quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

FAB recebe mais uma aeronave de patrulha P-3AM



A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu a oitava aeronave de patrulha P-3AM - Orion, conhecida como a guardiã do pré-sal. A entrega do avião registrado sob a matrícula FAB 7205 foi realizada em Sevilha, na Espanha, na segunda-feira (16/12). O traslado da aeronave até o Brasil foi feito pela tripulação do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), sediado em Salvador (BA).

A nova aeronave faz parte do contrato de modernização da frota de patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB) assinado pelo Comando da Aeronáutica (COMAER), por meio da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

O P-3A – Orion é usado na vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais da Amazônia Legal e, de modo especial, a região do pré-sal. Além disso, a aeronave apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil.

O avião possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno. A aeronave permite localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas.

Renan Calheiros usa avião da FAB em viagem a PE, onde fez implante de cabelo



O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) usou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em viagem entre Brasília e Recife na última quarta-feira (18). No dia seguinte, submeteu-se a cirugia de implante capilar na capital pernambucana. A informação foi divulgada na edição deste sábado (21) do jornal "Folha de S.Paulo". Apesar de não constar na agenda de Renan participação em evento oficial em Pernambuco, no registro de voos da FAB a viagem é justificada por motivo de “serviço”.

Renan Calheiros informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que fará uma consulta à FAB na próxima segunda-feira (23) para saber se o trecho voado está dentro das regras estabelecidas pelo decreto presidencial que regulamenta as viagens de autoridades. Ele informou que devolverá o valor da viagem caso a FAB avalie que ela não estava em consonância com as regras.

A assessoria de imprensa da FAB informou que disponibiliza as aeronaves para autoridades conforme solicitação de serviços sem questionar a razão do compromisso. No registro de voo de Renan da última quarta consta a previsão de quatro passageiros.

Renan passou por procedimento cirúrgico de implante capilar durante aproximadamente 7 horas nesta quinta-feira no Hospital Memorial São José, área central de Recife. De acordo com o médico que realizou a cirurgia, foram implantados mais de dez mil fios de cabelos. Renan passava bem após o procedimento.

Segundo decreto presidencial 4244, de 2002,, autoridades como ministros de Estado e o presidente do Senado, podem viajar em aviões da FAB nas seguintes circunstâncias: por motivo de segurança e emergência médica; em viagens a serviço; e em deslocamentos para o local de residência permanente. A residência permanente de Renan fica em Maceió, capital alagoana.

Em junho deste ano, Renan fez viagem em avião da FAB entre Maceió e Trancoso para acompanhar o casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Apesar de inicialmente ter dito que não devolveria o valor referente ao voo, Renan recuou e anunciou a devolução aos cofres públicos R$ 32 mil.

Antes da devolução, Renan chegou a afirmar que usou o avião porque, como presidente do Senado, exerce um cargo de representação. "Deixa eu explicar. O avião da FAB usado por mim é um avião de representação. E eu o utilizei como tenho utilizado sempre, na representação como presidente do Senado", declarou na ocasião.

Câmara e Ministério


Também em junho, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),usou um avião da FAB em junho para viagem de ida e volta com seis acompanhantes entre Natal e o Rio de Janeiro.

Nesse período, Alves disse que teve encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ) e assistiu à final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, no Maracanã. Depois da divulgação da viagem, Alves anunciou a devolução de R$ 9,7 mil, como valor equivalente ao preço das passagens em voo comercial.

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, também devolveu dinheiro aos cofres públicos este ano por uso de aeronave da FAB com fins pessoais. Ele anunciou em setembro a devolução de gasto por viagem entre o Ceará e o Rio de Janeiro, onde ele assistiu à final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha. O valor devolvido não foi informado.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/12/renan-usa-aviao-da-fab-em-viagem-para-fazer-implante-de-cabelo.html

domingo, 22 de dezembro de 2013

Força Aérea Brasileira realiza cerimônia de desativação dos caças Mirage 2000



Uma solenidade militar realizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN) nesta sexta-feira (20/12) marcou a despedida simbólica dos caças Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB). As aeronaves continuam em operação até o final deste mês fazendo a proteção da capital federal e devem ser substituídas a partir de janeiro pelos caças F-5EM. Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Esquadrão Jaguar.

Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuam na defesa aérea do país desde 2006 e já completaram mais de 10 mil horas de voo. Para o Tenente-Coronel Eric Breviglieri, piloto da FAB com 1038 horas de voo no caça, a aeronave atendeu todos os requisitos necessários enquanto esteve em operação. “O Mirage é a máquina, é excelente e foi de grande valia para ajudar neste salto que vamos dar a partir de agora com o Gripen. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais fácil o novo caça”, revela o Tenente-Coronel Breviglieri.

Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo. O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab.

Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves. “A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE).

Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG. Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião. “É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, Major Aviador Cláucio Oliveira Marques.

Prefeito de cidade alagada viaja de férias aos EUA



Alguns moradores do município de Vila Velha, na Grande Vitória, ficaram indignados com uma viagem do prefeitoRodney Miranda à Nova Iorque, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (19). O município foi atingido pelas fortes chuvas desta semana e segundo a Defesa Civil Estadual, até a noite desta sexta-feira (20), 79 pessoas estavam desabrigadas e 95, desalojadas. Mesmo com esta situação, o responsável pela cidade tirou férias e viajou para um passeio com a família.

Em nota, a Prefeitura de Vila Velha esclareceu que o prefeito Rodney Miranda assinou o decreto de entrega do comando do município para o vice-prefeito, Rafael Favatto, nesta quinta-feira (19), ao meio-dia, na sede do administrativo municipal.

A prefeitura informou ainda que, além do prefeito em exercício, os secretários e suas equipes estão de plantão e preparados para atender a qualquer necessidade da população. Segundo a nota, o prefeito Rodney Miranda viajou para Nova Iorque, de férias, com autorização da câmara, e com recursos próprios, acompanhado da esposa e dos filhos e retorna no dia 29 de dezembro.

Estado de emergência

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), decretou estado de emergência nos 78 municípios do estado na manhã deste sábado (21). As fortes chuvas atingem o cidades capixabas desde a madrugada de terça-feira (17) e já causaram três mortes e mais de 19 mil pessoas estão fora de suas casas.



sábado, 21 de dezembro de 2013

Primeiro lote de viaturas M113BR é entregue ao 20º Batalhão de Infantaria Blindada

M113BR


No dia 11 de Dezembro o Parque de Manutenção Regional/5 - Curitiba/PR - realizou a entrega do 1º lote das Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal - M113BR ao 20º Batalhão de Infantaria Blindado. As viaturas são fruto da modernização da M113B, possibilitando aumento de potência do motor e atualização do sistema de comunicações.

Força Nacional de Segurança é acionada após mortes em Porto Velho



Por conta dos atentados ocorridos em Porto Velho entre a noite de quinta-feira (19) e a madrugada de sexta-feira (20), com sete mortes e 10 feridos confirmados, a Secretaria de Segurança Pública de Rondônia convocou policiais da Força Nacional de Segurança, que estavam atuando na região de Rio Pardo, próximo a Floresta Nacional do Bom Futuro em Rondônia.

Além da força de segurança federal a secretaria convocou todos os servidores, inclusive da parte administrativa do estado, para exercerem policiamento nas ruas da cidade. A Polícia Rodoviária Federal vai dar apoio aéreo e terrestre. Entre as linhas de investigação da polícia, está um possível acerto de contas entre bandidos, assim como retaliação às ações da polícia contra criminosos.

“Nós estamos fechando os quartéis. Estamos, inclusive, puxando os policiais que estão cedidos a outras secretarias, no Ministério Público, no legislativo, estão sendo trazidos para serem colocados nas ruas. Na capital, nós teremos o emprego maciço do efetivo”, garante Bessa.

As mortes começaram a ser registradas na noite de quinta-feira, quando homens, ainda não identificados pela polícia, atiraram indiscriminadamente contra pessoas em diversos pontos da cidade, entre eles bares na Zona Leste e na Zona Sul da cidade e no Campo da Associação Futebolística do Bairro Areal (AFA), na região central. Durante a manhã desta sexta-feira, houve ainda o registro de mais um homicídio, com as mesmas características dos atentados anteriores.

Além da Polícia Militar (PM), cerca de 70 policiais da Força Nacional de Segurança devem ajudar no policiamento a partir das 19h (horário local), mas o Exército foi dispensado. “Não entendemos ainda que há necessidade de intervenção do Exército. A segurança pública está sendo reforçada. Estamos com dois helicópteros sobrevoando a cidade que continuarão durante a noite”, explica Bessa.

“Algumas pessoas que foram mortas ou feridas tem passagem pelo sistema prisional, então estamos trabalhando com a hipótese de acerto de contas entre criminosos. Estamos trabalhando com todas as hipóteses que surgirem. Tão logo, houve as ações ontem a noite, as equipes da COE foram acionadas para irem às ruas”, frisa Bessa, que pede que todas as informações sejam repassadas para o disque denúncia da Polícia Civil, 197.

O governador de Rondônia, Confúcio Moura falou em entrevista que os atentados foram retaliações a Operação Salve, deflagrada na quinta-feira (19), quando a polícia apreendeu armas, munições e até dinamites com quatro pessoas após investigações sobre o motivo da execução do agente penitenciário Luiz Jorge Pinto Mondego, de 25 anos e do policial militar Osmar Júnior, atingido por tiros na terça-feira (17) em frente de casa.

O objetivo da operação é de desarticular uma suposta organização criminosa que teria envolvimento com ameaças a policiais e agentes penitenciários. Em relação a sensação de insegurança da população, influciencidada também pela liberdade temporária de mais de 400 presos do regime semiaberto, Bessa diz que a população não precisa temer, pois todo o policiamento está sendo feito e até o momento não há qualquer relação desses presos, que já saíam do sistema prisional durante o dia, com os homicídios.

"A sensação de insegurança transmitida por informações falsas é maior do que acontece de fato. Não está havendo ondas de tiroteios, nem ondas de ataques pela cidade. É importante que a populaçao colabore", finaliza o secretário de segurança pública de Rondônia.

Preocupados com os ataques, o comércio da capital anunciou que está reduzindo o horário de atendimento que estava ser estendido por causa da proximidade com o Natal.

Entre os mortos confirmados estão: Ronaldo de Lima Araújo, que morreu na Rua Vila Mariana, no Bairro São Francisco, Zona Leste da cidade; Alessandro Silva Melo, que foi atingido em um bar no Bairro Castanheiras, Zona Sul. Ainda morreram nos hospitais, Tailo Martinho Rodrigues, Elton de Freitas Santos, Cristiano de Brito, Alessandro da Costa e Talisson Lima de Araújo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Conheça um pouco mais sobre o Gripen NG o novo caça da Força Aérea Brasileira

Gripen NG



Após uma década de idas e vindas, o governo brasileiro escolheu o caça Gripen NG, da sueca Saab, para reequipar a Força Aérea Brasileira. Veja alguns detalhes sobre esse avião de combate, que é um dos mais avançados do mundo.

O Gripen NG, da empresa sueca SAAB, é um caça supersônico monomotor projetado para emprego em missões ar-ar, ar-mar e ar-solo, sob quaisquer condições meteorológicas.

O Gripen NG é uma nova versão (o NG vem de “new generation”) do JAS 39 Gripen, caça leve multiuso empregado pela força aérea sueca desde 1997.

O Gripen NG  combina uma excelente agilidade com excepcionais capacidades de pouso e decolagem em pistas de pouso pavimentadas de comprimento limitado. O Gripen foi projetado para pousar e decolar em segmentos de rodovias, em pistas de pouso pavimentadas de fazendas e de aeroclubes. 

A versão brasileira, a ser desenvolvida em parceria com empresas locais, a partir do projeto original destinado à Força Aérea da Suécia, contará com modernos sistemas embarcados, radar de última geração e capacidade para empregar armamentos de fabricação nacional.

Sensores


O radar que será usado no Gripen NG é o modelo ES-05 Raven  e será fornecido pela empresa italiana Selex Galileo trata-se de um novo radar de varredura eletrônica ativa (AESA), cujo alcance está estimado em 120 km contra um alvo do tamanho de um caça (RCS 5m2).

O Gripen NG será equipado com o sensor passivo IRST Skyward-G, desenvolvido pela Selex Galileo, equivalente aos sistemas IRST instalados nos caças russos MIG-29 Fulcrum e Su-27 Flanker, sendo capaz de rastrear alvos sem emissões, através do calor das aeronaves inimigas, o que dá uma alternativa para o Gripen NG caso esteja operando em silencio radar, para maximizar sua discrição operacional.

Motor 


O Gripen NG será propulsionado pelo turbofan Volvo Aero RM12, a versão sueca do motor GE F414-400 do F/A-18E/F. O novo motor produz 20% de empuxo a mais que o turbofan anterior — 98 kN (22.000 lbf) — permitindo uma velocidade de super cruzeiro de Mach 1,2 com mísseis ar-ar e ar-terra.

Autonomia


O principal mudança no Gripen NG foi a autonomia e para isso, foi necessário modificar a estrutura do Gripen e mudar o posicionamento do trem de pouso traseiro JAS-39 A/C, liberando um espaço para um novo tanque de combustível com 1200 litros, aumentando a capacidade de combustível do Gripen NG em 40%. A partir de agora, o raio de combate do Gripen NG passou a ser de 1300 km, quando armado com 6 mísseis ar ar e um tanque externo.

Supercruzeiro


O Gripen NG é capaz de voar em regime de supercruzeiro de mach 1,2 armado com mísseis ar ar, o que foi demonstrado pelo protótipo Gripen DEMO em 21 de janeiro de 2009. Para quem não conhece o que é supercruzeiro, é a capacidade de voar em velocidade supersônica sem uso do pós-combustor, o que permite uma maior autonomia e ainda coloca o avião em vantagem quando estiver atacando, pois pode chegar mais rápido no ponto de lançamento das suas armas e sair rapidamente da área de combate. Hoje, apenas o supercaça F-22 Raptor, Typhoon e o novo caça PAK FA T-50 da Rússia conseguem voar em supercruzeiro.

ARMAMENTO


Ar Ar: Míssil AIM-120 Amraam, Meteor, Sidewinder, Iris-T, Python 4, Python V, A-Darter, AIM-132 Asraam, Míssil Derby
Ar Terra: Míssil AGM-65 Maverick, RBS-15F antinavio, Bombas guiadas a laser da família Paveway (GBU-10, 12 e 16), Bomba dispensadora de submunições DWS-39 planadora, Bombas da família JDAM, guiadas por GPS (GBU-31, 32, 38), míssil antinavio RBS-15, míssil Taurus KEPD 350, Bomba guiada por GPS Spice, Bombas de queda livre da série MK-80.
Interno: Canhão Mauser BK-27 de 27 mm com 120 munições.

FICHA TÉCNICA


Velocidade de cruzeiro: mach 1,2
Velocidade máxima: mach 2.0
Razão de subida: *15240 m/min
Potência: 0,93
Fator de carga: 9 Gs
Taxa de giro: 30º/s
Razão de rolamento: 220º/s
Teto de serviço: 16000 m.
Raio de ação/ alcance: 1300 km/ 4070km
Alcance do radar: Selex ES-05 Raven 120 Km
Empuxo: Um motor General Eléctric F-404G com 9790 kgf de empuxo máximo.
Custo por hora de voo < US$ 4,000.00

DIMENSÕES


Comprimento: 14,1 m
Envergadura: 8,4 m
Altura: 4,5 m
Peso: 7100 kg.




Exército Brasileiro comprou o míssil antiaéreo RBS-70 MK2 BOLIDE




Está confirmada a compra, pelo Exército Brasileiro, do sistema de artilharia antiaérea V/SHORAD SAAB/BOFORS DYNAMICS AB RBS-70 MK2 BOLIDE. A documentação associada enumera a compra de uma unidade (estação de tiro, míssil e equipamentos associados) para a realização de “testes”. O Boletim do Exército especifica bem claramente a compra isolada, no valor de R$ 4.484.858,37. No entanto, o documento sinaliza também que o Exército Brasileiro deverá adotar esse sistema de mísseis de baixa altura para fechar a questão defesa aérea das arenas esportivas das 12 cidades sedes da Copa do Mundo FIFA 2014 de Futebol.

O RBS-70 apresenta um desempenho tido como excepcional até 5 mil metros de altitude, num raio de 8 km, podendo fechar uma “redoma” defensiva por sobre as arenas esportivas, no caso da Copa, inclusive na interceptação de armamento stand-off lançado por um improvável inimigo (terrorista). Sua integração aos COAAAe não deverá criar muitos problemas, e o míssil, dentro das suas particularidades de performance, irá garantir a defesa H-24 em qualquer tempo, fechando o trinômio RBS-70 + IGLA-S + Gepard 1A2 (canhão de 35 mm + radar). Segundo material veiculado pelo fabricante, é possível formar operadores capacitados a operar o RBS-70 MK2 Bolide na sua plenitude em 90 dias.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Gripen NG é o novo caça da Força Aérea Brasileira

Gripen NG


O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou nesta quarta-feira o vencedor da concorrência internacional para a aquisição de novos caças multimissão para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Na companhia do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, Amorim revelou a decisão do Governo Federal pela aeronave Gripen-NG, do consórcio liderado pela fabricante sueca Saab.

Participavam também da etapa final da disputa o caça francês Rafale (Dassault) e o norte-americano F-18 (Boeing). O anúncio foi feito em entrevista coletiva realizada no final da tarde, na sede do Ministério da Defesa.

Segundo Celso Amorim, a vitória do caça sueco no Programa F-X2 deu-se por questões de caráter técnico. “A escolha foi objeto de estudos e ponderações muito cuidadosas e levou em conta performance, transferência efetiva de tecnologia e custos não só de aquisição, como de manutenção. A escolha se baseou nesses três fatores", disse o ministro.

Pesaram também na escolha, segundo o brigadeiro Juniti Saito, aspectos relativos às contrapartidas comerciais (offsets) oferecidas pela proposta da Saab, de acordo com o disposto na Estratégia Nacional de Defesa (END). “Temos várias indústrias que se ofereceram para contribuir ao desenvolvimento do caça. Ao fim do desenvolvimento, teremos acesso a toda a tecnologia do avião", afirmou o comandante da FAB.

Na avaliação da Força Aérea, o Gripen-NG destaca-se pela tecnologia de ponta, com avançado sistema de sensores e fusão de dados, características que proporcionam ao piloto um quadro completo e preciso do cenário de emprego.

A nova aeronave multimissão foi projetada para controle do ar, defesa aérea, reconhecimento aéreo, ataques ar-solo e ar-mar.

Segundo a FAB, a aquisição do caça sueco lhe permitirá enfrentar ameaças em qualquer ponto do território nacional com carga plena de armas e combustível.

A oferta vencedora engloba o fornecimento de 36 aeronaves. Os investimentos são da ordem de US$ 4,5 bilhões, em um cronograma de desembolso que se estenderá até 2023.

A primeira aeronave tem previsão de chegada em torno de 48 meses após a assinatura do contrato de financiamento, que deve ocorrer em dezembro de 2014.

Para conhecer mais sobre o Gripen NG CLICK AQUI

Congresso faz devolução simbólica do mandato de João Goulart



Em sessão solene desta quarta-feira (18), o Congresso Nacional devolveu de maneira simbólica o mandato de presidente da República a João Goulart, que foi destituído do cargo em 1964. A presidente Dilma Rousseff e ministros de Estado participaram da cerimônia.

A devolução ocorre após os parlamentares aprovarem, em novembro, um projeto que anulou a sessão legislativa que destituiu o ex-presidente do cargo. O texto foi promulgado nesta quarta-feira pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros.

A deposição de Jango, em 2 de abril de 1964, abriu caminho para a instalação do regime militar na época e para a posse do marechal Castelo Branco na Presidência.

A declaração de vacância da Presidência da República foi feita pelo então presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade. Na época, Andrade usou o argumento de que João Goulart tinha viajado para o exterior sem autorização dos deputados e senadores.

Jango, contudo, estava no Rio Grande do Sul em busca de apoio de aliados, uma vez que estava na iminência de ser detido por forças golpistas.

A anulação da sessão que depôs Jango tem um valor simbólico e não reflete juridicamente na legislação atual. Na prática, devolve o mandato de presidente e "tira os ares de legalidade" do golpe militar de 1964, conforme o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que assina o projeto juntamente com Pedro Simon (PMDB-RS).

Cerimônia


Durante a sessão solene, fotos e vídeos históricos do ex-presidente foram exibidos no telão do plenário do Senado, que estava lotado por parlamentares e autoridades convidadas, entre elas, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Estavam presentes os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Celso Amorim (Defesa) e Marta Suplicy (Cultura).

Ao abrir a cerimônia, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu um minuto de silencio em pesar pela morte do senador João Ribeiro (PR-TO). Ele também ordenou que as bandeiras em frente ao Congresso ficassem a meio mastro. O parlamentar tocantinense morreu nesta quarta-feira, em São Paulo, após complicações pulmonares.

O filho de Jango, João Vicente Goulart, sentou-se à mesa do plenário, onde também estava a presidente Dilma Rousseff. Ele recebeu, ao final da sessão, o diploma de presidente da República de João Goulart.

Um dos autores do projeto que anulou a deposição de Jango, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) relatou o que ocorreu durante a sessão de 2 de abril de 1964, na qual estava presente.

Segundo ele, a sessão foi convocada de última hora exclusivamente para depor o ex-presidente. “Foi engraçado porque nada foi colocado em votação. Ele [então presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade] só deu a comunicação e o resultado”, disse. O senador lembrou que, na ocasião, o ex-deputado Tancredo Neves leu uma mensagem da Casa Civil informando sobre o paradeiro de Jango, mas foi ignorada pelos parlamentares.

O senador Randolfe Rodrigues disse que a devolução do mandato de Jango “desmascara um ato leviano do Congresso Nacional que, naquele momento, depôs um presidente”. “A anulação dessa farsa não tem efeitos práticos sobre os males praticados pela ditadura não repara a tortura, os crimes, tudo o que ocorreu nos 21 anos de ditadura. Mas traz o simbolismo de um resgate histórico”, declarou.

A sessão foi encerrada após exibição de um vídeo sobre a vida de Jango produzido pela TV Senado. A cantora Fafá de Belém cantou o hino nacional.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Conheça a evolução das obras do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil


A Marinha do Brasil divulgou um vídeo sobre o atual estagio das obras de construção dos novos submarinos Brasileiros.

 

Supremo Tribunal Federal faz Cortesia com verba alheia

Supremo Tribunal Federal


O Supremo Tribunal Federal (STF) inflou a quantidade de beneficiários do plano de saúde do órgão para receber um repasse maior de recursos da União usados na assistência médica e odontológica dos servidores. Pelo menos nos últimos três anos, a instância máxima do Judiciário informou à Secretaria de Orçamento Federal (SOF) que o STF-Med — um plano de auto- gestão — tem entre 6,1 mil e 6,7 mil titulares, dependentes e agregados, enquanto, na verdade, o plano não conta com mais de 4,2 mil usuários. A informação sobre o número de beneficiários é determinante para a previsão de recursos no Orçamento da União.

O número real foi informado para o Orçamento de 2014, mas um acordo entre o STF e a SOF garantiu a mesma previsão de recursos de 2013: R$ 14,5 milhões. O STF-Med é um plano mantido tanto com contribuições dos beneficiários quanto com dinheiro público. A dependência aos recursos da União é expressiva, superando 50% das receitas anuais.

A cada elaboração do Orçamento, o tribunal precisa informar à SOF o "número efetivo de beneficiários nas respectivas metas", como prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Esse número, somado ao histórico de despesas com assistência médica, define o tamanho dos repasses a cada órgão. O STF não precisa enviar uma lista com nomes de beneficiários. Apenas informava o número total.

O Supremo vinha informando uma quantidade maior de pessoas vinculadas ao plano de saúde do que a real existência. Nos últimos três anos, o STF-Med recebeu R$ 15 milhões por ano da União, em média. Se fossem excluídos os dados inflados — os 2,5 mil beneficiários a mais —, os repasses ficariam proporcionalmente em R$ 9,4 milhões. A SOF, vinculada ao Ministério do Planejamento, precisou emitir três alertas ao STF, por meio de ofícios encaminhados ao tribunal.

O Supremo, por sua vez, sustenta que a SOF fez um "único contato sobre o assunto", em dezembro de 2012. O ofício da SOF questionava a grande discrepância entre o número real de beneficiários do plano de saúde informado pelo próprio Supremo em outubro daquele ano — 4.227 pessoas — e o valor repassado para inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 — 6.720 beneficiários. Foi este o valor mantido no Orçamento deste ano.

A SOF explica que a LDO para 2013 passou a prever uma nova obrigação a todos os poderes: a publicação da quantidade de beneficiários em tabelas específicas. Em setembro de 2012, o STF publicou uma portaria com a quantidade de beneficiários do plano de saúde: 4.227. Mas o número não foi levado em conta para o Orçamento de 2013.

O último alerta da SOF chegou ao STF pouco depois de o ministro Joaquim Barbosa assumir a presidência da Corte, mas, segundo a assessoria do STF, "a proposta orçamentária para 2013 já havia sido encaminhada". Tanto o presidente do Supremo quanto a presidente do Conselho Deliberativo do STF-Med, ministra Rosa Weber, foram alertados sobre os dados inflados para o recebimento de recursos da União.

A nova proposta de previsão orçamentária para 2014 corrigiu o que a SOF havia apontado, mas o número de servidores informados permanece inflado. Isso porque na conta dos 4,2 mil beneficiários estão incluídos 1,6 mil titulares, pouco mais de 2 mil dependentes e quase 600 agregados — pais, mães, padrastos e madrastas com renda própria; filhos e enteados com mais de 24 anos e sem renda própria; e filhos e enteados, entre 21 e 24 anos, que não sejam estudantes.

Os agregados não podem ter as despesas com saúde custeadas com dinheiro público, como informou o próprio STF. Mas o tribunal confirmou ao GLOBO que inclui esse grupo no cálculo que eleva o número de beneficiários a 4,2 mil, número utilizado para pedir dinheiro da União, O Supremo garante, no entanto, que apesar de ter usado os agregados na conta enviada à SOF, eles não são beneficiados por recursos públicos, como determina o regimento interno do plano de saúde da Corte.

São beneficiários do STF-Med os ministros em atividade e aposentados; servidores ativos e aposentados; comissionados; servidores cedidos ao STF; cônjuges, filhos, pais e mães; entre outros. As contribuições variam de R$ 43 a R$ 661 — este último valor é pago por agregados com mais de 59 anos. Os recursos públicos custeiam despesas médicas e odontológicas realizadas por titulares e dependentes, com pagamentos diretos aos prestadores. Em algumas situações, é feito o ressarcimento das despesas aos servidores.

A discrepância entre a quantidade real de beneficiários e o número informado para a previsão de recursos da União chegou a contar com uma justificativa errada na própria prestação de contas do STF referente ao ano de 2012. O relatório de auditoria de gestão daquele ano, disponível no site do tribunal, registra que "a meta física associada é referente aos atendimentos médios mensais".

"Em 2012, (a média mensal) atingiu o número de 4.226 atendimentos, com capacidade instalada para 6.720, portanto, dentro da possibilidade de cobertura", cita o relatório. Na verdade, o número da meta não é de atendimentos médios mensais, mas de beneficiários do plano. Ao GLOBO, O STF reconheceu o erro. Em 2009, reportagem do GLOBO mostrou a mesma maquiagem no Senado.

O número de beneficiários informado era quase o dobro do real, ampliando os repasses da União. Depois da reportagem, o Senado interrompeu a prática.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FAB reconhece transferência de tecnologia de helicópteros EC725 para indústria nacional



A Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) realizou durante a 14ª Reunião de Gerenciamento do Acordo do Projeto H-XBR, o reconhecimento da primeira fase da transferência de tecnologia dos helicópteros militares EC725. O evento, realizado no dia 2 de dezembro, com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), comprova o grau de investimentos feitos na indústria brasileira através do projeto.

No âmbito do projeto foram adquiridos 50 helicópteros EC725 para atender as demandas das Forças Armadas, numa contratação conjunta pioneira. O Projeto H-XBR configura a mais recente atuação do Governo Federal para alavancar a indústria brasileira na capacitação tecnológica para conceber, desenvolver e produzir aeronaves de asas rotativas. Por meio de um acordo de cooperação industrial a empresa francesa Eurocopter transfere a tecnologia das aeronaves para empresas beneficiárias no Brasil.

Para realizar o acompanhamento dos Projetos de Cooperação Industrial e a emissão de Parecer Técnico para auxiliar a COPAC no reconhecimento dessa transferência foi estabelecido um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Defesa (MD) e o MDIC.

Projeto H-XBR - Por meio do Acordo de Cooperação Industrial, em 23 de dezembro de 2008, ficou estabelecido que o Consórcio Eurocopter-Helibras, concretizaria a realização de 24 Projetos de Cooperação Industrial (do inglês - ICP). A parceria contribui para o desenvolvimento tecnológico, associado ao crescimento sustentado da Indústria Nacional de Defesa, especificamente aquela voltada para a área aeronáutica de asas rotativas.

A saga amazônica que fez Roosevelt virar nome de rio

Roosevelt


A épica expedição de Theodore Roosevelt e Cândido Rondon pelo interior da Amazônia (1913-1914), com o objetivo de explorar e colocar no mapa um rio até então desconhecido, está completando 100 anos.

O militar brasileiro, que fora incumbido de estender a rede telegráfica pelos rincões do país, havia chegado às margens desse rio, em 1909, mas ele e sua equipe não conseguiram descobrir onde o rio desaguava e, por isso, o batizaram de Rio da Dúvida. Intrigado, Rondon prometeu a si enfrentar, na primeira oportunidade, o desafio de voltar à região e explorar o tal rio anônimo de ponta a ponta. Anotou a intenção em seu caderninho com um reticente ponto de interrogação.

A oportunidade se apresentou quando Rondon recebeu a missão oficial de acompanhar Roosevelt em uma aventura amazônica. O coronel americano estava desolado e deprimido por ter perdido as eleições que o reconduziriam ao terceiro mandato como presidente dos Estados Unidos.

Os amigos mais próximos, preocupados com a saúde e o estado de espírito de Roosevelt, sugeriram uma expedição à Amazônia como linimento para a dor que o afligia, sugestão logo aceita por um homem afeito a aventuras arriscadas. Acostumados a caçar na África e a colecionar troféus, ele e seus amigos subestimaram o risco amazônico. O próprio Roosevelt registraria mais tarde, em 1914, sua aventura no livro Through the brazilian wilderness.

A saga da intrépida dupla e dos que compunham a expedição também foi relatada com muita competência por Candice Millard no livro O Rio da Dúvida, que narra os percalços enfrentados pela expedição que por pouco não se transformou numa verdadeira tragédia. A natureza hostil e os índios ferozes nunca antes contatados eram constantes ameaças. Além disso, a inadequação dos equipamentos náuticos para um rio de fortes corredeiras e quedas d'água contribuiu para que os problemas não fossem suficientemente previstos e dimensionados no planejamento elaborado pelos assessores de Roosevelt.

O mais interessante é que o livro não se limita à descrição dos episódios perigosos e emocionantes da expedição ao longo dos 752km do rio. Há uma especial atenção para a análise das personalidades gigantescas de Rondon e Roosevelt, confrontados e tensionados entre si no enfrentamento das intempéries e na solução dos conflitos humanos que iam se insinuando dia a dia no meio do grupo expedicionário, composto por pessoas de origens e inserções sociais diversas, desde amigos, o próprio filho de Roosevelt, até índios e caboclos recrutados para as tarefas mais duras.

Dois coronéis teimosos e valentes, lado a lado, arriscando morrerem perdidos no meio da implacável floresta, prováveis vítimas de malária, de um acidente ou de uma flecha fatal. Roosevelt, acometido, num dado momento, de infecção e febre alta e tendo que ser carregado de padiola, chegou a pedir que o deixassem para trás, para morrer sozinho e, assim, não dificultar a evolução da marcha no meio da floresta.

Essa decisão, impregnada de coragem e altruísmo, tomada por quem outrora havia desfrutado de tanto poder e prestígio, foi veementemente rejeitada por Rondon, nosso herói brasileiro cujo nome seria indicado por Albert Einstein para o Prêmio Nobel da Paz de 1925, por suas várias corajosas aventuras. A decisão de Rondon não se devia apenas à sua condição de chefe supremo da expedição, cioso da sua responsabilidade, mas, sobretudo, à admiração e respeito que nutria por Ted Roosevelt, sentimentos que se tornaram recíprocos e públicos posteriormente pelo ex-presidente americano.

Por tudo isso, e muito mais, a efeméride merece ser lembrada. Mais que isso, deveria ganhar um filme digno de Werner Herzog em seu magnífico Fitzcarraldo (1982). A diferença é que a saga cura ressaca pós-eleitoral protagonizada por Roosevelt e Rondon deu certo. O marechal acabou descobrindo que o misterioso rio desagua no Aripuanã, afluente da margem direita do Rio Madeira. A dúvida acabou e o misterioso rio ganhou o nome de Roosevelt.

Também diferente da maravilhosa história de Herzog, esta, além de bem real, não faz apologia à dominação, mas a uma bonita parceria entre dois grandes homens nas suas circunstâncias históricas e limitações humanas.

O Rio Roosevelt nasce na Chapada dos Parecis, no Município de Vilhena, em Rondônia (paralelo 13°19'), passa por Mato Grosso e alcança o Rio Aripuanã, no estado do Amazonas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Contrato com Paquistão avança na Mectron



A Mectron vai iniciar no próximo ano a fase de industrialização do míssil anti-radiação MAR-1, o primeiro produto exportado pela empresa para o governo do Paquistão. Na época da assinatura do contrato, em 2009, o Ministério da Defesa do Brasil chegou a comentar que o acordo com o Paquistão contemplava a compra de 100 unidades do míssil, avaliadas em US$ 85 milhões. Os executivos da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) não comentam o valor do contrato devido à existência de cláusulas de confidencialidade.

O primeiro projeto de cooperação internacional da Mectron na área de mísseis foi feito com a África do Sul, em 2007, envolvendo o desenvolvimento conjunto do A-Darter, míssil de combate ar-ar de quinta geração. Do lado sul-africano participa a empresa Denel. No Brasil, além da Mectron, também estão no projeto a Avibras e a Optoeletrônica.

Segundo o diretor de novos negócios da ODT, Rogério Salvador, o míssil iniciou a fase de industrialização, mas aguarda o contrato de produção com a FAB. O investimento da Aeronáutica na fase de desenvolvimento do projeto, segundo o Valor apurou, foi de US$ 53 milhões. A capacitação da indústria local e a parte de transferência de tecnologia estão avaliados em mais US$ 109 milhões

Os recursos estão sendo financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A Mectron participa ainda do projeto Mansup (programa de desenvolvimento do míssil antinavio de superfície) para a Marinha brasileira. O projeto envolve a Avibras, a Atech e a Omnisys. O lançamento do primeiro protótipo está previsto para 2017. A empresa tem 480 funcionários na fábrica de São José dos Campos. Em 2014, por conta dos projetos em andamento, o quadro de funcionários deve subir 10%.

A Mectron se tornou uma referência no Brasil no segmento de mísseis com o modelo ar-ar de curto alcance MAA-1, mais conhecido como Piranha. Depois dele a empresa partiu para o desenvolvimento do MAA-1B, de quarta geração, ainda não concluído. Atualmente, está produzindo o MSS 1.2, míssil antitanque de médio alcance, guiado a laser. O equipamento foi adquirido pelo Exército Brasileiro. A Marinha também encomendou um lote do míssil para emprego pelos fuzileiros navais.

Centro Tecnológico do Exército conclui a instalação do equipamento semi-industrial de produção de fibras de carbono



Em novembro do corrente ano, O Centro Tecnológico do Exército concluiu a instalação do equipamento semi-industrial para a fiação de piches de petróleo, principal etapa do processo de produção de fibras de carbono, galgando mais um degrau no prosseguimento do projeto.

No dia 6 de dezembro, o Gen Bda Claudio Duarte de Moraes, Ch CTEx, e integrantes do Projeto Carbono receberam uma comitiva do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), da PETROBRAS, com a finalidade de conhecer o novo equipamento. O grupo era composto pelo Sr. Oscar Chamberlain, Gerente Geral de P&D em Abastecimento; Sra. Raquel Coutinho, Gerente de P&D em Hidrorrefino e Processos Especiais; Sr. Antonio Carlos Pereira, Gerente de P&D em Tecnologia Petroquímica; pesquisadores e engenheiros da empresa.

Após uma demonstração de fiação no novo equipamento, a comitiva percorreu as instalações do Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono, resultado da bem-sucedida parceria entre CTEx, PETROBRAS e FAPEB, para conhecer as outras atividades de pesquisa do Núcleo e as áreas de produção de piches de petróleo, planta-piloto de grafites especiais e laboratórios de análise química e caracterização de materiais.

O aumento de escala na produção de fibras de carbono, possibilitado por este novo equipamento, comprova a viabilidade técnica da tecnologia desenvolvida no CTEx para a obtenção deste material e constitui o primeiro passo rumo à instalação de uma planta-piloto para uma produção em escala capaz de atender às demandas dos projetos de P&D do Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército.

domingo, 15 de dezembro de 2013

FAB forma 124 pilotos de combate



A Base Aérea de Natal (BANT) realizou na quinta-feira (12/12) a cerimônia de conclusão do Estágio de Especialização Operacional 2013. O curso, coordenado pela Primeira Força Aérea (I FAE), formou 124 pilotos operacionais para as aviações de Caça, Asas Rotativas, Patrulha e Transporte. A solenidade, realizada no pátio do comando da BANT, foi presidida pelo Chefe do Estrado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro Ailton dos Santos Pohlman. A cerimônia contou ainda com a presença de Oficiais do Alto Comando, além de autoridades civis e militares.

O objetivo do Estágio de Especialização Operacional é capacitar o piloto para a qualificação operacional e exercício das funções administrativas dos primeiros postos da carreira. O estágio compreende ainda o Curso de Tática Aérea, ministrado pelo Grupo de Instrução Tática e Especializada – GITE, o Curso de Especialização Operacional e o Estágio Funcional.

A qualificação obtida com a conclusão do Estágio de Especialização Operacional é o passo inicial na carreira do Oficial Aviador. Após finalizado, os pilotos de helicóptero, de caça, de patrulha e de transporte seguem para as Unidades Aéreas Operacionais do Comando Geral de Operações Aéreas, momento em que terão oportunidade de fixar e aprimorar conhecimentos, desenvolver aptidões e elevar suas qualificações operacionais.

Na cerimônia, os Comandantes da Terceira Força Aérea, Brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar; da Quinta Força Aérea, Brigadeiro Antonio Ricardo Pinheiro Vieira; e da Segunda Força Aérea, Brigadeiro Carlos José Rodrigues de Alencastro; acompanhados pelos Comandantes das três Unidades aéreas, entregaram prêmios aos primeiros colocados nas respectivas aviações. O Chefe do EMAER, junto com o Comandante da I FAE, Brigadeiro Paulo Borba, realizou as entregas de prêmios aos Instrutores e estagiários Padrão de cada Unidade Aérea. Os formandos receberam o distintivo operacional das madrinhas e padrinhos e, em seguida, prestaram o solene juramento do Piloto de Combate.

Especialização operacional

O Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), sediado em Fortaleza, executa a especialização de pilotos nas Aviações de Patrulha e Transporte. Já o Esquadrão Joker (2º/5º GAV), sediado em Natal (RN), especializa pilotos na Aviação de Caça, e o Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), também localizado em Natal, especializa pilotos na Aviação de Asas Rotativas.

As Urnas Eletrônicas Brasileiras são confiáveis?

Urnas Eletrônicas Brasileiras

Confira este vídeo sobre as falhas de segurança das obsoletas Urnas Eletrônicas Brasileiras.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Marinha entrega duas Lanchas-Patrulha de Rio ao Exército Brasileiro

Lancha Lpr-40


Duas lanchas-patrulha de rio foram entregues, hoje de manhã, pela Marinha ao Exército, no Amazonas.

As lanchas vêm da Colômbia e compõem quatro unidades adquiridas junto à empresa Corporación de Ciencia y Tecnologia para El Desarrollo de La Insdustria Naval Marítima e Fluvial (COTECMAR).

A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional de Defesa e visa o monitoramento, controle, mobilidade tática e presença, nas grandes bacias fluviais da Região Amazônica e do Pantanal.

As outras duas lanchas contratadas junto ao mesmo estaleiro devem ser entregues no começo de 2014 e serão utilizadas pela Força Naval.




Fora o salário na Globo, Maitê Proença recebe pensão de R$ 13 mil por mês do governo



Maitê Proença recebe todo mês uma pensão no valor de R$ 13 mil. O motivo? A morte do seu pai, o procurador de Justiça Eduardo Gallo, falecido em 1989.

Segundo o site da revista "Época", o pagamento que a Maitê Proença ganha vem desde uma época em que as mulheres não trabalhavam e dependiam do pai ou do marido para viver. Esse auxílio do governo para filhas solteiras maiores de 21 anos pretendia não deixar desassistidas as herdeiras de servidores falecidos.

Só que em 1990, Maitê deu à luz a filha Maria, 22, com o empresário Paulo Marinho, 58, com quem teve um relacionamento por 12 anos, mas não de papel passado. A Justiça cortou o benefício sob a alegação de que a famosa vivia uma união estável. Mas, Maitê recorreu e conseguiu garantir a pensão, ainda em disputa. Segundo seu advogado, Rafael Campos, a artista "nunca foi casada nem teve união estável" com Marinho.

A confusão com Maitê Proença aconteceu pelo fato de que para se ter o direito a receber o dinheiro mensalmente, a mulher não pode se casar ou viver em união estável. Mas, para driblar a lei e seguir recebendo o benefício, muitas se casam na prática, moram com o marido, têm filhos, mas não registram a relação oficialmente.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Fragata União contribui para o adestramento da Marinha do Líbano



Nos dias 12 e 27 de novembro, a Fragata “União”, Navio Capitânia da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL), realizou exercícios de winchex, que consistiu na realização de fainas de pick up com a aeronave orgânica “Lynx” e os Navios-Patrulha da Marinha do Líbano, LNS “Trabous” e LNS “Tabarja”.

Os exercícios foram desenvolvidos em três fases:

1ª - Aeronave “Lynx” realizou o reconhecimento da área de transferência;

2ª - Aeronave “Lynx” arriou o boneco OSCAR, simulando um tripulante, a bordo; e

3ª - Aeronave “Lynx” recolheu o OSCAR.

Exercícios como esses se inserem no contexto da missão da FTM-UNIFIL, que tem como uma de suas tarefas apoiar o desenvolvimento, em termos de exercícios e adestramentos, da Marinha do Líbano. Além disso, foi de extrema importância para as Marinhas do Brasil e do Líbano, pois desenvolveu a interoperabilidade e contribuiu para o adestramento dos meios envolvidos.

Dilma sanciona minirreforma eleitoral que reduz custo de campanhas



A presidente Dilma Rousseff sancionou parcialmente o projeto de lei que introduz mudanças pontuais na legislação eleitoral, chamado de minirreforma eleitoral. O texto foi publicado em edição extra desta quinta-feira (12) do Diário Oficial da União.

Cinco dispositivos da proposta aprovada em 20 de novembro pelo Senado foram vetados por Dilma. A chefe do Executivo assinou a sanção do projeto que altera trechos da lei eleitoral na quarta (11).

Entre os pontos que foram vetados pela presidente está o que proibia o uso de bonecos, pinturas em muro, placas, faixas, cartazes e bandeiras em bens particulares. Na mensagem encaminhada ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para justificar o veto, Dilma enfatizou que a regra criada pelos parlamentares "limita excessivamente os direitos dos cidadãos se manifestarem a favor de suas convicções político-partidárias", por meio do uso exclusivo de seus bens particulares.

Também sofreu veto da Presidência da República o dispositivo que impedia a Justiça Eleitoral de determinar a suspensão do repasse de cotas do Fundo Partidário no segundo semestre dos anos com eleições. Dilma justificou o veto argumentando que impedir a aplicação de sanções aos partidos que cometerem irregularidades na prestação de contas reduz a "eficácia" da fiscalização realizada pela Justiça Eleitoral e "prejudica" a transparência na aplicação do dinheiro do fundo.

A lei sancionada por Dilma traz medidas que têm como objetivo reduzir o custo das campanhas eleitorais, como a limitação de cabos eleitorais, mas mantém a proibição às doações por empresas ligadas a concessionárias de serviços públicos.

Da forma como o projeto foi aprovado inicialmente pelos senadores, estariam liberadas as doações de concessionárias de serviços públicos caso as empresas não fossem "responsáveis diretas pela doação".

Na Câmara, essa possiblidade foi excluída, decisão que foi ratificada pelos senadores. Está mantida, portanto, a legislação atual, que proíbe essas doações para evitar que empresas contratadas pelo Estado financiem candidatos do governo.

Entre as iniciativas propostas pelo projeto para diminuir os gastos eleitorais está a limitação das despesas com alimentação a 10% da receita da campanha e, com combustível, a 20%. O texto também proíbe "envelopamento de carros" com adesivos e veta pintura de muros e uso de cavaletes em vias públicas.

O projeto acaba ainda com o chamado “candidato secreto”, pessoas que substituem candidaturas na véspera da eleição. Com a nova lei, a troca de candidatos só poderá ser feita até 20 dias antes das eleições.

O texto ainda permite que políticos que receberam punição da Justiça Eleitoral parcelem a multa em até 60 vezes, desde que cada parcela não ultrapasse o limite de 10% dos seus rendimentos.

Com o projeto, quem cometer boca de urna poderá receber pena de prisão, pagar multa e ser processado. Atualmente, a prisão pode ocorrer, mas fica à cargo da autoridade policial que realizar o flagrante.

Manifestações em redes sociais não serão consideradas campanha e autor de ofensa nessas redes poderá responder civil e criminalmente. Além disso, o projeto autoriza realização de comício até a madrugada do dia das eleições.

Validade das regras


Não há consenso dentro do Congresso sobre a aplicação das regras da minirreforma já nas eleições de 2014. A legislação determina que só valem na eleição regras aprovadas até um ano antes da disputa.

Autor do projeto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) faz parte do grupo de parlamentares que apostam na validade da lei já para o pleito de 2014 porque, segundo ele, a minirreforma trata apenas de regras administrativas.

Um dos senadores que questionaram a validade para a eleição do ano que vem foi o líder do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF). Para ele, o projeto trata de "convenções".

"Convenções fazem parte do processo eleitoral. Trata de propaganda eleitoral. Portanto, entendo que nós podemos estar cometendo um equívoco. Qual é o equívoco? De trazer dúvidas, trazer controvérsias, e mais uma vez ficará para o Tribunal Superior Eleitoral decidir, muito próximo da eleição, efetivamente o que pode e o que não pode”, declarou o senador.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Marinha realiza exercício CASEX em conjunto com a FAB, com lançamento de sonobóias pela aeronave P-3AM



Durante a Operação “ADEREX-II/Semana da Marinha”, que abrange a área marítima entre o Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS), a Marinha realizou os exercícios CASEX C-4 e C-2 em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB), com destaque para o emprego de sonobóias lançadas pela aeronave de patrulha P-3AM na guerra antissubmarino.

O exercício teve como propósito adestrar as unidades antissubmarinas na proteção de uma Força Naval em área com presença de submarino, bem como adestrar as unidades na localização e ataque a submarinos.

Para esse exercício, foram utilizadas 29 sonobóias, entre ativas e passivas, em uma área aproximada de 35 MN. O emprego dessa técnica consiste no lançamento, pela aeronave P-3AM da FAB, de bóias na água, que em contato com o mar se abrem e seus hidrofones captam informações sonoras que serão decifradas pelo operador acústico, permitindo a localização e posterior ataque ao submarino, pela própria aeronave ou por um navio da Força Naval.

A utilização desse recurso proporciona grande crescimento operacional e excelente treinamento para os meios, contribuindo, assim, com o aumento da interoperabilidade entre as duas Forças.

Justiça envia inquérito do cartel de trens do PSDB Paulista para Supremo Tribunal Federal


A Justiça Federal decidiu nessa segunda-feira, 9, remeter para o Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que investiga o cartel de trens no sistema metroferroviário de governos do PSDB em São Paulo, entre 1998 e 2008. A decisão, sobrescrita pelo juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal Federal, acolhe representação da Polícia Federal.

"O inquérito policial foi remetido ao Supremo Tribunal Federal em razão de ter sido mencionada a eventual prática de infrações penais por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função perante àquela Corte", esclarece, em nota, a Justiça Federal.

O inquérito da PF cita deputados federais e outros políticos que detêm foro privilegiado perante o STF. A menção aos parlamentares e outras autoridades chegou ao inquérito por meio de um relatório produzido pelo engenheiro Everton Rheinheimer, ex-diretor da divisão de transportes da Siemens, multinacional alemã que firmou acordo de leniência, em 22 de maio, com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No relatório, o executivo disse ter provas suposto esquema de corrupção em governos do PSDB de São Paulo e no Distrito Federal. Rheinheimer fez delação premiada na PF e confirmou os termos daquele documento.

Na semana passada, o delegado Milton Fornazari Júnior, que preside o inquérito, representou pela remessa dos autos para o Supremo sob o argumento de que autoridades com prerrogativa de foro são mencionadas na investigação.

A procuradora da República, Karen Kahn, manifestou-se contra o deslocamento do inquérito para Brasília, alegando que a medida é prematura. Para Karen, o depoimento que cita autoridades, isoladamente, não é suficiente para provocar a transferência dos autos.

A Justiça Federal, em nota, ponderou que "a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal não implica reconhecimento pelo magistrado responsável pela supervisão do inquérito da existência de indícios concretos de práticas criminosas pelas autoridades referidas"

A remessas do inquérito do cartel para o Supremo fundamenta-se "apenas no entendimento de que compete ao STF supervisionar eventuais medidas investigatórias relacionadas a tais autoridades".

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nota Oficial sobre falha no lançamento do satélite CBERS-3



Brasília 09 de Dezembro de 2013 - Às 11h26, hora de Beijing (1h26, hora de Brasília), desta segunda-feira 9/12, o satélite CBERS-3, desenvolvido conjuntamente por Brasil e China, foi lançado pelo veículo chinês Longa Marcha 4B, do Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, China. Porém, houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado na órbita prevista. Avaliações preliminares sugerem que o CBERS-3 tenha retornado ao planeta.

Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda.

Os dados obtidos mostram que os subsistemas do CBERS-3 funcionaram normalmente durante a tentativa de sua colocação em órbita.

Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS-4.

Para tanto, foi convocada uma reunião extraordinária do comitê conjunto de coordenação do programa CBERS (JPC, em inglês), para esta terça-feira, 10 de dezembro, na China, da qual participam representantes de todas as partes envolvidas no projeto. Dentre eles, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e chineses responsáveis pelo desenvolvimento da parte chinesa do satélite, pelo lançador e pelas operações de lançamento. Nesta reunião, serão discutidas as causas da falha no lançamento e os próximos passos do programa.

O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) gera imagens da superfície do território brasileiro para aplicações diversas, tais como zoneamento agrícola, monitoramento de desastres naturais e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal, com grande aplicação na região amazônica.

O CBERS-3 seria o quarto satélite do programa a entrar em órbita. Os três satélites anteriores operaram adequadamente e cumpriram suas missões.

Brasil e China alcançaram resultados frutíferos nos últimos 25 anos de cooperação na área espacial, e estão confiantes na continuidade desse êxito.

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Centro de Guerra Eletrônica da Marinha do Brasil recebe visita de representantes da Armada Argentina



No dia 24 de outubro, o Centro de Guerra Eletrônica da Marinha (CGEM), localizado em Niterói (RJ), foi visitado por Oficiais Superiores da Armada Argentina, acompanhados por um representante do Estado-Maior da Armada.

Por ocasião da visita, o Diretor do CGEM, Capitão-de-Mar-e-Guerra Ken Willians Schonfelder, proferiu uma palestra que versou sobre as tarefas atribuídas ao CGEM e as perspectivas da Marinha do Brasil para a área de guerra eletrônica.

Acordo da OMC 'reforça opção do Brasil pelo multilateralismo' no comércio global



Analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que a aprovação em Bali, na Indonésia, do chamado Pacote Doha deve reforçar a opção do Brasil por acordos multilaterais para ampliar seus ganhos no comércio internacional.

Segundo eles, o engessamento do Mercosul tem feito o país apostar as fichas em negociações multilaterais. Por isso, mesmo um acordo “light” como o agora fechado na OMC (Organização Mundial do Comércio), equivalente a 10% do que estava previsto na chamada Rodada Doha de liberalização do comércio global, é boa noticia para o país.

"O simples fato de a reunião de Bali terminar com acordo é grande avanço ao Brasil", diz o professor Antonio Carlos Alves dos Santos, especialista em comércio internacional da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

"Países emergentes como o Brasil só têm a ganhar com sobrevivência de organizações como a OMC. No comércio internacional, se há um país do tamanho do Brasil negociando com a União Europeia, o seu poder de fogo será menor do que se houver vários outros países emergentes negociando num fórum e chegando a um consenso. O fórum, assim, reduz poder de fogo dos grandes países e dos grandes blocos econômicos", diz.

Mercosul


Pelas regras do Mercosul, os países integrantes não podem fazer negociações do gênero bilateralmente. E nem sempre há disposição política no Mercosul para Tratatos de Livre Comércio (TLCs), por causa de condições internas desfavoráveis nos países-membros – como, por exemplo, dificuldades econômicas que favorecem políticas protecionistas.

Em 20 anos, o Mercosul só conseguiu fechar TLCs com o Egito, Israel e a Autoridade Palestina, os três com economias muito pequenas se comparada às aspirações do Brasil no comércio internacional.

A segunda opção para incrementar o fluxo comercial eram justamente os acordos multilaterais. Mas a guinada protecionista do mundo após a crise de 2008 parecia, ter enterrado a Rodada Doha, e o acordo em Bali só saiu após uma maratona de seis dias de difíceis negociações, que haviam gerado expectativas pessimistas.

O acordo na OMC, entretanto, surge em um momento de alento para o Mercosul, como o aparente avanço das negociações para um TLC com a União Europeia.

Nesta semana, os países-membros discutem no Rio de Janeiro a formulação de uma proposta que deve ser levada a Bruxelas.

Mas os avanços mantêm a necessidade de o Brasil fazer uma reflexão sobre o "melhor caminho para seu crescimento econômico" na área do comércio internacional, diz Manuel Garcia, da Faculdade de Economia e Administração da USP (Universidade de São Paulo).

Para ele, "o país está muito voltado ao Mercosul, onde há muito problema com Argentina e Venezuela".

"Enquanto isso temos a Aliança do Pacífico, com países mais abertos ao comércio exterior. Se o Brasil se aliar a esses países, pode aumentar a eficiência na sua exportação de grãos pelo Pacífico", diz Garcia.

"O Brasil não pode ficar esperando muito tempo pelo Mercosul, que não tem dado o retorno esperado. O Brasil é um gigante e deveria liderar um acordo do bloco com a Aliança do Pacífico", diz.

Indústria e agricultura


Ainda não se sabe quanto o pacote significará em dinheiro real na economia brasileira, mas a Confederação Nacional da Indústria (CNI) já comemora o acordo, que "tornará o desembaraço aduaneiro mais rápido e mais barato para o exportador brasilero", diz nota da entidade.

O volume de compra e venda de mercadorias relativo ao PIB brasileiro foi 20% em 2012, segundo os dados compilados pelo Banco Mundial. Embora o país, no comércio mundial, esteja claramente andando a uma “velocidade” diferente de China, EUA e Alemanha, os empresários brasileiros elogiaram a adoção do acordo na OMC.

“Os empresários terão mais acesso às informações sobre procedimentos de trânsito, taxas e encargos, classificação de mercadorias e restrições de importação antes de chegar com o seu produto no território estrangeiro”, disse em nota à imprensa o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi.

Dessa forma, para a CNI, o acordo dará mais “transparência” aos processos de importação e exportação.

Por outro lado, um dos temas mais importantes para o Brasil – a questão dos subsídios impostos por países desenvolvidos a seus exportadores agrícolas – ficou de fora do entendimento.

A reunião em Bali terminou com uma declaração política que incluiu o compromisso de se acabar com esses subsídios, mas sem que fosse definido um prazo para isso.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131209_omc_brasil_doha_bali_mm.shtml

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Marinha do Brasil realiza Operação “PASSEX” com a Marinha do Exército Popular de Libertação da China



No dia 26 de outubro, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, foi realizada, pela primeira vez, uma Operação “PASSEX”envolvendo meios da Marinha do Brasil e da Marinha do Exército Popular de Libertação da China.

O Grupo-Tarefa brasileiro foi composto pelo Navio-Patrulha Oceânico “Apa” e pela Fragata “Constituição”, com uma aeronave embarcada UH13 “Esquilo”. A Força-Tarefa chinesa, comandada pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Esquadra do Mar Sul da MEPLC, Contra-Almirante Li Xiaoyan, estava composta pelo Contratorpedeiro “Lanzhou” e pela Fragata “Liuzhou”, com uma aeronave Z-9C embarcada.

A “PASSEX” teve como propósito contribuir para a manutenção do nível de adestramento dos meios da Esquadra e para o incremento da cooperação e estreitamento dos laços de amizade entre as Marinhas do Brasil e da China. Na ocasião, foram conduzidos exercícios de Manobras Táticas/FOTEX; “Light-line” (aproximação entre navios e passagem de cabos), Trânsito com Oposição Aérea e “Cross-deck”

Brasil e China lançam satélite CBERS-3




À 1h26 (horário de Brasília) desta segunda-feira (9/12) o satélite sino-brasileiro CBERS-3 foi lançado da base de Taiyuan, localizada na província de Shanxi (a 700 km de Pequim). O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, assistiu ao lançamento na base chinesa acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, autoridades e especialistas do Programa CBERS.

No Brasil, o lançamento foi acompanhado por servidores do Instituto e convidados no Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP).

Chefe do Centro de Rastreio e Controle do INPE, Pawel Rosenfeld manteve contato com os engenheiros do Instituto que estão na China e, por telefone, narraram a sequência de atividades para levar o CBERS-3 ao espaço.

Lançamento


O foguete chinês Longa Marcha 4B cumpriu perfeitamente todas as etapas previstas para colocação do satélite em órbita. O tempo total de voo até a injeção do CBERS em órbita foi de 12,5 minutos.

Quando atingido o ponto ideal da órbita, um comando liberou a trava do dispositivo que prendia o CBERS-3 ao foguete. O satélite, impulsionado por molas, afastou-se do lançador e entrou em órbita.

Em órbita, o CBERS-3 efetua uma revolução completa em torno da Terra a cada uma hora e quarenta minutos (100 minutos).

Programa CBERS


O Programa CBERS (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite), instituído em 1988 por Brasil e China para o desenvolvimento conjunto de satélites de observação da Terra, marcou o início de uma nova etapa no programa espacial brasileiro. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é o responsável no Brasil pelo programa.

O CBERS-3 é o quarto satélite do programa. Já foram lançados: CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007). As imagens obtidas a partir dos satélites da série CBERS permitem uma vasta gama de aplicações – desde mapas de queimadas e monitoramento do desflorestamento da Amazônia, da expansão agrícola, até estudos na área de desenvolvimento urbano.

O Programa CBERS é um exemplo bem-sucedido de cooperação em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China.

Graças à política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do INPE, as imagens do CBERS são distribuídas gratuitamente a qualquer usuário pela internet, o que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro.

O INPE distribui cerca de 700 imagens por dia para centenas de instituições (mais de 70.000 usuários) ligadas a meio ambiente, uma contribuição efetiva ao desejado cenário de responsabilidade ambiental - um dos grandes desafios do novo século.

O satélite CBERS-3 representa uma evolução em relação aos anteriores. Neste satélite, a participação brasileira amplia-se para 50% - até então, cabia ao Brasil 30%, enquanto a China era responsável por 70% do programa -, elevando o País à condição de plena igualdade com o parceiro.

Política industrial


O CBERS é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. A política industrial adotada pelo INPE permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais. Assim, além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o CBERS se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.

O CBERS-3 está equipado com um novo e sofisticado conjunto de câmeras, com desempenhos geométricos e radiométricos melhorados em relação aos CBERS-1, 2 e B. São quatro câmeras: Imageador de Amplo Campo de Visada (WFI), Imageador de Média Resolução (MUX), Imageador Infravermelho (IRS) e Imageador de Alta Resolução (PAN).

Uma importante inovação do CBERS-3 consiste na MUX, a primeira câmera para satélite inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. Projeto dos mais sofisticados realizados no país, o desenvolvimento da MUX cumpre importante função do programa espacial brasileiro, que é a qualificação da indústria nacional.

Com 20 metros de resolução e multiespectral, a MUX câmera registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas. Essas bandas espectrais têm funções bem calibradas visando seu uso em diferentes aplicações, principalmente no controle de recursos hídricos e florestais. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Aeronave T- 27 Tucano celebra 30 anos na FAB com pintura especial


Utilizado na formação dos cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), a aeronave T-27 Tucano está celebrando 30 anos de operações na FAB. Para comemorar essa marca, uma das aeronaves da AFA recebeu uma pintura especial que foi apresentada ao público pela primeira vez na cerimônia de formatura dos aspirantes-a-oficial,realizada nesta sexta-feira (6/12), na sede da AFA, em Pirassununga (SP).


Após perícia e homenagens em Brasília, corpo de Jango volta para o Sul



No fim da tarde de ontem, em São Borja, no extremo-oeste do Rio Grande do Sul, foram enterrados os restos mortais do ex-presidente João Goulart, exumados há um mês, em mais um movimento para passar a limpo uma das páginas obscuras da história recente do Brasil. Conhecido como Jango, o político gaúcho foi deposto por um golpe militar e morreu em condições pouco claras, no exílio na Argentina, em 1976. As honras militares e a presença de autoridades políticas desde a chegada do caixão ao aeroporto municipal contrastam, e muito, com as condições do primeiro enterro, há 37 anos. Em 6 de dezembro de 1976, a população tomou as ruas da pequena cidade da fronteira com a Argentina e impediu que o veículo que transportava o caixão fosse a toda velocidade para a Igreja Matriz de São Francisco de Borja, como determinaram os militares. Do templo religioso, o corpo foi carregado pelo povo até o Cemitério Jardim da Paz, mais uma vez contrariando a ordem de que seguisse em carro fechado e sem homenagens.

Para o enterro de ontem, que ocorreu após a perícia dos restos mortais de Jango em Brasília, o translado dos restos mortais de volta ao Rio Grande do Sul foi feito pela Força Aérea Brasileira. No Aeroporto de São Borja, o caixão foi coberto com a bandeira do Brasil e recebido pelo Exército com uma salva de tiros de fuzil. Da mesma aeronave, desembarcaram Maria Thereza, Denize e João Vicente Goulart, respectivamente viúva e filhos do ex-presidente. Também estavam no avião a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP). Os dois foram responsáveis pela iniciativa de anular a sessão do Congresso de 2 de abril de 1964, que declarou a vacância do cargo de presidente da República.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Novos Veículos para o Corpo de Fuzileiros Navais



Em 18 de outubro, o Comando do Material de Fuzileiros Navais finalizou a entrega técnica de seis caminhões de transporte não especializado, com tração 4x4, “Atego” 1725/42 da Mercedes-Benz, para Organizações Militares da área do Comando do 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro (RJ). Na oportunidade, foram distribuídas três unidades para o Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, uma unidade para o Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro e duas unidades para o Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves.

Os veículos citados, produzidos no Brasil, fazem parte do lote de 88 unidades que complementam o Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, totalizando 195 unidades distribuídas para a Marinha do Brasil.

Concluído o Modelo de Voo da Eletrônica do SARA Suborbital



Nesta sexta-feira, dia 29 de Novembro, a empresa CENIC apresentou à Comissão de Fiscalização do IAE o Modelo de Voo (MV) de toda a eletrônica embarcada (Redes Elétricas) no veículo Sara Suborbital.

Durante o evento, os técnicos da CENIC explicaram à Comissão de Fiscalização do IAE o posicionamento e as particularidades das Redes Elétricas de Controle, destinadas a controlar a velocidade de rotação do veículo, das Redes Elétricas de Telemedidas, responsável pela aquisição de dados a bordo e seu posterior envio para as estações de terra, das Redes Elétricas de Segurança, que tem a função de interromper o voo do veículo quando necessário, e das Redes Elétricas de Serviço, que cuidam do suprimento de energia e acionamento de eventos em voo.

À parte, foi apresentada ainda a Eletrônica do Módulo de Experimentação, que possui a função de atender os experimentos durante o voo. Por fim, foi explicada toda a sistemática de integração das diferentes Redes Elétricas, o que envolve a adequada conexão e distribuição da cablagem no veículo segundo as normas de segurança.

Com a entrega do Modelo de Voo das Redes Elétricas, o Sara Suborbital irá iniciar a fase de ensaios funcionais das redes individuais e, por fim, evoluirá para os ensaios sistêmicos com o acoplamento do Banco de Controle, tão logo este esteja disponível.

Esta fase deverá se estender de dezembro a fevereiro. Após esta fase, o SARA Suborbital irá ser submetido ao ensaio final, denominado Ensaio Dinâmico de Aceitação (EDA), quando o veículo completo será submetido à vibração com monitoramento pelo Banco de Controle.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Primeiro radar meteorológico é instalado na Base Aérea de Natal



O Rio Grande do Norte (RN) ganhou, na última segunda-feira (02/12), seu primeiro radar meteorológico. Integrado aos radares do Ceará, o aparelho, instalado no setor oeste da Base Aérea de Natal (BANT), permitirá a cobertura de 100% do território do estado.

O novo equipamento pertence ao Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da capacidade de monitorar os picos de chuva e prevenir os prejuízos causados por deslizamentos de solos e inundações, o radar ainda auxiliará no planejamento das atividades agrícolas e do abastecimento de água para a população e os animais.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades políticas, como os Ministros do MCTI, Marco Antonio Raupp, e da Previdência Social, Garibaldi Alves, e a Governadora do RN, Rosalba Ciarlini. A instalação do equipamento no local faz parte do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Alertas de Desastres Naturais, lançado em agosto de 2012. Mais oito radares devem ser implantados pelo Cemaden em diversas regiões do país até o primeiro semestre de 2014.

Forte de Santa Bárbara é inaugurado em Formosa



O dia 3 de dezembro de 2013, é um dia que entrará para a história de Formosa (GO), exército brasileiro e Brasil. O lançamento da Pedra Fundamental do Forte Santa Bárbara e Passagem do Acervo da Augusta Ordem de Santa Bárbara marca o início da construção da célula mater da Artilharia de Mísseis e Foguetes e da evolução do poder de fogo da Força Terrestre na defesa do Brasil.

O Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri, juntamente com autoridades civis e militares realizaram o descerramento da pedra fundamental, inaugurando assim o Forte Santa Bárbara.

O Exército está criando em Formosa (GO) duas unidades especializadas de mísseis e foguetes para operar o Astros 2020, sistema de lançamento múltiplo desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP).

Ressalte-se que o Campo de Instrução de Formosa (CIF), com sua superfície de quase 1200 km2, é a maior e melhor área para exercícios de tiro de artilharia e foguetes que o Exército Brasileiro possui. Inclusive foi aquartelada lá, para possibilitar a realização de seu treinamento de tiro, a mais poderosa unidade de artilharia de foguetes do Exército e da América do Sul, o 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes (GLMF), equipada com o Sistema ASTROS II, fabricado pela empresa brasileira Avibras.

Programa Astros 2020


O Programa Astros 2020 está orçado em R$ 1,2 bilhão e envolve a ampliação, reestruturação e reorganização de todo o sistema Astros existente no Exército Brasileiro. Dessa forma, o atual grupo será expandido para uma grande unidade denominada “Forte Santa Bárbara”, que também abrigará um Centro de Formação em Mísseis e Foguetes, novos depósitos, paióis e outras inúmeras facilidades administrativas. Os Astros mais antigos existentes, e seus veículos de apoio e comando, operados pela unidade, serão retrofitados e atualizados para o padrão 2020, conforme previsto em contrato.

O Projeto ASTROS 2020 contém no seu escopo e estrutura as seguintes etapas: – criação e implantação de: uma Unidade de Mísseis e Foguetes; um Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes; um Centro de Logística de Mísseis e Foguetes; uma Bateria de Busca de Alvos; paióis de munições; e uma Base de Administração e Campo de Instrução de Formosa (CIF); – modernização do atual 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes, transformando-o em 6º Grupo de Mísseis e Foguetes; – desenvolvimento de dois novos armamentos: o foguete guiado, utilizando-se a concepção do atual foguete SS 40, da família de foguetes do sistema ASTROS II, em uso pelo Exército Brasileiro, e o míssil tático de cruzeiro com alcance de 300 km; e – construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e outras instalações necessárias ao bem-estar da família militar na Guarnição de Formosa (GO). Com informações do Exército Brasileiro e o Estado de São Paulo.