderam todos os bandidos. Antes a violência era ruim, os criminosos atiravam todas as noites, a gente não podia sair de casa. Os brasileiros acabaram com aquilo. Agora que os brasileiros passaram para nossa polícia agir, a situação voltou a piorar. Todos os dias os bandidos atiram aqui", diz o aposentado Merat Jean, de 57 anos, que mora em Boston, área disputada por gangues.

Para poder patrulhar a região à noite, o Exército colocou em postes lâmpadas que são alimentadas por energia solar. O país não possui um sistema de distribuição de energia elétrica e boa parte da capital, Porto Príncipe, fica às escuras à noite.

A tropa brasileira é chamada diariamente para atender casos de brigas - algumas acabam em morte ou ferimentos graves, provocados por pedras e facas. "A população ainda não confia na PNH. O efetivo deles aqui é pequeno, são 6 a 8 policiais por dia, um carro e eles não fazem patrulhamento nas ruas. As pessoas confiam nos brasileiros para passar informações, mesmo a base da polícia sendo aqui do meu lado", diz o capitão.

"Mas agora a missão mudou e minhas tropas não podem atacar os bandidos, sou a terceira opção. Temos sempre que deixar a polícia haitiana e a polícia da ONU atuarem primeiro", acrescenta ele.

A previsão da ONU, conforme o comandante da Minustah, general brasileiro Edson Pujol, é que a missão chegue a cerca de 3.300 militares em 2016. Os soldados brasileiros devem ser os últimos a deixar a missão, que conta com tropas de 19 países.

"Estamos aqui basicamente para ajudar a PNH a manter um ambiente seguro para que as organizações tanto internas quanto externacionais possam trabalhar. Acho difícil chegar em 2016 e tirar toda a tropa, isso vai ser avaliado anualmente. Vai depender das condições do país de se autogerenciar. No caso da segurança, em especial as condições da polícia de assumir as responsabilidades", aponta. 

Governo leiloou o Campo de Petróleo de Libra do Pré-sal

Plataforma da Petrobras


A educação e a saúde do Brasil serão as maiores beneficiadas com a realização do leilão do Campo de Libra nesta segunda-feira. Foi a garantia que a presidente Dilma Rousseff deu em rede nacional à noite, horas depois de o Consórcio da Petrobras, Shell, Total, CNPC, CNOOC vencer leilão de Libra, com proposta única. Ela ressaltou que 85% da renda do Campo de Libra vão pertencer ao Brasil.

“O leilão de Libra representa marco na história do Brasil. Seu sucesso vai se repetir nas futuras licitações do pré-sal”, afirmou Dilma. “R$ 736 bilhões serão investidos exclusivamente em educação e saúde. A educação receberá 75% deste montante e a saúde, 25%”, frisou a presidente.

A presidente declarou que há “equilíbrio justo” entre os interesses do Estado e das empresas que vão explorar e produzir o petróleo. “Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida no Campo de Libra vão pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobras. Isso é bem diferente de privatização. As empresas privadas parceiras também serão beneficiadas, pois ao produzir essa riqueza vão obter lucros significativos, compatíveis com o risco assumido e com os investimentos que estarão realizando no país”, ponderou.

“Começamos a transformar uma riqueza finita, que é o petróleo, em um tesouro indestrutível que é a educação de alta qualidade”, declarou a presidente. "Em uma década Libra pode representar sozinho 67% de toda a produção atual de petróleo do Brasil", acrescentou. Dos 70% arrematados pelo consórcio, 20% são da Shell e 20% da Total. A CNPC e a Cnooc têm, cada uma, 10%, assim como a Petrobras, que já tinha garantidos 30%.

Governo não cogita mudar modelo de partilha e classifica leilão de Libra como "sucesso absoluto"


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não está cogitando mudar o modelo de partilha de empresas privadas com a Petrobras para a produção de petróleo da área do pré-sal, que é alvo de críticas de especialistas. "Modelo de partilha convive com concessão. Não vejo razão para mudança no modelo", destacou, ressaltando que sua avaliação está baseada no resultado do leilão desta segunda-feira, 21, considerado 'um sucesso' pelo ministro. "Sempre buscaremos modelos atraentes para as empresas", destacou.

Segundo o ministro, a Petrobras tem recursos mais que suficientes para pagar sua parte de R$ 6 bilhões, relativos aos 40% de participação no consórcio, dos bônus de assinatura previsto no edital do leilão de Libra. "O pagamento do bônus do leilão será feito na assinatura dos contratos, entre 30 e 45 dias", disse. Ou seja, ressaltou o ministro, esse desembolso de recursos deve ocorrer até o início de dezembro.

Ele evitou relacionar um eventual reajuste dos combustíveis, que é esperado há meses, com a necessidade de recursos da Petrobras para honrar o compromisso. "Reajustes dos combustíveis virão quando forem considerados necessários. Neste momento não há nada definido."

Mantega disse ainda não haver nenhum pedido de financiamento das empresas vencedoras do leilão de Libra junto ao BNDES. Mas ressaltou que nada impede que as companhias solicitem recursos para o banco oficial e sejam atendidas. O ministro calcula que a participação das estrangeiras no consórcio vencedor deve gerar o ingresso de US$ 4 bilhões de recursos no País no curto prazo.

Mantega ressaltou que não sabe se haverá uma nova rodada de leilão de poços de petróleo da área do pré-sal em 2014 e 2015. Segundo ele, tal questão deve ser avaliada pela ANP.

Canal Pai Urso: ArmA 2 Campanha 1 A intervenção em Chernarus



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Parceria com o Canal Pai Urso

Pai Urso

O Blog Poder Brasil iniciou uma Parceria com o Canal Pai Urso que trata sobre Jogos de Guerra a partir de hoje eu vou Postar os videos deste canal no Blog, para conhecer o Canal é só Clicar Aqui

Comando do 6° Distrito Naval realiza Operação BRASBOL 2013



De 10 a 16 de setembro, a Marinha do Brasil (MB) e a Armada Boliviana (ARBOL) realizaram a Operação BRASBOL com o propósito de incrementar o grau de adestramento, estreitar os laços de amizade e cooperação, de modo a aumentar a interoperabilidade entre as Forças.

A Operação foi realizada no Rio Paraguai, em um trecho compreendido entre Ladário (MS) e Puerto Bush, na Bolívia, somando mais de 460 km navegados.

Participaram da Operação cerca de 400 militares brasileiros e 70 bolivianos. Destes, três Oficiais bolivianos compuseram o Estado-Maior da Força Tarefa (FT) Ribeirinha (FT Combinada), embarcados no Navio Transporte Fluvial “Paraguassu”, capitânia da Operação Combinada.

Durante a estadia em “Puerto Bush”, a FT Combinada prestou apoio logístico à ARBOL, reparando o tubo de sustentação do cais flutuante daquele porto e uma avaria no motor de uma de suas embarcações.

A FT Combinada, comandada pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Daniel Silvino Costa Nogueira, Comandante da Flotilha de Mato Grosso, empregou os seguintes meios:

- Marinha: 06 navios (NTrFlu “Paraguassu” - G15, M “Parnaíba” - U17, NAsH “Tenente Maximiano” - U28, NPa “Penedo - P14”, NApLogFlu “Potengi - G17” e o AvTrFlu “Piraim” - U29, como Figurativo Inimigo), uma aeronave UH-12 do HU-4 e uma Companhia do Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário.

- ARBOL: 03 Lanchas Patrulhas (LP501 “Santa Cruz”, LP503 “General Manzana” e LP503 “Mariscal Bilbao”), um “Catamarã” (TM529 Del Plata), um pelotão de “Infantes de Marina” e 02 Aerodeslizadores (no Figurativo Inimigo).

No Teatro de Operações, próximo a Área de Adestramento do Rabicho, a FT Combinada recebeu a visita do Adido Naval do Brasil na Bolívia Capitão-de-Mar-e-Guerra (FN) Luiz Carlos Brito Cunha.

Conheça o VANT Falcão o maior VANT militar Brasileiro

Vant Falcão


Um projeto ambicioso, desenvolvido para fins militares, poderá levar o Brasil a se tornar um importante polo de pesquisa, desenvolvimento e produção de novas tecnologias relacionadas aos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs ou Drones). Idealizado para uso das Forças Armadas, o Falcão, como foi batizado, será o maior VANT militar nacional.

Se o projeto avançar, a aeronave terá 11 metros de envergadura, de uma ponta a outra da asa, e autonomia mínima de 16 horas. Ele poderá atuar em operações de vigilância marítima e de fronteiras, missões de busca e salvamento, no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e na segurança e monitoramento de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ano em que a aeronave deverá ser concluída. Até agora, cerca de 85 milhões de reais já foram investidos por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de institutos de pesquisa e da própria indústria.

O Falcão começou a ser desenvolvido pela Avibras no final da década passada. A empresa brasileira com sede em São José dos Campos, interior paulista, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, contou com os sistemas de navegação e controle de outra empresa da mesma cidade, formada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Flight Technologies.

Desde fevereiro deste ano, o Falcão integra a linha de produtos da Harpia Sistemas, empresa criada a partir da associação entre a Embraer Defesa & Segurança, braço militar da Embraer, e a AEL Sistemas, com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, subsidiária da Elbit Systems, uma das maiores fabricantes de produtos de defesa de Israel – a mesma a fornecer os primeiros drones para uso da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2010. Em janeiro deste ano, a Avibras também se tornou acionista da Harpia.

"Desde então conduzimos estudos de configurações para atender aos requisitos operacionais das Forças Armadas para um sistema de VANT capaz de cumprir missões de inteligência, vigilância e reconhecimento", diz Rodrigo Fanton, presidente da Harpia. O primeiro protótipo do Falcão está sendo usado como ponto de partida para a adequação aos requisitos apresentados pelo Ministério da Defesa, que incluem um conjunto de sensores, sistema de comunicação de dados e uma estação de controle em solo.

A aeronave terá cerca de 800 quilos, podendo transportar mais combustível e equipamentos do que outros drones da mesma categoria a uma altura de 5 mil metros. Dentro do veículo aéreo, no lugar do piloto, poderão ser instalados sensores, câmeras e radares, entre outros itens. Boa parte da estrutura do Falcão foi desenvolvida com tecnologia nacional, como os sistemas de eletrônica de bordo, controle e navegação. "Ele terá dimensões equivalentes ao Super Tucano, aeronave turboélice da Embraer para ataque tático", comenta Flavio Araripe d'Oliveira, coordenador do projeto VANT no DCTA. "VANTs de médio e grande porte, como o Falcão, são controlados do solo por técnicos em contêineres equipados com computadores e sistemas de comunicação", diz.

Vant Falcão
O Falcão utiliza outro VANT brasileiro como plataforma de testes para o sistema de navegação e controle: o Acauã, um drone de 150 quilos e 5 metros de envergadura concluído em 2010. Ele foi desenvolvido pelo DCTA, centros de pesquisa do Exército (CTEx) e da Marinha (IPqM) e pela Avibras. Foram realizados dezenas de voos experimentais na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo.

Hoje o Acauã é utilizado pelo DCTA, Exército e Marinha, e pelas empresas Flight Technologies e Bossan Computação Científica (BCC), do Rio de Janeiro, num novo projeto, agora voltado à concepção de uma tecnologia de pouso e decolagem automáticos, que já apresentou bons resultados nos primeiros experimentos em pista realizados em agosto. O projeto conta com financiamento de 4 milhões de reais da Finep. "Desenvolvemos um sistema com sensores de aproximação com DGPS, que garante um posicionamento muito preciso por satélite, e radar altímetro capaz de medir a altura da aeronave em relação ao solo. Até agora, pouso e decolagem eram realizados apenas sob o comando de um operador", explica D'Oliveira.


Motor a jato


Também no DCTA pesquisadores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com professores do ITA e engenheiros da empresa TGM Turbinas, com sede em Sertãozinho, interior paulista, trabalham em outro projeto que poderá impulsionar o setor brasileiro de drones. Trata-se de um motor turbojato movido a querosene de aviação que pode ser usado em VANTs com peso máximo de 1,2 tonelada.

A Turbina Aeronáutica de Pequena Potência (TAPP) é a primeira a ser produzida no Brasil com características de durabilidade e potência de 5 mil newtons (N), força capaz de impulsionar uma aeronave de até 1,5 tonelada. "Planejamos um grupo de turbinas que possam ter aplicações em VANTs, mísseis e uma linha para geração de energia", diz Alexandre Roma, da TGM, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto. Ele conta que o equipamento não será usado no Falcão, mas instalado inicialmente em alvos aéreos para treinamento de pilotos em aviões de combate.


Uso militar


As VANTagens inerentes ao uso dos drones em operações militares – sobretudo pelos Estados Unidos, após os atentados de 11 de setembro de 2001 – têm atraído cada vez mais a atenção de vários países. Entre 2005 e 2012, por exemplo, o número de nações que adquiriram essa tecnologia subiu de 41 para 76. Nesse mesmo período, o número de programas de pesquisa voltados para essa área nesses países saltou de 195 para 900, impulsionando um mercado em contínua evolução. Os norte-americanos ainda controlam boa parte desse mercado. Juntas, as empresas North Grumman e General Atomics Aeronautical Systems detêm 63% de toda a produção mundial de drones, de acordo com o Government Accountability Office dos Estados Unidos.

Também os gastos anuais em pesquisa, desenvolvimento e comércio dessas aeronaves devem dobrar na próxima década, chegando aos 12 bilhões de dólares – totalizando 90 bilhões nos próximos 10 anos –, como mostra o relatório World unmanned aerial vehicles systems, market profite and forecast 2013, divulgado em junho pela consultoria norte-americana Teal Group, especializada nas áreas aeroespacial e de defesa.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve seguir líder nesse setor. Israel vem logo em seguida. O país foi responsável por 41% dos drones exportados entre 2001 e 2011, segundo a Stockholm International Peace Research Institute, organização voltada à realização de pesquisas em questões sobre conflitos e segurança internacionais.


Obtenção de dados


Avanços recentes em áreas de tecnologia computacional, além do desenvolvimento de materiais mais leves e de avançados sistemas globais de navegação, também têm atraído a atenção de pesquisadores, que usam drones para a obtenção de dados em áreas de difícil acesso.

No dia 13 de junho a revista Nature publicou um artigo mostrando como esse tipo de tecnologia pode ser útil para o mundo acadêmico. Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, por exemplo, têm usado VANTs para medir jatos de ventos que sopram no continente antártico. Isso poderá ajudá-los a entender a dinâmica que deu origem à formação das geleiras marinhas ao redor da Antártida. Também os biólogos aderiram aos VANTs em seus trabalhos de campo. Já na Índia, a World Wildlife Fund (WWF) tem usado os drones para detectar a presença de caçadores.

Esse crescimento para além do âmbito militar tem se refletido no Brasil. Nos últimos anos, pelo menos cinco empresas passaram a investir em pesquisa e desenvolvimento de novas aeronaves. A AGX é uma delas. Com sede em São Carlos, interior paulista, a empresa desde 2009 trabalha com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), com sede na Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, na concepção de soluções voltadas para o uso de VANTs na agricultura, meio ambiente e mineração.

"Esse é o setor mais dinâmico, e o de maior crescimento, da indústria aeroespacial e de defesa em todo o mundo", diz Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX, empresa que contou com oapoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp